Thursday, 30 January 2014

O Inferno de Dante

A Divina Comédia
Inferno
Dante
Tradução de: J. Teixeira de Aguiar
Publicações Europa-América

A mais extraordinária criação daquele que foi o maior poeta italiano de todos os tempos e um dos espíritos mais brilhantes de que a Humanidade se pode orgulhar.



Gustave_Dore_Inferno34O Inferno de Dante é a primeira parte de uma longa e épica viagem que o próprio realiza com fim a encontrar Deus. Inferno não é um livro fácil, a menos que tenham uma disposição para acompanhar as excelentes notas de edição que o tradutor colocou, não adianta. O Inferno não é um livro com emoções fortes e ainda assim é um marco na literatura mundial.


Os portugueses estão habituados a uma crítica social medieval mais cómica através de Gil Vicente (Auto da Barca do Inferno), mas Inferno é uma comédia religiosa onde Dante utiliza os noves anéis do Inferno para fazer a sua crítica social. Daí desfilam inúmeros nomes de criminosos com a sua pena que lhes calhou no Além. Dante mostra que existe justiça divina na vida além da morte e que esta não falha. Por exemplo os que sofrem do pecado da luxuria encontram-se logo no início e não têm descanso. Os hereges encontramo-los uns anéis mais abaixo e todos eles vivem a sua morte encarcerados dentro de um túmulo em chamas. Cada anel apresenta um pecado diferente com um castigo, que na altura, todos achavam justo. O texto não serve para ser muito pensado. Tal como as missas e as representações do Inferno, a primeira parte da Divina comédia serve como uma espécie de conto de fadas contado às pessoas durante diversas gerações do que acontece-nos depois da morte se pecarmos.


Embora Gil Vicente faça uso de personagens tipo durante o sue Auto da Barca, Dante vai mais longe e imortaliza de certa forma as vítimas da justiça divina através dos seus nomes. Durante o seu percurso, Dante recebe inúmeros pedidos das almas penadas para contar a sua história quando chegar à superfície. Dante, como personagem, é um indivíduo estranho, inconstante. Ao mesmo tempo que revela compaixão por algumas almas e horror perante alguns castigos (chegando mesmo a desmaiar, traço bastante comum entre os poetas medievais), ou então aparece bastante satisfeito pela justiça de Deus e do resultado desta. No entanto, o seu mestre Virgílio, como seu guia incita-o sempre a não temer a justiça divina e sobretudo a não mostrar pena dos resultados desta.


dore_125O poema de Dante caracteriza-se pela imortalização das pessoas tal como nos épicos gregos se imortalizavam os heróis e Deuses. No fundo, a Divina Comédia consegue alcançar aquilo a que se compromete: encontrar Deus. Nesta primeira viagem, Deus está presente apenas através da sua influência nos castigos impostos.


Sendo uma comédia, o tom final com que Dante termina a sua primeira viagem é de esperança e felicidade, prevendo que o poeta conseguirá atingir o Paraíso, livrando-se do mal: “(…) subimos, ele à frente e eu depois, até que pude ver as belezas que o Céu tem através de um buraco redondo, pelo qual saímos a rever as estrelas.”

Wednesday, 29 January 2014

Ele está de volta... não, não é o Slim Shady!

Ele está de volta | Timur Vermes| Editora: Lua de papel | Tradutor: João Henriques


Dia 27 de Janeiro (segunda feira) marcou o dia internacional do holocausto ou então conforme os alemães apelidam Tag des Gedenkens an die Opfer des Nationalsozialismus (Memorial das vítimas do Nacional-socialismo). Foi em 27 de Janeiro que os Russos entrarem no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau e se confrontaram com o terror que dias antes muitos oficiais tentaram apagar.
Um dia para lembrar para sempre algo que nunca deve ser esquecido, mas que os alemães sempre tentarem correr das suas cabeças. Todo o tipo de literatura alemã pós-Auschwitz é marcada pela vergonha. Mas já se passaram 69 anos desde que isso aconteceu e Timur Vermes julga que se Hitler regressasse, as coisas iam ser diferentes... Ou se calhar nem tanto assim.


Por isso ao longo de 300 páginas, Vermes (passando a ironia do nome em português), assume a caracterização de um Hitler irónico, solidário, sempre pronto a criticar e como sempre, com uma vontade de liderar e de poder. Através de situações cómicas, o leitor não se apercebe que está a ser seduzido pela mente perturbada de uma personagem que nunca existiu. O Hitler de Vermes, não é o Hitler do Mein Kampf. Ou se calhar até é e não nos apercebemos, tão apaixonados que ficamos por um homem velho, confuso e sozinho. O autor foi ao ponto extremo de retractar um diálogo entre uma mulher e Hitler sobre o holocausto e para que o leitor se apaixonasse ainda mais pela personagem, Hitler quase que cai na realidade de admitir que o que fez foi... Imperdoável.


Mas a Europa mudou. A euforia da liberdade pode não estar ameaçada (vejamos através das imagens vinda de Kiev), no entanto a descredibilização da democracia, a invasão da Alemanha por turcos e um passado que fora glorioso leva a que a figura de Hitler passe de homicida a comediante, de chefe de um Reich a Youtube celebrity. E Vermes envolve o leitor numa prosa aparentemente fácil, descontraída e actual, camuflada, na verdade, de enorme crítica social, uma ponta de crítica social aos alemães ao mesmo tempo que Hitler tenta subir ao poder e à fama, sempre “democraticamente” e com o apoio das massas, desta vez através da Internet e da televisão... No fim, não sabemos se os alemães aprenderam a lição, contudo o leitor sabe que se simpatizou com esta personagem chamada Hitler, algo correu mal... Ou se calhar até não?


O livro está recheado de frases quotable, de diálogos hilariantes e situações que vão deixar o leitor a fazer figuras tristes nos transportes públicos de rirem tão alto com as situações na qual o Hitler se depara. Preparem-se para uma chuva de sentimentos contraditórios à medida que vão comparando na vossa cabeça o Hitler: personagem histórica com Hitler a personagem criada por Vermes. Se calhar não são assim tão diferentes, visto que ambos gostam bastante de animais... Ou se calhar até são...


Citações:


"- Ai sim? - exclamei eu, preplexo. - E até lá o que é que eu faço?
- Não sei - respondeu ela, ainda a rir, ao esmo tempo que se virava para ir embora. - Que tal uma pequena guerra relâmpago?"


"Foi então que ela me apresentou a mais surpreendente conquista da História da Humanidade: o computador... "

"Führer rulz"

E se Hitler voltasse à Alemanha? E se os alemães o recebessem de braços abertos? E se....
Berlim, 2011. Adolf Hitler acorda num terreno baldio. Sente uma grande dor de cabeça. O uniforme tresanda a querosene. Olha à sua volta e não encontra Eva Braun. Nem uma cidade em ruínas, nem bombardeiros a riscar os céus. Em vez disso, descobre ruas limpas e organizadas, povoadas de turcos, milhares de turcos. E gente com aparelhos estranhos colados ao ouvido. Começa assim o surpreendente primeiro romance de Timur Vermes, passado na Alemanha de Angela Merkel, 66 anos depois do fim da guerra. Hitler ganha nova vida. Na sociedade espetáculo, dos reality shows e do YouTube, o renascido Führer é visto como uma estrela, que uma televisão sequiosa de novidades acolhe de braços abertos. A Alemanha da crise, do Euro ameaçado, da austeridade, vê nele um palhaço inofensivo. Mas ele é real, assustadoramente real. E, passo a passo, maquiavelicamente, planeia o seu regresso ao poder – por via da televisão. Sátira ferocíssima a uma sociedade mediatizada, narrado num registo arrepiadoramente fiel ao Mein Kampf, tem tanto de romance político como de crítica de costumes. Afinal, a Alemanha de Merkel, dominadora, obcecada pelo poder e pelo sucesso, está pronta para o receber... e ele está de volta.


Sunday, 26 January 2014

The Dangerous Book for Demon Slayers: Dangerous Slayers, Hot Hunters and An Annoying Dog.

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Author: Angie Fox
Publishing House:
Love Spell
308 pages
Publication: 1st May 2009
Review written by Lady Entropy

(ARC from NetGalley in exchange for an honest review)

The Dangerous Book for Demon Slayers is the second book in a collection and, once again, I made the mistake to not check the first one, well, first. However, the book is well written in the way that you don't really need to read the first to be able to analyze the second. It was a light, fun read, but little more than a tasty piece of marshmallow. It really left no lasting impression in me other than the main character was very forgetful.

This book has a very defined and strong mythos (as usually is the case with this sort of Urban Fantasy books), which usually makes me happy, but between flashes of brilliance, the setting pretty much left me dead in the water -- Kim Harrison's The Hollows series still remains the uncontested winner in this department -- much to my pity. I would like someone who could write setting to her standards. But let's face it, "switch" stars as weapons are ridiculous.

The bad thing that comes with the mix of "forgetful protagonist" and "well-made if not very inspired setting" is that the lasting impressions that I get from the book are the secondary characters - I loved the idea of a biker witch coven forced into that lifestyle because they need to constantly be on the run, coming up with impromptu utensils and ingredients to do magic in motel rooms. Hell, I would love to see a book about the Red Skulls, minus the gryphon and the main character and her blood annoying dog.

Ah, let me talk about the dog sidekick: our protagonist has a dog that talks, is as stupid as two rocks, but while he whines he's a dog and can't count, he's smart enough to be able to pass judgement on his mistress's clothes and give style opinions. ARGH, the dog was the character I hated most. He was annoying, but beating the "Marketing-forced Disney Cute Pet Sidekick" level by a WHOLE lot of levels. He wasn't cute. He was just outright annoying and a danger.

He saved his owner from the "more irritating character", but I still haven't forgotten the protagonist for her ridiculous decisions and outright stupidity (spying on demons after riding a Harley is something that NOBODY with two functioning brain cells would do while wearing a tight leather miniskirt). Throughout the book, the main protagonist whines, complains, puts people in danger because she's too dumb, or doesn't think that telling people the truth outright. Unfortunately, she's not the only one who has that problem -- a "Hunter" is running around gathering demons into a prison, but he can only contain them, not kill them, because that needs a Slayer (ie the protagonist) with switch stars. He actually brings her home one day, but instead of having her kill them there and then (she actually kills the strongest of them as a test from the Hunter), no, he just lets her leave and keeps sitting in the timebomb that is a bunch of demons trapped in a single building. And this isn't the only situation: stupidity runs rampant and the plot advances just because people are "stupid". And I hate hate HATE that in a book.

And this leads us to the end: this writer is amazing at writing conflict, and upping the stakes to a point where you're left breathless. Unfortunately, that means she ends up writing herself into a corner and to get herself out of it, she had to resort to one of the greatest Deus Ex Machina I've read in a while, and puts Terry Pratchett to shame. I could see it happen if Max had been there, but she suddenly made it happen? Really? It was ridiculous and ludicrous and I howled with laughter to the bitter end of the climax. At least there was a price to pay for the victory, but all in all, the ending remained just every bit as bit as ridiculous.

Finally, this book had a LOT of typos. Editors: if me, a non-native reader can spot them, you have a serious problem. They didn't bother me much, because I tend to be somewhat impervious to them, but I suspect they will annoy the hell out of native readers.

I don't regret reading it, it was a light, fun read, but it could do better without the protagonist, her boring love interest and her annoying dog. I want a book on the Red Skulls, this book was way too forgettable.

Friday, 24 January 2014

Tidy Friday #27

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Bem a goat afinal serviu de alguma coisa! Como os autores têm andado numa debanda na LEYA, os leitores do Illusionary Pleasure acharam bem descobrir qual o motivo. Para isso sacrificamos a criatura e comemos cabrito… ok eu comi cabrito, vocês não!
Roubamos velas algures, acendemos com pedras e pauzinhos e convencemos uns a dar sangue sabe-se lá Deus porquê.

Cover reveal: A filha do Barão w/ english synopsis

Liv01950033_fSinopse:
Quando D. João tece a união da sua única filha, Mariana de Albuquerque, com o seu melhor amigo - um inglês que investiga o potencial comercial do vinho do Porto -, não prevê a espiral de desenganos e provações que causará a todos. Mariana tem catorze anos e Daniel Turner vive atormentado pela sua responsabilidade para com a amante. Como se não bastasse, o exército francês está ao virar da esquina, pronto a tomar o Porto e, a partir daí, todo o país.
No seu retiro nos socalcos do Douro, Mariana recomeça uma vida de alegrias e liberdade até que um soldado francês, um jovem arrastado para um conflito que desdenha, lhe bate à porta em busca de asilo. Daniel está longe, a combater os franceses, e Gustave está logo ali, com os seus ideais de igualdade e o seu afeto inabalável, disposto a mostrar-lhe que a vida é bem mais do que um leque de obrigações.





When D. João weaves his only daughter, Mariana de Albuquerque, with his best friend – an Englishman who investigates the commercial potential of Port wine – he can’t foresee the spiral of deception and trials that it will bring them all.
Mariana is fourteen and Daniel Turner lives tormented by his duties towards his mistress. If this wasn’t enough, the French army is just around the corner, ready to take Porto, and from there, the entire country.
In her retreat upon the terraced slopes of the Douro, Mariana finds a new life of joy and freedom until a French solder, a young man dragged into a conflict he despises, knocks on her door in seek of asylum. Daniel is far away, fighting the French and Gustave is right there, with his ideals of equality and his steady affection, offering to show her that life is more than obligations.

(yes Lady Entropy rescued my horrible attempt to translate)



Mais informações: http://www.presenca.pt/livro/a-filha-do-barao/

Thursday, 23 January 2014

Vida Roubada, vencedor do Pulitzer Prize 2013 pela SdE

Mais informações consulte o site da Saída de Emergência


Vida Roubada segue a vida de Pak Jun Do, um jovem no país com a ditadura mais sombria do mundo: a Coreia do Norte.




Se a literatura é uma ficção que nos fala de uma verdade mais profunda, sinto que o meu livro é um retrato muito exato sobre como os princípios do totalitarismo devoram as coisas que nos tornam humanos: liberdade, arte, escolha, identidade, expressão, amor.
Adam Johnson



Jun Do é o filho atormentado de uma cantora misteriosa e de um pai dominante que gere um orfanato. É nesse orfanato que tem as suas primeiras experiências de poder, escolhendo os órfãos que comem primeiro e os que são enviados para trabalhos forçados. Reconhecido pela sua lealdade, Jun Do inicia a ascensão na hierarquia do Estado e envereda por uma estrada da qual não terá retorno.

Tuesday, 21 January 2014

Tenho o teu número

[caption id="attachment_1776" align="alignleft" width="201"]420 pp. | €16,60 | isbn 9789897260988 420 pp. | €16,60 | isbn 9789897260988[/caption]

Tenho o teu Número
Sophie Kinsella
Ficção Estrangeira

Às vezes o número errado conduz ao homem certo.
Um romance entusiasmante e divertido, com uma mulher surpreendente.

Livro
Dez dias antes do casamento, Poppy perde o anel de noivado. Desesperada, Poppy começa a telefonar a toda a gente para pedir ajuda e alguém lhe arranca o telemóvel da mão! Também o roubaram! Como irão agora avisá-la se encontrarem o anel? E, imediatamente, Poppy vê um telemóvel num caixote do lixo, um telemóvel abandonado de que ela precisa urgentemente. Poppy dá o seu novo número a todos os amigos e também atende as chamadas recebidas e lê as mensagens endereçadas à anterior proprietária, a secretária (que acaba de se demitir) de Sam Roxton, um empresário importante. Enquanto continua à procura do anel, Poppy mantem-se em contacto com Sam Roxton, o novo proprietário do telefone. Sam vai deixá-la ficar com o aparelho, desde que ela lhe reencaminhe todas as mensagens que receber, mas às vezes Poppy responde por Sam em assuntos profissionais e também pessoais. Não se contém. Sam também começa a opinar sobre a vida de Poppy, o seu casamento, sobre os sogros e até sobre o noivo, que talvez, não seja tão maravilhoso como ela pensava.

Monday, 20 January 2014

International Steampunk Fashions: The Art of Steam

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Author: Victoriana Lady Lisa
Publishing House:
Schiffer Publishing, Ltd
192 pages
Publication: 28th March 2013
Review written by Lady Entropy

Climb into your steam-powered time machine aircraft for a tour of the fashion world, steampunk style. This fashion backward collection features hundreds of intricate, creative, and visionary steampunk designs from top names in the business and fans from around the world. Presented in high-quality fashion photography, the looks in this compendium include head-to-toe Victorian-era style coupled with futuristic, sci-fi concepts, as well as hats, jewelry, and other accessories. With fashions from as far away as Europe, New Zealand, and the Americas, this volume celebrates the diversity and innovators of this international phenomena

( Received as an ARC from NetGalley for an honest Review)

This book is easily the best ARC in terms of quality that I ever got to review to date. I love Steampunk, and, like Steampunk, this is a labour of love and it shows. It's shock full of delicious tidbits and it's more than just a book to bring Steampunk to the masses, it's a celebration.

The introductory essays on the nature and history of Steampunk are simple, warm, passionate and (better yet) non-pretentious, written by people who clearly love it.

After that, we have the photographs split into 3 sections: Europe, New Zealand and the Americas. I liked almost all of them, and I did notice an interesting trend: the Europeans tend to be quite eclectic, from the very striking and suave man in white, to fully experimentalists, while the New Zealanders are outright interpretative and try to push boundaries, while the Americas tended to show a lot more of a Victoriana side, with grand dresses and suits. I'm not sure if this is demonstrative or not, but I found it amusing.

What I didn't like (and it showed mostly on the European side) were the "Professional" models that showed (modelling for this or that clothes shop). They felt... less Steampunk and more kink. Ie, their clothes lacked the detail, the love, the "made by me" feel of most Steampunk, and instead, you could see how most of the clothes were pre-bought and thrown in in display just to show how attractive the model was, and not to celebrate Steampunk. It was jarring, when compared to the elaborate, delicious and so very clearly put together with love of the "amateurs". There were some exceptions, but the vast majority of the professionals just left me indifferent -- rather than lovers of Steampunk, they seemed "Cosplayers" trying to mimic something they don't really understand or care about.

It was followed by a section on accessories, but there was too much time and space given to necklaces and pendants and not enough give to what I feel is a staple of Steampunk: the top hat (and other hats). The top hat can be a costume on itself, it can make a costume, and it can be as elaborate as any outfit. And yet, other than a few sparse examples, there were barely any.

The book ended with a "Who's Who" of some important and known groups, but it kinda left me in the dark, because, well, this is Portugal and none of those groups live nearby.

Finally, a very useful "costume resources" page, that I very appreciate (and will definitely check).

So, 4 stars, and a lovely read. The only reason why it doesn't take 5 stars is for the "professional" models incident, the lack of top-hats and the "Huh, okay, who are these people?" bit, that I really don't fault them for, but it felt a little indulgent as a biography, especially for someone who has no way to contact or get involved with these groups.

Recommended for any visual fans of the Steampunk and definitely anyone looking for inspiration for their own costumes.

Friday, 17 January 2014

TAG : leitura digital

leituradigital


1. Que suporte utlizas para ler os teus ebooks? Um ereader, um tablet ou o pc?
Primeiro um e-reader, depois o meu namorado comprou um tablet e dei o e-reader à minha irmã e fiquei com o tablet. Leio comics e noveletas/contos no PC.

2. Quantos ebooks já leste desde que te iniciaste na nova "moda digital"?
Mais de 100, comecei a ler no PC bem antes de ter um e-reader (mais ou menos desde o 3º ano de faculdade... ora isso foi há 4-5 anos atrás? Fuck, I'm old)

Wednesday, 15 January 2014

To tempt a viking... by acting pretty

To tempt a viking
Michelle Willingham
Publishing house: Harlequin
Release date: 21 of January 2014
Review written by Adeselna Davies

ARC by NetGalley

Oh Michelle Willingham, Michelle Willingham… to think that once I was completely in love with you and your Viking novels… but this? I don’t mind historical novels that are not 100% accurate, but I do at least expect a tiny bit of research , in “To tempt a Viking” there’s none and I know Viking research is a bitch, been there, done that, so when I read a novel with Vikings when they use the term “I just want to be your friend” like nowadays, I think: I don’t believe that you think that word means what you think… yes, the concept of friendship in Vikings and then Middle Age is a really funny thing to study, however “I just want us to be friends” does not work in Viking times. Also, the “divorce” scene… tsc tsc. Vikings had rules for divorce and the “I don’t want to be married to you because I can’t have kids” is not really one of them. I thought the divorce scene was fresh and bold (there is not much about it), but the fact that you could extract the Viking thing and the book still worked, worried me.


Nevertheless, I really enjoyed the male protagonist Ragnar, he was strong and had morals. Loyalty for a warrior is very important and he embodied a warrior in the true sense of the word. Elena, however, is the true damsel in distress at the very beginning, however as time goes by, we learn to enjoy a little more the character. She shows a more human side, although the plot drags in the end and the reader seems to be sick and tired of Ragnar and Elena kissing, not kissing, wanting to be together, and running away.
Another negative is the quick betrayal of Elena. She kisses Ragnar on the lips and has improper thoughts of him, while Ragnar stands tall to his morals. He loves Elena, but he would rather die than betray his best friend. Her husband also cheated on her (read previous book) in favour of the “woman he loves”. That is not a good message to pass along. Even though I grant that many women adored the happy ending, making your characters cheat on their husbands/wives is a terrible thing to show. Personally I would prefer things to go different and maybe add some depth to the subject with more research attached.

To tempt a Viking is not a great book, it is ok and is meant to be read fast. The lack of historical research was a bit disappointing, but the author has other good books. Perhaps this one was just a little bit out.



To sum up:
+ Good characters
The plot gets fairly better after the middle
- Not enough research
Female character needed something more
SHE'S TESTING HIS RESOLVE!

Warrior Viking Ragnar Olafsson stood by as his best friend claimed the woman he desired the most. There was only one way to quench the deep darkness within him—become merciless in battle.

When Elena is taken captive, fearless Ragnar risks everything to save her. Now they are stranded with only each other for company. Suddenly every longing, every look, every touch is forbidden. Elena could tempt a saint—and sinner Ragnar knows he won't be able to hold out for long!

Forbidden Vikings

Resist them if you can!

Cover reveal [Presença / Leya]

janeir_leya

janeiro_presenca

Ink: Beauty is as Beauty Does

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Publishing House: Harlequin Teen
326 pages
Publication: 25th June 2013
Review written by Lady Entropy
Book 1 in the Paper Gods series

Ink is in their blood.
On the heels of a family tragedy, Katie Greene must move halfway across the world. Stuck with her aunt in Shizuoka, Japan, Katie feels lost. Alone. She doesn't know the language, she can barely hold a pair of chopsticks and she can't seem to get the hang of taking her shoes off whenever she enters a building.
When Katie meets aloof but gorgeous Tomohiro, the star of the school's kendo team, she is intrigued by him…and a little scared. His tough attitude seems meant to keep her at a distance, and when they're near each other, strange things happen. Pens explode. Ink drips from nowhere. And unless Katie is seeing things, drawings come to life.
Somehow Tomo is connected to the kami, powerful ancient beings who once ruled Japan—and as feelings develop between Katie and Tomo, things begin to spiral out of control. The wrong people are starting to ask questions, and if they discover the truth, no one will be safe.

Review of an ARC copy gently given by NetGalley in exchange for an honest review.

3.5 Stars

Ink (the first volume of the Paper Gods series) has a lot to like, and a lot to be improved on.

I wrestled a bit with how to grade this: 3 stars or 4 stars - it's definitely a cut above most of the YA books I read, even if it plays with the usual elements (orphan girl, mysterious boy that falls in love with, romantic triangle). However, it still left WAY too many questions unanswered -- important questions. And I hate when I book does that to me to trick me to buy the next volume, instead of cutting off some of those useless scenes of "Let's look at the daily routine of the protagonist".

It is a gorgeous book, design-wise, showing the type of care that comes only with writing something you truly and absolutely love. Or just having an amazing designer. But judging from the tiny details (from the HUGE extra contents section, the interviews with the artists, to the flipbook animations on the book pages) it seems to be something that the author had a hand on. On a time and age where people go out of their way to grab stock photos for covers left right and centre, it's amazingly endearing to find a book with a cover style so unique and so suited (and so pretty) to the book.

My only complaint? The girl in the cover looks like a 25-year old woman, not a 16-year old teenager. I'm not sure what references the cover artist used, but she should at least be able to make her look younger. The internal art isn't that pretty either. No "Time-Travelling Fashionista" here, folks.

That being said, the book has a solid structure, but the story itself isn't amazing and neither are the main characters. Don't get me wrong, I liked them well enough, and Katie is a nice person, with flaws but who still tries very hard. Half the time, however, she sounds not like a teen girl -- she sounds like an adult woman, and I wondered if that meant that she is the author's self-projection character. I did have a problem with her, and it was the fact that she cried. A LOT. If I had a drinking game for this book, if I took a shot every time Katie cried, I'd be drunk halfway into the book. She seems to cry at least once per chapter, and in one chapter, she actually cries twice.

Now, don't get me wrong. I expect tears to happen. Tears are a strong, powerful display of emotion, and when they're used they should be a "big deal". And no, don't give me the whole "She's young and her mom died and she's in a different country". She doesn't cry about that, most of the time. When she cries about her mother, it's actually quite moving, but most of the times, she's crying over her boyfriend or how she doesn't understand what is happening. So I have to end up agreeing with Ishikawa: she is weak. She shows some spurts of spine here and there, but whenever she starts crying, she loses me.

That being said I think the main weakness of the book is that it raises a lot of questions but answers very few. If you weren't going to reveal just what Katie is and why she can affect the ink, then you shouldn't raise it here. You should leave it for the end of the book, or the next book. I think this book is too much an introduction and setup for the series, and that weakens the book as a whole.

That being said, I liked how it explores a different culture and setting, and the notion is actually quite fascinating and interesting. I like books that teach me new things, and while this didn't bring me anything new (I'm a big Japan-nerd), I can see how it would teach younger people a lot of cool new things. And for being refreshing and different in a sea of same-sameniness, it gets a half star for the effort.

I'm still going to buy and read the next books, because, let's face it, I'm immensely curious. Hey, I know I said I didn't like that tactic. Doesn't mean it doesn't work!

Eu, Malala

Eu, Malala
A Minha Luta pela Liberdade e pelo Direito à Educação
Malala Yousafzai/ Christina Lamb
Editorial Presença
Tradutores: Maria de Almeida/ António Carlos de Andrade/ Cristina Carvalho
Mais informações consulte o site Presença

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O que aprendi sobre mim mesma ao ler "Eu, Malala"
Tenho vinte e cinco anos. Um mestrado. Mantenho um relacionamento estável de sete anos. Eduquei uma irmã mais nova. Durante estes sete anos tentei escrever muita coisa. Escrevi muita coisa. Publiquei pouca. Comecei a dar aulas. Reflectia sobre muita coisa durante as aulas. No exame dos professores escrevi um texto sobre a importância do aluno na sala de aula enquanto individuo com uma personalidade a ser formada. Li partes do Alcorão. Li livros sobre o Médio Oriente. Li muitos artigos sobre o Iraque. E no entanto, quando terminei de ler “Eu, Malala” apercebi-me que não sou nada, não sei nada, nunca lutei por nada. Ao mesmo tempo que fico com uma sensação no peito de desconforto. Olho para os meus alunos desinteressados em aprender e quero esbofeteá-los, meter-lhes este livro à frente e explicar que há tantas crianças no mundo que gostariam de ter uma professora e aprender e não podem. Porque proíbem. Não deixam. Dizem que as mulheres não precisam de educação. E a vida delas é governada por ignorantes que querem manter-se no poder e por isso precisam das gerações futuras também ignorantes. A educação é uma arma. Quanto mais sabemos, mais reflectimos e menos nos deixamos ser influenciados por mentiras e manipulações ocas. E é isso que os nossos estudantes não entendem. Mostram-se desinteressados face a políticas corruptas, mas não entendem que eles têm o poder na mão. Um povo culto e inteligente terá sempre o poder na mão.

Tuesday, 14 January 2014

Ideias para uma plot distópica/utópica portuguesa

Na sequência da Antologia "Por mundos divergentes", decidi (e porque as ideias ainda são de borla) dar umas quantas ideias. Aqui vão cinco para distopia e utopia:

  1. E se Salazar voltasse ao século XXI e fosse eleito outra vez democatricamente?

  2. E se o 25 de Abril nunca tivesse existido e Marcelo Caetano tivesse nomeado um sucessor?

  3. E se D. Sebastião tivesse ganho Alcácer Quibir e Portugal se tornasse uma potência mundial?

  4. E se daqui a umas décadas Portugal fosse governado por Galos de Barcelos mecânicos e Zé Povinho virtuais?

  5. E se Portugal, no futuro, fosse governado apenas por mulheres guiadas pelo símbolo da Padeira de Aljubarrota?


Que acham destas ideias? Deu-vos algumas? A ficção é um lugar vasto onde se pode dar aso à imaginação mas também à crítica e à esperança :) Não tenham medo de arriscar e de criar a vossa sociedade perfeita ou imperfeita.

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A antologia no The art boulevard

Friday, 10 January 2014

Vencedores dos passatempos

Todos os vencedores aqui apresentados irão receber um e-mail ao longo do dia de hoje e amanhã para enviarem a morada :)

A teia de aranha:
Nr 18: Odete Silva

Amor Carnal:
Nr. 19: Anabela Elvas Neto

Alice no país das maravilhas:
Nr. 36: José Marcos Tanque Abreu

O teu relâmpago na minha paz:
Nr. 34: Gonçalo Martins Costa

Parabéns aos vencedores e espero ter mais passatempos em breve :)

Saturday, 4 January 2014

Blood From a Silver Cross: Not Bloody Bad!

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Publishing House: eKensington
235 pages
Publication: 6th February 2014
Review written by Lady Entropy

Book 4 in the Kat Redding Series
"Some people still call Kat Redding by her hunter name: Lady Death. But she’s not eager to see more violence brought to her doorstep. The neverending tide of hungry supes and vicious humans doesn’t change the math—sooner or later Kat’s one-vamp battle against the nightmares that infest Columbus is going to leave her dead. And she has innocent people—well, a werewolf and a demon-summoner—depending on her now.
But when a rogue werewolf who’s opted out of the bloodbath is found crucified and mutilated with toxic silver, Kat knows she’ll be tangling again with the dangerous Pureblood murderers of the cult of the Left Hand. She already has an undead countess blackmailing her into taking out the city’s garbage and a demon playing with her head. Add to that her serious suspicions about changes at the house of her uneasy ally Jonathan Alucard, werewolf denmaster, and Kat might have finally gotten in danger so deep, not even Lady Death can survive…"

Tidy Friday... a littttle late (a menos que esteja nas Américas)

Acho que nem nas Américas ia lá! Eu esta semana não ia fazer Tidy, confesso, mas depois do alerta dado no meu Facebook gostava de esclarecer uma coisa. Por isso esta Tidy será uma Tidy informativa!

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Como sabem, ultimamente o Goodreads tem vindo a ganhar força em Portugal, especialmente para com as editoras que começam a colocar selos de "Mais lido no Goodreads", "Mais votado no Goodreads", "Escolha dos leitores do Goodreads"... como se o GR fosse credível, mas é marketing, nós entendemos. O problema com este boom do Goodreads é que os autores começam a colocar livros que ainda são projectos no Goodreads para depois de leituras betas terem uma boa cotação e as editoras terem mais chance de olharem para eles.

Wednesday, 1 January 2014

2014 challenge Goodreads to read pile

pile

 

In 2013 I have currently 338 books (17 pages) of books to read!
I have challenged myself to read 100 books in 2014.
Of these 338 books 18 belong to the Harlequin Challenge:
100 - 18 = 82 books

From these 82 - 42 go to the urgent, to  be read asap list
I also have 4 Portuguese books that go in that category

Leaving room for 36 books to be read in 2014!
If everything goes well, I will have my to-read pile reduced from 338 books to 278.

And we are just getting started!

2014 Harlequin Challenge

harlequim - teaser
Challenge promoted by Portuguese bloggers: Algodão doce para o cérebro (Cotton candy for the brain - wow this sounds terrible in English XD)
The levels:
Hugs: 1-10 books
Kiss: 11-20 books
Dating: 21-30 books
Wedding: 31-40 books
Love forever: +40 books

Books to read for this challenge:
(The list will eventually have more books, some of these were freebies, others were avaliable for free on Kindle, others are ACR and other I bought them myself)

  1. Shadow (PaperGods #0.5)

  2. Ink (PaperGods #1)

  3. Christmas in Snowflake Canyon (Hope's Crossing #6)

  4. The Wedding Dress Diaries (The Wedding Season 0.5)

  5. Girl Least Likely to Marry (The Wedding Season #2)

  6. Falcon's Prey

  7. A will and a way

  8. The Inconvenient Duchess (The Radwells #1)

  9. Dark Wolf Rising (Bloodrunners #4)

  10. A Very Tempting Texan (Texas Cattleman’s Club: A Missing Mogul #1)

  11. Blue Dahlia (In the Garden #1)

  12. His Secondhand Wife (The Copper Creek Brides #2)

  13. Tear you apart

  14. Dirty (Dan and Elle #1)

  15. Wicked (Regency Trilogy #1)

  16. The Queen's Lady (Graham Saga #7)

  17. A seal's seduction  (Uniformly Hot SEALs #1)

  18. The Other Side of Us