Wednesday, 23 October 2013

Irresistível

Irrresistível
Jessica Bird
Editora: Quinta Essência
344 páginas

Sinopse
A conservadora de arte Callie Burke não está contente com a sua lucrativa nova missão. Restaurar uma obra-prima adquirida pelo implacável magnata Jack Walker devia ter sido o projeto de uma vida. Mas o problema não é o quadro - é que o sensual proprietário é uma obra de arte perfeita de seu próprio direito.A atração é recíproca, mas Callie sabe que misturar negócios e prazer é má idéia - e não apenas porque ela não pertence àquele mundo de privilégios: ela tem um segredo a esconder… um segredo que deve permanecer enterrado. No entanto, depois de se mudar para a mansão de Jack para fazer o trabalho, a centelha inegável entre ambos transforma-se numa paixão que tudo consome... e o passado oculto dela ameaça destruir qualquer possível futuro para eles.Ao dar nova vida ao quadro, Callie sabe que o seu tempo com Jack é limitado... a menos que o amor possa de alguma forma encontrar uma forma de transformar um solteirão inveterado no marido dos sonhos dela.

Callie Burke é o oposto da heroína de "Diz-me quem és" e aproxima-se mais da figura de outros romances da mesma autora, onde a mulher (embora formada e bastante competente), encontra-se sem dinheiro e numa situação tão desesperada que aceita qualquer coisa, nomeadamente um emprego de sonho. Callie é recatada, não está habituada a luxos, é "original" e espontânea. Jack, por outro lado é um homem que apesar de ter assentado com uma noiva que não ama, quer um futuro melhor e ajudar pessoas.

Callie e Jack parecem dois pólos diferentes, mas que, no fundo são iguais. Jack encontra em Callie genuidade que sempre ansiou, um ombro amigo e uma mulher que consegue amar e seduzir. Em Jack, Callie vê o homem que a compreende, que a apoia e a ajudou num momento de necessidade... Bird transmite a mensagem de que um homem mesmo sendo poderoso precisa sempre de alguém a seu lado para o acompanhar. Ao contrário de Grace, Callie é anti-social e fica escondida nas sombras sem querer aparecer. É mais recatada (virgem), mas que adora o seu trabalho e vive apaixonada por ele.

Bird consegue criar uma prosa que puxa o leitor para a sua história e personagens sem ter nada de complexo. Afinal Irresistível é um livro que completa Diz-me quem és, longe dos holofotes e mais concentrado nas origens e na genuidade das personagens. A autora adicionou mistério e uma história de amor paralela que pecou por ser demasiado breve.

Embora seja mais comedido quanto ao papel da personagem principal e relação aos outros livros da mesma autora, Irresistível ensina o leitor de que uma mulher simples pode cativar um homem poderoso com a sua personalidade. Talvez os leitores estejam fartos de personagens perfeitas e queiram mulheres simples, inteligentes e que consigam singrar na vida através do seu cérebro e força de vontade. Mas como tudo uma mulher mesmo inteligente precisa de alguém para amar e se sentir também amada... Não fosse o livro uma historia de amor.

Friday, 18 October 2013

Padeira de Aljubarrota – Mulher de Armas e Heroína de Portugal

Depois do sucesso de  “Marquesa de Alorna”, em 2011, Maria João Lopo de Carvalho traz-nos um romance dedicado à heróica Padeira de Aljubarrota, que todos conhecem mas de cujos segredos e desejos poucos sabiam…até agora. Um livro dedicado uma mulher de armas que pode e deve servir de inspiração nos dias de hoje. 



“Padeira de Aljubarrota – Mulher de Armas e Heroína de Portugal”,
de Maria João Lopo de Carvalho
PVP: 20,90€
Nº páginas: 580

“A história invulgar de uma mulher do povo que consegue domar o seu próprio destino.”
Helena Sacadura Cabral

“Uma narrativa que nunca se distrai do seu objectivo: humanizar a lenda para nos revelar mais sobre a história da nossa nacionalidade (…) Há uma Brites de Almeida em todas as mulheres portuguesas. Cruzo-me com uma por dia, pelo menos.”
Rita Ferro

Quando, a 22 de outubro, chegar às livrarias o novo romance de Maria João Lopo de Carvalho baseado na agitada vida da Padeira de Aljubarrota, a percepção dos portugueses sobre uma das suas maiores heroínas vai, necessariamente, mudar. A lenda de Brites de Almeida, cuja acção terá contribuído para combater o invasor Castelhano em finais do século XIV, ganha outra dimensão. A autora leva-nos a descobrir uma mulher extraordinária, corajosa e forte mas também uma mulher com desejos e sonhos, para quem o relacionamento com os homens foi bem mais do que um pormenor. Ao episódio de bravura que a História consagrou juntam-se muitos outros de sedução, sensualidade, aventura e romance, dando origem a uma história de amor, traição e coragem em tempos de crise, condição que o povo português, afinal, sempre viveu de perto.

Muitas histórias correram sobre a humilde mulher que, em 1385, numa aldeia perto de Alcobaça, pôs a sua extrema força e valentia ao serviço da causa nacional, ajudando assim a assegurar a independência do reino, então seriamente ameaçada por Castela. É nos seus lendários feitos e peripécias, contados e acrescentados ao longo dos tempos, que se baseia este romance, onde as intrigas da corte e os tímidos passos da rainha-infanta D. Beatriz de Portugal se cruzam  com os caminhos da prodigiosa padeira de Aljubarrota, Brites de Almeida, símbolo máximo da resiliência e bravura de todo um povo.
 
Este é o romance nunca feito sobre a maior heroína da nossa história, cruzando a voz de Brites de Almeida com a voz de D. Beatriz de Portugal. Asas e Raízes, imaginação e rigor histórico no período mais conturbado que Portugal viveu na época medieval. 600 anos depois do seu feito heróico, a enorme popularidade da padeira e a sua figura inspiradora permitiram a Maria João Lopo de Carvalho criar um romance com outro ritmo, bem ao jeito do leitor que aprecia as peripécias de uma lutadora e corajosa mulher do povo que marcou a diferença num tempo em que sangue, suor e lágrimas não faltavam por terras de Portugal. E que melhor exemplo de bravura para os portugueses num período de lutas tão complexas como as que travamos todos nós nos dias de hoje?

Sobre a autora
Maria João Lopo de Carvalho licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas. Foi professora de português e de inglês e trabalhou como copywriter em publicidade. Passou ainda pelas áreas de Educação e Cultura na Câmara Municipal de Lisboa. O seu primeiro bestseller, Virada do Avesso, foi publicado pela Oficina do Livro em 2000. Tem mais de cinquenta títulos editados, entre romances, livros de crónicas, manuais escolares e dezenas de livros infanto-juvenis, a maioria deles no Plano Nacional de Leitura. Em 2011, editou o primeiro romance histórico Marquesa de Alorna que, em pouco tempo, se tornou um bestseller.

Também disponível em ebook (www.leyaonline.com)

Thursday, 17 October 2013

O livro da inquietude

O meu pai uma vez disse-me “Tu não podes ir para a Inglaterra.”. Estava no primeiro ano de faculdade e discuti com ele o facto de fazer Erasmus em Inglaterra (Sheffield era a cidade que eu ia escolher). Fiquei um pouco preocupada com a afirmação, pensei que ele ia dizer que eu era imatura ou então que não ia aguentar uma vida longe da minha família, mas apenas respondeu “Se tu um dia fores, nunca mais voltas.” O que os meus pais nunca souberam foi que, embora o meu fascínio por Inglaterra seja grande, a curiosidade por países como Afeganistão e Iraque são ainda maiores. Um dia um Iraquiano perguntou-me como é que eu conseguia ser ateia e não acreditar em nada e, de seguida, perguntou-me se me casasse um dia com um muçulmano, se me converteria por ele. Respondi que seria uma boa hipócrita se me convertesse e aceitasse Alá como Deus, mas não o Deus Ocidental, contudo se isso fizesse o meu hipotético marido mais feliz, e ele soubesse que eu não acreditava, mas que apenas faria por ele. Quando o meu namorado (católico) perguntou-me se os nossos filhos iriam à catequese, respondi “porque não?”. Ele disse que eu era provavelmente a ateia mais tolerante que tinha conhecido. Talvez seja esse mesmo estado de tolerante, que faz com que viva obcecada com o Médio Oriente.




O livro da inquietude
Ann Marlowe
Editora: Aletheia
Edição: 2007
272 páginas
ISBN: 9789896220747



Sinopse:
Um relato sensual, íntimo e corajoso de um caso amoroso avassalador entre um carismático afegão e uma escritora americana de origem judaica que se apaixona pela cultura afegã, O Livro da Inquietude é também uma análise provocadora e original do chamado choque de civilizações. A evocação vívida e audaz de Marlowe da vida quotidiana no Afeganistão dá vida a um espaço luminoso que a autora vê como «a manhã do mundo», fazendo uma redescoberta semelhante de sentimentos quando, deitada com Amir, evoca «a dádiva de amar alguém, que é incalculável», mas que é também «uma terrível distância entre corações».
Marlowe encontra complexidade e beleza no Afeganistão em oposição à caricatura dos homens cruéis e das mulheres oprimidas. Na verdade, encontra muito a aprender no calor, ternura e respeito da vida familiar e do casamento afegãos.
 

Não vou negar que já muitas vezes pensei em usar um Hijab (para quem não sabe é um véu que cobre apenas o cabelo e é usado nos países muçulmanos por mulheres após a puberdade, let’s say young adults?), mas o uso da burca causa-me arrepios. Ann Marlowe discute o uso dos véus na forma de monólogo, apresentando três visões: a de uma mulher muçulmana que gosta de usar, a de um ocidental que fica horrorizado com o uso do véu e de uma pessoa tolerante que crê que o uso do véu deve ser uma escolha e não uma obrigação. Até há um ano atrás sempre pensei que as mulheres queriam usar o véu por ser-lhes incutido, mas afinal se nos países do Médio Oriente está a haver uma libertação e dada opção de escolha nas gerações mais novas, pensei se aparecesse com um hijab na faculdade se iriam pensar que eu tinha enlouquecido, ou se simplesmente iam aceitar a decisão de que eu queria esconder o meu cabelo. Se eu posso decidir usar um hijab em Portugal, uma muçulmana deveria poder recusar-se a usar um no seu país (ok, eu sei que não funciona BEM assim, especialmente no Irão e no Afeganistão).

O livro da inquietude retracta uma relação conflituosa entre dois países e culturas diferentes, protagonizadas com uma história de amor auto-biográfica. Repleta de detalhes culturais sobre o Afeganistão, com um amor que tem tudo para resultar mal, é um deleite para quem tem uma paixão secreta. Não é um livro com grandes simbolismos, significados complicados. Aliás, nem precisa. O tema do 11/10 está presente durante a narrativa e o próprio tema do islamismo é suficiente para o leitor mais comum não querer pegar nele. É um livro que incomoda, talvez por não mostrar a faceta americana da questão, mas sim um meio-termo. A própria relação amorosa sofre desse meio-termo. Amir é um afegão que oscila entre o estilo de vida americano e os costumes e tradições do seu país, ao passo que Ann Marlowe tem de se adaptar e compreender as suas acções.

Em parte entendo o porquê de nenhum blogue literário ter pegado neste livro. Nunca vi uma opinião do livro “Morte na Pérsia” da Annemarie Schwarzenbach, nem deste livro, nem de muitos outros que pegam no Médio Oriente visto por outros olhos. A americanização de um Médio Oriente repleto de terroristas e pessoas estranhas que oprimem começa a estar demasiado enraizado. Mas se para nós estes costumes são estranhos e alguns horríveis e reprováveis (tal como Amir diz: “quero casar-me com uma virgem de 17 anos”), com que olhos é que eles vêm o Ocidente? O que tem o Médio Oriente de tão atraente para chamar autores e leitores ocidentais, talvez fartos do caos e do desencanto do sonho americano que nunca durou.

Vale a pena ler, sem dúvida e ficou como uma das melhores leituras.

Tuesday, 15 October 2013

Na Cama dos Reis

Na Cama dos Reis
Noites de Núpcias
Juliette Benzoni
Páginas: 248
Editora: Planeta

Sinopse: Muito já se publicou sobre o casamento. Mas pouco, ou quase nada, sobre os momentos íntimos no segredo das alcovas depois das cerimónias oficiais.
Juliette Benzoni, historiadora e romancista, soube encontrar o fio condutor dos escritos e memórias de várias personagens da História, desde noites de núpcias de deuses, de reis a príncipes. Noites grandiosas de Alexandre, o Grande, noites resignadas de Luís XVI, noites reticentes, noites de lágrimas, estranhas, entusiastas e desesperadas. Noites dramáticas, da tenda de Átila, o Huno ao quarto de Mayerling, terminam em amor ou ódio instilados no sangue.
Este livro conduz-nos por estas noites secretas e nunca reveladas e que, por vezes, mudaram o curso da História.
Noites dos Grandes. Mas talvez também as nossas. Todos podemos reencontrar as nossas experiências e confrontar as nossas decepções e sonhos.

Na cama com reis é uma mistura entre histórico e ficção e não ficção. Complexo? Mas no fundo é isso que o leitor nota ao ler as diversas páginas. Escrito como se estivesse a contar uma história (nota-se que a narradora ou narrador faz comentários, ironiza), Benzoni dividiu o seu livro com histórias diversas, desde noites de núpcias que foram felizes, dramáticas e com muito sangue ou as mais tristes. Com bastante pesquisa histórica em algumas histórias, acrescentando numerosos detalhes à nossa cultura geral, outras pecam por ser conhecidas e de não serem tão interessantes (por exemplo a noite de núpcias de Átila).

Na cama dos reis é um livro mais informativo do que ficcional, apoiando-se na técnica do “tell” ao invés de criar narrativas ficcionais com as histórias. Visto ser este o primeiro livro da autora que li, julgo que o “tell” foi utilizado por economizar espaço de forma a caber mais histórias. No entanto, sendo um livro de não-ficção não provoca qualquer tipo de sentimento ao leitor a não ser curiosidade de ler qualquer tipo de ficção sobre essas histórias. (Claro que isto para mim é eye candy) Não é um livro para ser lido de seguida, mas sim para ser consultado várias vezes e até motivo para inspirar ou estudar. Talvez tenha sido o ideal para eu começar a autora, visto que terei oportunidade para ver como Benzoni se porta na ficção histórica.

Resumo:

O livro serve para aumentar a cultura histórica;
O estilo de escrita da autora;

Escravos do desejo

Escravos do Desejo
Kate Pearce
Editora: Quinta Essência
292 páginas

Sinopse: Um fim de semana proibido anos atrás, Helene Delornay viu-se presa a um desconhecido. Ousado, viril e exímio nas artes eróticas, Philip Ross abriu os olhos de Helene para um mundo de prazer sexual que ela nunca julgou existir. Agora, proprietária da casa de prazer mais exclusiva de Londres, Helene não esqueceu a felicidade carnal que dividiu com Philip — e nunca encontrou um outro homem que pudesse satisfazer os desejos insaciáveis que ele despertou nela...
Quando Philip volta a entrar de repente na vida de Helene, a atração física que partilham é demasiado forte para que qualquer um deles a possa negar. Agora, enquanto exploram as suas fantasias e as levam para além do limite, Helene descobre que os seus sentimentos por Philip são muito mais intensos do que julgara...

Bem à terceira parece ser de vez, depois de ler dois livros desta colecção, Escravos do desejo tornou-se um livro bastante bom. Talvez por Helena não ser uma daquelas “virgens” chatas, mas sim uma mulher que lutou pela vida e estabeleceu-se por si própria. A estrutura da história está bastante apelativa, não engonha está tudo no sítio certo e acontece tudo na hora certa (ainda que haja uma prolepse de 18 anos). Confesso que estava com bastante receio de ler este terceiro livro da série. Li o primeiro, o quarto e deixei o quinto a meio e embora o primeiro me tenha enchido as medidas para ler o resto, os outros dois foram uma desilusão (por serem mais do mesmo). No entanto Perce regressa á sua boa forma de escrever romances que nos metem a salivar por mais! Sinceramente vou ler os livros 6 e 7, onde os filhos de Helene aparecem :3

A história embora simples foge do tradicional homem que tem tendências homossexuais mas adora estar na cama com mulheres. Sinceramente sempre torci o nariz a esta série por causa disso. Adoro bissexuais, gays whatever floats your boat, hun, mas parece-me que a Pearce sem querer (I mean it, sem querer mesmo) transmitiu a ideia de que embora um homem goste de outro homem, casa-se é com uma mulher. Em Escravos do desejo, Philip embora goste de sexo com homens nota-se bem que é com mulheres que quer estar e Helene é a prova disso. 

Depois de um fim-de-semana escaldante, Philip separa-se para enfrentar uma vida dura e ruim ao lado de uma mulher que não ama. Helene segue a sua vida mas com o fado de ser mulher: grávida e sem um tostão. Contudo, ser bom tem as suas vantagens e vê-se rapidamente a ser ajudada por pessoas que ajudou no passado. Helene é uma personagem que gostamos, não tenta passar nenhuma mensagem moralista e gosta do prazer e que os outros tenham prazer, é vanguardista, mulher de negócios (ainda que uma mãe terrível) e no fim tem toda a felicidade que merece. Philip também sofre: tem um casamento mau que o destrói por dentro, mas a presença de Helene faz com que a sua verdadeira pessoa venha ao de cima.

Embora tenha algumas cenas de sexo, não posso dizer que elas estejam pelo livro todo (isto depois de ler as onze mil vergas não tem é sexo nenhum) e, apesar de tudo, as cenas sexuais estão em concordância com a história e o desenvolvimento desta.

Escravos do desejo é a lufada de ar fresco que a série precisava. Adoro a Kate Pearce e é uma autora que raramente me desilude. O leitor irá certamente admirar Helene com a sua força de enfrentar o mundo e conseguir endireitar a sua vida e a vida do homem que manda. Por fim, é um hino à coragem e dedicação da mulher ao prazer.

Monday, 7 October 2013

By proxy



By proxy
Katy Regnery
Editora: Boroughs Publishing Group
Série: Heart of Montana #1

Este é o primeiro livro de Regnery. Foi com entusiasmo que comecei a ler o primeiro livro de uma autora estrangeira (visto que raramente leio debut novels), o que dá para entender o bom e o pior do livro.
 
Jenny e Sam encontram-se para concretizarem o casamento “by proxy” pela prima de Jenny (Ingrid) e Kristian (primo de Sam). No entanto, Sam atrasa-se e o casamento terá de ser adiado para segunda. Embora o starting point seja bom, existem alguns problemas que tornam o livro tanto amusing como chato.

A parte mais chata é a quantidade de repetições que as personagens usam nos seus pensamentos e a moral do: o campo é bom, a cidade é má e corrompe. Outro aspecto que precisa de ser trabalhado é o insta-romance: tanto Jenny como Sam apaixonam-se demasiado depressa. Embora a consolidação do amor aconteça ao longo do livro, o romance propriamente dito acontece de forma quase forçada, de forma a que os heróis estejam completamente apaixonados na segunda. Como editora ou beta, preferia que o casamento tenha sido adiado por duas semanas e ainda que não seja ideal para cimentar uma relação, dava para criar mais diversões e manobras para que os dois se aproximassem.

A escrita da autora é um dos aspectos positivos: simples, eficiente e resulta para o tipo de prosa. Há situações de humor que servem para aligeirar o ambiente e a presença dos irmãos de Jenny, faz com que nos lembremos de situações à la Julia Quinn.

As personagens apresentam moral um pouco básica: Jenny é uma mulher forte, mas que fica obcecada com o mais pequeno pormenor, enquanto a autora a tenta fazer demasiado natural (ao contrário das meninas da cidade que são shallow). Esse tipo de moralismo é um pouco estranho e estereotipado. Sam, por outro lado, gosta de farra e da grande cidade, mas quando está em Livingston algo mexe com ele.

No fim, claro que a mensagem mais importante é que numa relação ambos têm que chegar a um compromisso se querem ser felizes e deixar o orgulho para trás.

Não sendo um livro extraordinário, satisfaz enquanto leitura breve e deixa um gosto docinho no fim para o segundo livro, que será interessante de ler para ver como é que a autora tratou as críticas.