Friday, 27 September 2013

Tidy Friday: rushed Need for speed



Quotidiano da Ruiva:
- Acorda e toma o pequeno-almoço e começa a trabalhar em fichas;
- Ruiva vê que passou-se 3horas, pânica e vai fazer o almoço;
- Enquanto faz o almoço, toma banho de forma apressada;
- Queima/ esturrica/ qualquer coisa o almoço;
- Arruma a cozinha;
- Continua a planear aulas;
- Vai dar aulas…

Ora bem tem sido isto a minha vida desde que me mudei para o Porto! Pensei eu, ingénua e feliz que ia ter todo o tempo do mundo para ler, ser feliz, but alas I was wrong. Planear aulas e aulas e chegar lá e os meninos portarem-se mal; berros para aqui, acolá, a ruiva chega a casa e mal consegue abrir os olhos às 10 da noite. Depois lá toma um café e espevita, mas juro-vos que estou a falecer aos poucos. Rezo todos os dias para que o raio do kit de professor chegue para parar de planear aulas com material meu, para poder começar a dar aulas a sério (mesmo sendo AEC e os meninos estejam nem aí). I don’t care, eles não estão a conhecer uma versão porreira da Ruiva.

De um lado mais positivo: yeeey amanhã é o lançamento da antologia! Jeebus, estou tão nervosa, a sério, acho que das duas uma: ou vou ficar hyped e não me calo ou então vou adormecer e ficar estilo zombie. Quem quiser ver-me ao vivo e a cores (se bem que de galochas e capinha) o lançamento será na Rua do Saco, na Biblioteca Municipal de São Lázaro! Eu não conheço nada daquilo, portanto estaciono lá e depois vê-se. Se virem uma ruiva muito confusa a gritar com o GPS, sou eu!
Esta semana consegui a proeza de ler 1 livro! Yeeey palminhas para mim *.* A review provavelmente só virá na segunda, visto que estarei ausente sem Internet até domingo de tarde. O livro é “A fórmula do amor” é super fofinho, embora a sinopse spoile bastante. Entretanto comecei a Travessia e vou a meio do The Ring of desire. As you can see, I am doing my best!
Na terça irei ainda colocar um mega post de lançamentos/novidades.

Vanities.... it's like they love to be here!

Um dia irei pegar numa linda viola e tocar uma música à vanities! Qualquer coisa adaptada da Ágata, para homenageá-la, qualquer coisa do género:
Podes ficar com o cheque, o livro e os direitos
Mas não ficas com a correcção!

… Ok, não rima, mas entendem a ideia. Imaginem uma Ágata muito sexy a cantar isto no Chiado. Esta semana veio-me parar ao colo do e-mail, uma desabafo de uma leitora extremamente chateada com a Chiado editora, porque vejam só andou a divulgar a autora no facebook, muito bem, linda menina e conheceu-a até pessoalmente (uma simpatia de mocinha) e não é que a criatura, inocente, face à revelação de que “A chiado publica tudo desde que pagues” ficou incrédula! Tudo? – Perguntou.
TUDO!

Pois bem, a nossa querida leitora que é um amor começou a ler o tal livro e TAU primeira página ERRO, tau segunda página ERRO… bem a nossa querida leitora desespera. Meu deus, acabei de publicitar um livro cheio de erros. Mas de quem é da culpa? Da rapariga inocente que pensou que o seu livro poderia ser publicado, ou das pessoas que aceitaram 1100€ para publicar… bem esta é fácil! Mesmo assim a nossa leitora, decidiu e muito bem mostrar a sua indignação:

“E eu peguei no livro dela - embora nunca pegue em livros vossos, por causa da tal fama de fazer as coisas “às três pancadas” que têm no mercado livreiro - e rezei, fiz figas, para que por uma vez vocês tivessem embolsado dinheiro que valesse a pena ser investido. E com o que me deparo?
Na terceira linha do primeiro capítulo «Estava engripada á três dias». Vocês não notam nada errado, pois não? Fechei o livro e respirei fundo. E agora? Gostei da rapariga, gostei do sonho da rapariga. Obrigar-me-ão a estraçalhá-lo? Divulguei a saída do livro da rapariga e agora? Perguntar-me-ão se estou louca? O mesmo erro ocorre outras três vezes até à página 18. A meio da página 15, uma frase acaba a meio. Que pode um leitor esperar dum livro assim atirado para a sua frente?”

You go, girl!!

“Porque fizeram isto a esta jovem, com um filho e cheia de sonhos? Porque não foram honestos e lhe disseram: querida, tens potencial, mas deixa isso amadurecer. Porque não pagaram meia dúzia de tostões a um estagiário ou a um qualquer bloguer letrado e desempregado que vos corrigisse esta centena de páginas? De futuro peçam-mo, por favor. Cobro 25,00€ a cada cem páginas para poupar a humilhação a um jovem autor. Não estou a brincar - tenham pena das pessoas e não as sujeitem a isto. Não acham que, em época de crise, em que o consumidor pesa cada tostão, valeria a pena apostarem num produto de qualidade? Autor algum do meio - a ser sensato - publicaria convosco. O público / leitor é cada vez mais exigente. Voltar a comprar um livro vosso? Não comprei este, troquei-o com a autora. Mas digam-me agora o que devo dizer-lhe a respeito da minha opinião, se não que este livro está verde, não devia ter visto a luz do dia, não houve uma revisão mínima - digamos, que se estendesse ao menos às primeiras três linhas - e que vocês poderiam ter sido honestos e ter-lho dito para poupar este desconforto a todos nós?

Depois os bloguers são maus. Eu não vou culpar a pobre escritora, vou culpar-vos a vocês por a terem submetido a esta humilhação. O leitor está atento e vocês assim estão a perder terreno.”

Bem, que descasca! Eu tenho fama de ser má, eu sei, mas houve um livro que nem consegui fazer a review quase por ser tão mau e falhar em todos os pontos de um livro… a verdade é que sempre que digo Chiado o pessoal foge a sete pés e mesmo sendo este blogue parceiro da Chiado, gostava também eu de não ter de fazer reviews onde digo SEMPRE a mesma coisa: este livro era fixe se tivesse revisão ou este livro era bom se tivesse um editor… Acho que há muitos autores da Chiado que se calhar sentem isso: gostaria de ter mais visibilidade, ou gostaria que o meu livro tivesse sido distribuído. Afinal pagaram tanto dinheiro, o mínimo seria mesmo isso. Fico com pena desta rapariga, porque foi ao engano, quem está de fora nem sonha que pagar para publicar é algo anormal!

Vanities v2

Bem esta semana também me caiu no colo um mail de uma menina, mas que desta vez a coisa nem foi tão má quanto isso! A rapariga pegou numa antologia que tinha na gaveta e enviou para uma nova editora ciente, disse-me ela, que diriam que não: isto é muito bonito, mas não! Então ouve um sim! Um estrondoso, sim! Enviam-lhe o manuscrito com correcções (uau inovação) e depois os preços que apesar de tudo, a rapariga disse que ainda eram altos. A rapariga ficou feliz, afinal alguém tinha gostado da sua poesia e este campo está bastante saturado! Quando falei com ela, não sabia se lhe havia de dizer para ela aceitar ou não... Afinal alguém tinha dado o valor, mas foi a primeira proposta que teve e ela sabe bem que uma Dom Quixote não pega nos poemas dela... O que acham? Vamos ser dinâmicos :)


Bem meninos eu sei que a Tidy está uma merda, mas também tenho de sair, I need COFFEEE, NOM NOM NOM TO THE COFFEE MACHINE!!! E amanhã estarei melhor disposta! Prometo, já que estamos em tempo de autárquica, que para a semana farei um post com mais coisas que não consegui tratar hoje :) Por isso para a semana analisamos a previsões de 2015 literárias, como correu a apresentação e ainda se Sasha Grey conseguiu dar conta de todos os homens que foram à sua apresentação! Será uma animação -.-" Agora com licença irei ingerir cafeína. Meninas de Lx que vão à apresentação: até amanhã! Às que vão à EuroSteamCon: boa sorte! Ao resto que não vai a nenhum dois dois: you suck :)

Wednesday, 25 September 2013

Alêtheia Editores


Não é uma editora nova, nem uma editora muito conhecida. Conheci-a através do livro de Ann Marlowe: O livro da inquietude.

Alêtheia Editores publica ficção, não-ficção, arte e livros infantis, mas é na não-ficção que regista o seu maior sucesso, sendo conhecida pelos títulos de referência que edita, bem como pelos autores nacionais que representa.

Comecei a ver o catálogo por curiosidade, mas imensos livros entraram para a minha wishlist. Normalmente sendo de não-ficção é difícil fazer uma crítica como na ficção, no entanto é impossível parar de babar por cima dos preços atractivos, deisgn de capa giríssimo e sinopses que me fazem querer prender a minha carteira num cofre para não lhe pegar! O site da Alêtheia está disponível aqui e o Facebook aqui.

A editora apostou, de igual forma nos e-books, em formato .epub com preços desde 2.99€ até 8€.

A verdade é que estava a procurar por preços numa gráfica Varzea da Rainha e notei que estava lá esta editora (provavelmente pertence à mesma).

Não sei como é a distribuição dos livros (confesso que ainda não vi nenhum destes livros à venda, tirando O homem que era quinta-feira que esteve na FNAC e na Betrand), talvez eles andem por aí e sendo não-ficção eu não esteja muito atenta a isso!


Sinopse dos livros:

A Cruz Amarela
Autor: René Weiss
Nº de Páginas: 488
ISBN: 978-989-622-043-3

Algures entre o diabo e Deus, entre a fúria da Igreja Católica e a liberdade religiosa, encontravam-se os Cátaros…
Nos primeiros anos do século XIV, a Igreja Católica extinguiu a chama herética dos Cátaros no sudoeste de França. Este foi o último reduto de um povo forçado – depois de mais de um século de repressão e derramamento de sangue – a esconder as suas crenças extraordinárias nas aldeias isoladas dos Pirinéus. Mas, apesar do êxito da Igreja no extermínio dos Cátaros, não conseguiu destruir a sua memória. Espalhado pela paisagem e bem fundo nos subterrâneos do Vaticano, o testemunho dos Cátaros sobreviveu até aos dias de hoje.
Armando-se de relatos contemporâneos e conduzindo a sua própria investigação nos Pirinéus e mais além, René Weis conta a história absorvente da luta condenada dos últimos Cátaros pela sobrevivência nesta obra importante de descoberta, cultura e arte de contar.

Helena de Tróia
Autor: Bettany Hughes
N.º Págs.: 564

Ao longo da História, Helena de Tróia tem sido responsabilizada pela longa inimizade existente entre o Oriente e o Ocidente. Há três milénios que Helena é considerada uma requintada agente de exterminação. Mas quem era ela?
Assim que começou a escrever, o homem escolheu Helena de Tróia como tema. Hesíodo, um dos primeiros historiadores de renome, definiu-a como a mulher mais bela do mundo e a descrição permaneceu. Embora não tenhamos quaisquer representações contemporâneas de Helena de Tróia, esta princesa da Idade do Bronze ainda é considerada um paradigma da beleza absoluta.
Através da combinação de vestígios físicos, históricos e culturais que Helena deixou em locais como a Grécia, o Norte de África e a Ásia menor, Hughes revela brilhantemente os factos e os mitos que rodeiam uma das figuras mais enigmáticas e mais famosas de todos os tempos.
«Hughes é simplesmente brilhante» The Times

Cristovão Colombo, o Último dos Templários
Autor: Ruggero Marino
N. Páginas: 400
ISBN: 978-989-622-047-1

Quem era Cristóvão Colombo? Um marinheiro galardoado acima dos seus méritos? Ou algo mais, muito mais? Porque assinava Christo Ferens, aquele que leva a Cristo? Com base numa nova interpretação de antigos mapas e documentos, o autor revisita a história do «navegador dos dois mundos» e da «descoberta» da América. Aquilo que se afirma neste livro nunca antes foi dito em cinco séculos de publicações colombinas: cabala secular, um policial histórico-político-teológico, com pano de fundo alquímico-esotérico, parentescos surpreendentes, heranças templárias e cavaleirescas. Partindo da queda de Constantinopla, do choque Oriente-Ocidente, da inquietante semelhança entre Colombo (definido nepos) e Inocêncio VIII (o papa que o sucessor espanhol Rodrigo Borgia fez desaparecer), de uma lápide em S. Pedro, dos fundos para a partida, das lutas e dos segredos do Vaticano, descobriremos que o explorador sabia onde iria chegar: a um mundo novo, não à Ásia. Recorrendo a elementos iconográficos, a livros e publicações nomeadamente estrangeiras, esta obra revolucionária, tão apaixonante como um romance, revisita a 360 graus a história da «descoberta da América» propondo dela uma leitura nova cheia de fascínio e mistério.

Eu, Constance, Princesa de Antioquia
Autor: Marina Dédéyan
N.º Págs.: 360

Nascida em 1127 e desaparecida em 1163, Constance de Hauteville, filha e neta de nobres cavaleiros francos responsáveis pela conquista de Jerusalém e do principado em que ela própria viria a reinar, conta aqui o essencial da sua vida, até 1660, desde a morte de seu pai e do início do seu reinado, ao exílio forçado após a prisão do segundo marido e a subida ao trono de seu filho Bohémond.

Contada na primeira pessoa, a vida de Constance de Antioquia é bem significativa de uma época histórica rica em incidências e acontecimentos apaixonantes. Casada em primeiras núpcias com Raimond de Poitiers, um cavaleiro provençal de alta linhagem, romântico e sentimental, conhece mais tarde o seu segundo amor e segundo marido, Renaud de Châtillon, audaz e irreverente combatente sem fortuna, ousado na guerra e no amor, a quem também amará perdidamente. Até à morte!

Em Antioquia, terra cristã entre 1098 e 1268, Constance participa e intervém directamente numa parte significativa da curta existência deste principado franco no Levante, entre as disputas internas e as lutas regionais que já então grassavam na fervilhante caldeira do Médio Oriente: expedições de Cruzados e peregrinações à Terra Santa, cruéis ofensivas turcas, exigências hegemónicas de Constantinopla, ambições do Rei de Jerusalém, mas também traições de senhores arménios, conluios e alianças com emires muçulmanos, amores e desamores de cavaleiros francos, disputas entre credos, religiões e culturas antagónicas – muçulmanos sunitas e xiitas, judeus, católicos romanos, cristãos ortodoxos, siríacos, arménios – que apesar disso se contactam, misturam e interpenetram.

O Terrível Terramoto da Cidade que foi Lisboa
Autor: Arnaldo Pinto Cardoso
Nº de Páginas: 156
ISBN: 978-989-622-548-3

O cataclismo que desabou sobre a cidade de Lisboa no dia 1 de Novembro de 1755 anda ligado a uma memória indelével da história. De tão grande tragédia se faz eco na correspondência do Núncio Apostólico, que desde o dia 4 desse mesmo mês envia semanalmente para Roma informações dirigidas à Secretaria de Estado e ao Papa, às quais se devem acrescentar as cartas endereçadas ao Cardeal Secretário, que era então o Cardeal Silvio Valenti Gonzaga, e aos familiares.
É essa correspondência, depositada no Arquivo Secreto do Vaticano, que Arnaldo Pinto Cardoso traduz para português, dando a conhecer relatos vivos e quase diários das aflições vividas em Lisboa e das reacções que se fizeram sentir no Vaticano, numa obra ilustrada com iconografia da época.

Sob o Signo da Espada
N. Páginas: 576
Autor: Tom Holland
ISBN: 978-989-622-501-8

No século VI d.C., o Médio Oriente era partilhado por dois grandes impérios: a Pérsia e Roma. Cem anos mais tarde, um deles tinha desaparecido definitivamente e o outro estava reduzido a um mero cepo quase sem vida. No lugar de ambos, tinha surgido uma nova superpotência: o império dos árabes. E esta convulsão foi tão profunda, que veio a pôr fim ao mundo antigo. Mas as alterações que assinalaram este período não foram meramente políticas nem sequer culturais; também se verificou uma transformação social de incalculáveis consequências para o futuro.
Hoje em dia, mais de metade da população mundial pratica uma das várias religiões que ganharam forma durante os últimos séculos da Antiguidade. Ora, os nossos contemporâneos cujas ideias e cujos comportamentos se fundam na crença num Deus único são um testemunho vivo do impacto ainda hoje exercido por esta época extraordinária e prenhe de convulsões. E contudo, como Tom Holland mostra nesta obra, aquilo em que judeus, cristãos e muçulmanos acreditam foi tema de acesos debates.

O Homem que era Quinta-Feira
N. Páginas: 228
Autor: G.K. Chesterton
ISBN: 978-989-622-443-1

Poderemos confiar em nós próprios quando não sabemos quem nós somos? Syme utiliza um novo contacto para entrar infiltrado no Conselho Anarquista da Europa Central e ficar a conhecer a sua mortífera missão, sob o nome de «Quinta- feira».
Num parque londrino, o agente secreto Gabriel Syme mete conversa com um anarquista. Quando descobre que no Conselho está outro agente infiltrado, Syme começa a questionar o seu papel na missão.
À medida que uma desesperada perseguição pela Europa começa, a sua confusão cresce, assim como a confiança na sua capacidade de derrotar os inimigos. Ainda assim, terá de enfrentar o maior terror do Conselho: o seu líder, um homem conhecido por Domingo, cuja natureza humana é muito pior do que alguma vez Syme imaginou…
O Homem que era Quinta- feira é o mais famoso romance de G. K. Chesterton. Pela primeira vez editado em 1908, mereceu desde logo os maiores elogios, mantendo- se até aos dias de hoje como um clássico da literatura a não perder.

Cartas Amorosas de uma Religiosa Portuguesa
Autor: Soror Mariana Alcoforado
N Páginas: 70
ISBN: 978-989-622-525-4

Primeiro publicadas em Paris, em 1669, sob autoria anónima, as cinco cartas que aqui se reúnem são o retrato de um romance malfadado - e um dos mais impressionantes textos que se conhecem sobre a solidão, a ansiedade amorosa e a entrega total e que acabaram consideradas um dos clássicos da literatura mundial.
Só em 1810 a autoria seria atribuída a Mariana Alcoforado (1640-1723), freira do convento da Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Beja, em Portugal. O suposto destinatário era um certo cavalheiro De Chamilly, oficial do exército francês que servira em terras lusas.
Stendhal, Sainte-Beuve, Rilke e Rousseau impressionaram-se com o teor de tais missivas, tendo este último inclusivamente, desconfiado da qualidade e da força dos textos, colocando mesmo em causa a sua autoria: "As mulheres não gostam de arte... é possível que alcancem algum sucesso com pequenos trabalhos que só necessitem de algum espírito e malícia. Elas não sabem descrever ou sentir o amor. Aposto tudo em como estas cartas foram escritas por um homem."
Mariana Alcoforado (2 de Abril de 1640-28 de Julho de 1723) é a presumível autora das cinco Lettres Portugaises (título com que foram primeiramente publicadas em 1669 em Paris) dirigidas a Nouel Bouton de Chamilly, conde de Saint-Léger, oficial francês que lutou em solo português durante a Guerra da Restauração.

Amor, Sexo e Tragédia
Autor: Simon Goldhill
N Páginas: 406
ISBN: 978-989-622-523-0

Podemos testemunhar em tudo o que nos rodeia a dívida que temos para com o mundo antigo.
Os nossos prédios são adornados por colunas clássicas, os nossos cinemas estão cheios de heróis clássicos e andamos tão obcecados com a ginástica quanto os Gregos.
Mas a influência dos Gregos e dos Romanos transcende em muito tudo isso? Nesta obra, Simon Goldhill examina com brilhantismo as áreas mais básicas da vida moderna, desde o casamento e o sexo à política e ao entretenimento.
Estejamos nós apaixonados ou a empreender guerras em nome da democracia, o autor revela até que ponto o nosso comportamento e atitudes são moldados pelas ideias clássicas.
Inspirador, revigorante em termos intelectuais e esclarecedor, Amor, Sexo & Tragédia demonstra, de uma maneira enfática, por que motivo o Classicismo ainda é importante.

O Dia em que a Noite se Perdeu
Autor: Jorge Araújo
Nº de Páginas: 164
ISBN: 978-989-622-125-6

Um homem decide passar a vida a pente fino no dia em que completa noventa anos. E utiliza como fiel da balança o seu desempenho sexual. Recorda as mulheres que o amaram. E as que o marcaram. Nesta viagem pela memória volta a experimentar o sabor agridoce da primeira vez, o picante das aventuras de ocasião, o suave afecto da esposa, a paixão ardente pela melhor amiga dela.
É ao longo de uma madrugada de insónia que se dedica ao inventário. O balanço é positivo mas reconhece que pagou um preço elevado pelos momentos de esplendor que o seu sexo lhe proporcionou. Nenhum homem aceita de ânimo leve conviver com a impotência e a perda de virilidade. Ninguém gosta de assistir à degradação do seu próprio corpo.

Para quem adorar Dante (e visto que o homem anda na moda), há ainda o livro de Martim de Alburquerque: Dante - A divina comédia e a fé

Então? Curiosos? Quem conhecia esta editora?

Friday, 20 September 2013

Before I leave London today

Before I Leave London Today
Sophia Andrade
Colecção: Viagens na Ficção
Páginas: 146
Preço: 12,00 €
ISBN: 978-989-51-0319-5

Sinopse:
Nina é uma rapariga de 18 anos, que vê o seu sonho realizado ao entrar num avião para Londres. Juntamente com as suas amigas, vai viver uma aventura que nunca esquecerá ao conhecer o seu ídolo, Liam Payne…

Primeiro ponto: se 50 shades of Grey foi publicado e era uma fanfiction, Sophia Andrade tem direito a publicar a sua fanfiction;
Segundo ponto: se a L. James teve direito a escrever as suas fantasias masturbatórias de meia-idade, Sophia Andrade também.
Terceiro ponto: nenhum leitor fez mal a ninguém para merecer ler estas duas obras terríveis.

Claro que a L. James teve o bom senso de ao menos publicar a sua fanfic online e depois esperar que uma editora se apaixonasse por ela.Sophia Andrade pagou (ou melhor os pais pagaram) para ver algo em papel que deveria estar online. Sophia Andrade pode ser processada pelo amor da sua vida que, imagina a sua cara quando beija a almofada, por ter usado o seu nome e o nome dos 1D sem permissão. Nenhuma criatura fez tão mal na sua vida passada que mereça ler o diário fictício de uma fã "tresloucada" adolescente.

Não sou contra os adolescentes escreverem, quando tinha a idade da Sophia também eu comecei a escrever. Nunca publiquei nada, nem nunca terminei nehum livro, mas ainda bem; poupei-me à vergonha alheia e a levar nas orelhas. Aprendi a escrever, escrevendo mas hey tinha 14 anos! Queriam o quê? Uma Verwandlung aos 14? Temos de começar por algum lado, a Sophia começa por escrever os seus sonhos românticos com um tal de Liam, eu matava personagens... Há que estabelecer prioridades.

Não sei nada dos 1D a menos que são uma boysband britânica, com fãs pitas loucas e a Internet odeia-os. The usual... Eu sempre fui uma rock/metal girl, mas nem por isso sonhava em beijar o Tom Chaplin dos Keane.

Não sei, também, que raios de pais são aqueles que alimentam esta parvoice (não dos 1D, mas a rapariga publicar o livro), eu não me meto na educação dos outros, mas permitir algo que pode levar a menina em tribunal... 

Mas vamos à história, que agora é que começa tudo!

A história:


Sophia Andrade... ah esperem não, diz aqui Nina Rodrigues, na introdução. Eu não sei se dou uma cepa à rapariga por ter colocado "introdução" como se fosse um trabalho para a escola ou se dou um beijo por não me ter escrito prólogo. Esta Nina tem 18 anos, mas comporta-se como uma pita desvairada de 13 - I wonder why... e os pais vão viver para Inglaterra (ai a desgraça, odeio-vos, vou ficar longe das minhas amigas), mas depois as amigas dizem que vão com ela para Inglaterra passar as férias: aww tão queridas. Então pronto Sophia... ah esperem não, Nina, fica então muuuuuito feliz porque não se tem de separar das amigas. No aeroporto esbarra contra uma pessoa e quem é, quem é?

Pelos vistos é este gajo... que tem 20 anos! A autora está apaixonada por um gajo de 20 anos... tá bem!
Bem ela esbarra contra o sr. porque não há melhor forma de fazer com que os protagonistas se conhecem a desmaiar, cair ou embater para haver contacto físico. Pronto ela fica toda OMD! (Oh meu deus???) É O LIAM PAYNE. Entendo-a, se eu encontrasse o Obama e fosse contra ele, provavelmente também ficaria feliz, pediria desculpa e seguia em frente com um cheshire cat smile muito estranho e nada psyco. Mas enfim, isso sou eu que sofro de síndrome: OLHA ESTÁ ALI O X? ....Erm e?? Isto sou eu que tenho manias esquisitas. Pronto a miuda instala-se e tal, as amigas estão com ela e de repente desaparece a gata dela: a Molly. Ela vai ao quarto e encontra o Liam a subir para a sua janela com a gata e algo que ela tinha deixado cair no aeroporto. Como é que ele soube onde ela morava, isso não importa porque isto é a cena mais twilightish de sempre onde está alguém no nosso quarto, mas nem sabemos como é que descobriram a morada  E PORQUE RAIOS NÃO USAM A PORTA! O Liam convida-a e as amigas a jantarem e claro convida também os amigos da banda para brincarem de Teresa Guilherme e terem um par cada. 


Isto é estilo Oprah, you get a 1D member, you get a 1D member, EVERYONE GETS A 1D MEMBER!

Entretanto o Liam beija a Sophia, porque sim, gosta dela, mesmo que se conheçam tanto como eu conheço as plantas do meu jardim. Isto é o livro dela e ela quer que o rapaz a beije (quando eu for presidente do Universo vou querer fazer muitas coisas porque sim). Ao menos a rapariga tem alguma (pouca) noção de conflito e decidiu que, agora que o Liam está apaixonado por ela, vai para a América em tour. A Sophia fica super chateada porque não o quer ver partir porque dohhh andou anos a beijar a almofada a pensar nele, mas o Liam convida-a e às amigas a irem com eles e elas aceitam... Eu sei que supostamente a Nina tem 18 anos, mas ela porta-se como uma chavalinha por isso eu esqueço-me que ela tem 18 anos e vai entrar na faculdade e penso: E OS PAIS? Bom não importa, pelos vistos dizem que sim! Eu pergunto: quem paga a viagem? Nada disso importa porque VÃO PARA A AMÉRICA!

e eu: no, not yaaaay!!

Em NY, Sophia é reconhecida por um amigo do infantário que pelos visto é amigo dela no Facebook, mas ela é uma cabra para ele e ela diz que está com os gajos do 1D e ele "Adoro essa banda".... Sweetie, baby, cookie, honey... what you're selling, I ain't buying. Nenhum homem de 18 anos gosta dos 1D, ok? They're smarter than that! O André pelos vistos não tira os olhos dela (srsly é só uma pita, há delas aos montes) e o Liam fica cheio de ciúmes e diz logo que já namoram há um mês (na verdade foram só 4 páginas, mas screw it, it's ma book). Para além de já estarmos na Twilight zone, aparece a cena em que uma miuda pede o autógrafo a Sophia... porque sim (hey ma book!)

E depois há zangas, o Liam diz que a ama (mesmo que só a conheça há um mês), andam há porrada porque o Liam pensa que o Louis (quem?) deu um beijo à Nina... e não há melhor forma de anunciar essa zanga do que escrever um artigo à lá Correio da manhã com 0 sentido jornalístico, mas pronto a menina claramente não esteve atenta no 7º ano quando aprendeu a notícia nas aulas de português... se calhar estava a pensar no Liam. Como nada disto faz sentido a autora achou que podia abusar do non-sense já que entramos na Twilight zone e então quando Nina está no meio de jornalistas PUMBA, desmaia! Nem é tarde, nem é cedo vou dormir uma soneca forçada. Eu se fosse aos autores levava as personagens a um neuro-cirurgião porque não é normal o pessoal desmaiar assim sem mais nem menos.

Bom NADA DISTO INTERESSA, porque, meus amores, a Sophia criou o melhor plot twist de sempre: no hospital, Nina decobre que Louis... é SEU IRMÃO!


Isto tudo, para provar que Nina e Louis nunca se beijaram. Eu acho que a autora andou a perder Game of thrones e Os Maias, porque senão sabia que isso não é desculpa! Neste momento eu já estou por tudo, mas a autora GOSTA  de me torturar e por isso, meus queridos leitores, APARECE JUSTINA BIEVER!


No fim, a Sophia acorda e pensa: foi tudo um sonho? Ai quem me dera! Eu era uma ruiva tão feliz, mas não! A mãe diz que vai com ela matriculá-la no último ano de faculdade (whutt??) e claro ele  (o moço de 20 anos) regressa ao UK para ficar com a gaja que meteu a Bella Swan num bolso!


Parabéns, Sophia, por teres escrito um filho de odin das fanfictions, uma donzela sagrada do romance! Fantástico como em 142 páginas consegue-se meter infodump, tell atrapalhado, 0 personalidade e um happy ending para todas as amigas. Meus queridos, eu não mereço isto! Eu não mereço ter de pagar um ano de terapia por causa de fantasias de uma adolescente... nem eu, nem vocês!


Saturday, 14 September 2013

Tidy Friday: digital


Argh eu sou uma pessoa horrível, disse que tinha lido só um livro mas esqueci-me da review da "Anna e o beijo francês";

Reviews da semana:

A queda dos gigantes, Ken Follett:
Anna e o beijo francês, Stephane Perkins.

Lançamentos:

A Travessia; W. M. Paul Young

Artigos:


Como dinamizar um livro?

Friday, 13 September 2013

A Queda dos gigantes

A queda dos Gigantes
Ken Follett
Editora: Presença
Nº de Páginas: 928

Sinopse:
Ken Follett, esse grande mestre do romance, publica uma nova obra de grande fôlego histórico, a trilogia O Século, que atravessará todo o conturbado século XX. Neste primeiro volume, travamos conhecimento com as cinco famílias que nas suas sucessivas gerações serão as grandes protagonistas da trilogia. Mas não esgotam a vasta galeria de personagens, incluindo figuras reais como Winston Churchill, Lenine ou Trotsky, que irão cruzar-se uma complexa rede de relações, no quadro da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do movimento sufragista feminino. Um extraordinário fresco, excepcional no rigor da investigação e brilhante na reconstrução dos tempos e das mentalidades da época.

A queda dos gigantes é o que costumamos apelidar de calhamaços, mas de forma surpreendente lê-se bastante bem. Não que seja um livro light, nem maçudo a nível de informação histórica, mas Follett sabe como incorporar romance, acção, factos históricos, política e drama num livro. Escrever uma crítica do livro é quase impossível, pois o livro não sendo efectivamente profundo abarca imensos temas como a luta de classes pelos seus direitos de trabalhadores, a emigração, o feminismo, a guerra e como esta transforma o homem/mulher e, por fim, temos o tema da vergonha. O forte do livro encontra-se na forma como Follett interligou as personagens estando elas na Rússia, Alemanha, EUA ou Reino Unido. O mundo é um lugar pequeno e esse cruzar entre personagens nunca é feito ao acaso, mas fruto de escolhas sejam elas más ou boas.

As personagens são estranhamente humanas: fazem erros, umas vezes aprendem outras não, mas se fizerem escolhas erradas sofrem as consequências e a história a partir daí muda. E é assim que se nota que o autor planeou tudo ao ínfimo pormenor (as a wannabe writer, I am clearly jealous), juntando personagens de diferentes classes, diferentes backgrounds fazendo uso de uma pesquisa pouco aprofundada, ainda que tocando nos pontos chave.

Admirei o facto de o autor ter o bom senso de retractar as feministas de forma bastante equilibrada: Ethel e Maud nem sempre partilham das mesmas visões e afastam-se da imagem que muitas pessoas têm de hoje de que as feministas são radicais. Fazendo parte da primeira vaga ambas lutam pelos mesmos objectivos: igualdade da mulher e direito ao voto. Ethel, é o contrário de Maud, embora tenha um fim excepcional (thank you, mr. Follett), nota-se que não tem a vida facilitada e foi uma mulher que subiu na vida devido à sua inteligência (que desde cedo se manifesta). Apreciei, sinceramente, a forma igualitária como Follett tratou tanto as personagens femininas e masculinas: maltratou ambas durante a história e no fim recompensou-as consoante o seu percurso.

A queda dos gigantes não será um livro onde sairão mestres de história, mas durante a leitura ficarão surpreendidos com o quão facilmente entenderão o conflito da Primeira Guerra, uma guerra que muita gente diz ser uma seca, mas que foi crucial para o século XX. Apaixonamo-nos por todas as personagens por mais cruéis ou mesmo fazendo más decisões e quando o livro termina ficamos com uma sensação que acabamos de atravessar a guerra e estamos vazios! Afinal acabamos de assistir ao início de um século como se estivéssemos lá.

Como professora adoptava este livro na disciplina de História do 12º ano e estudava-o em conjunto com a de Português, visto ser um livro de leitura fácil, rápida onde os alunos se calhar de forma mais despreocupada aprendiam coisas que não lhes ensinam nas aulas. Mas isto sou eu a divagar.

  • As personagens;
  • A complexidade da interligação entre elas;
  • Realismo narrativo e histórico.
  • Para quem já sabe bastante sobre a Primeira Guerra Mundial, a nível de informação histórica não traz nada de novo.

A Travessia; WM. Paul Young

O sucessor de A Cabana

18 milhões de exemplares depois, eis A Travessia, novo romance de Wm. Paul Young

O romance A Cabana, de Wm. Paul Young, publicado pela Porto Editora em 2009, foi um caso de sucesso impressionante: vendeu, no mundo inteiro, mais de 18 milhões de exemplares. Em Portugal, teve, até ao momento, doze edições e vendeu perto de 80 mil exemplares.
Agora, a 20 de setembro, chega finalmente a Portugal o novo romance do autor, intitulado A Travessia.
Este novo romance de Wm. Paul Young conta a história da transformação de um homem, Anthony Spencer, numa viagem entre o céu e a terra – uma jornada de redenção em busca de uma segunda oportunidade que não vai deixar ninguém indiferente.
Relembre-se que, em A Cabana, segundo o próprio autor, «a questão central é a da bondade de Deus». O livro foi escrito em 2005, para
explicar aos seis filhos de que forma lidou com as tragédias da sua própria vida. Começou por ser uma modesta edição de autor para familiares e amigos e tornou-se num êxito avassalador, discutido em todo o mundo.

SINOPSE
Anthony Spencer é um empresário de sucesso, um homem orgulhoso e egocêntrico que não olha a meios para conseguir os seus objetivos. Um dia, o destino prega-lhe uma partida: um AVC deixa-o nos cuidados intensivos, em estado de coma. Entre a vida e a morte, Anthony vê-se num mundo que espelha a dor e a tristeza que tem dentro de si. Confuso, sem compreender exatamente onde está e como foi ali parar, viaja pela sua consciência para compreender quem realmente é e descobrir tudo o que tem perdido ao longo da vida: a esperança, a amizade genuína e o amor verdadeiro, sentimentos que há muito o seu coração deixara de sentir. Em busca de uma segunda oportunidade, Anthony fará uma jornada de redenção e encontro com o seu verdadeiro ser. Primeiras páginas disponíveis aqui.

OPINIÕES SOBRE A CABANA

O livro é espetacular, completamente diferente de tudo o que tenho lido. De tal maneira fiquei colado àquelas páginas, que vou lê-lo outra vez. Acho que a partir de agora vou viver a vida de outra maneira. João Chaves, Oceano Pacífico, RFM

Bati mesmo o meu recorde de ler um livro: 4 dias! Acho que está ali espelhado o que muitos de nós gostávamos que acontecesse e, mais que isso, está ali tudo aquilo que nos diz o Antigo Testamento, mas que nós, ainda mais nos dias que correm, nos esquecemos amiúde. Fez-me acreditar este livro. Fez-me rir e chorar, coisa rara num livro. Paulo Fragoso, RFM

Tema muito bem desenvolvido e de profunda interioridade. A Cabana é também uma obra com o sopro da inspiração e por isso mesmo tem a centelha do seu talento criador. É mais uma boa forma de Ele nos falar e de nós leitores podermos ler… Nele, através da obra inspirada de um escritor. António Sala, locutor de rádio

Tuesday, 10 September 2013

Anna e o beijo francês

Anna e o beijo francês
Stephanie Perkins
Editora: Quinta Essência
288 páginas

Sinopse:
Anna Oliphant tem grandes planos para o seu último ano em Atlanta: sair com a melhor amiga, Bridgette, e namoriscar com um colega no cinema onde trabalha. Por conseguinte, não fica muito contente quando o pai a envia para um colégio interno em Paris. As coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um rapaz deslumbrante - que tem namorada. Ele e Anna tornam-se grandes amigos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Irá Anna conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

Há livros que são românticos e que nos conquistam e existem outros que pela sua simplicidade entram no nosso coração. Anna e o beijo francês é um livro terno criado para adolescentes, mas que serve para todas as idades, talvez por ser tão querido e simplista. E simplista neste caso não se traduz em mau, mas sim numa lufa de ar fresco.

Anna e o beijo francês tem todos os ingredientes para um livro YA: há dramas, romance, traições, jovens a fazerem asneiras e a aprenderem com as asneiras. Mesmo os pais não estando presentes, sente-se a sua influência. Não era um livro de adolescentes se os pais não fossem horríveis e andassem a aniquilar a vida dos seus filhos: been there, done that! Parece que Perkins pegou em todos os sentimentos que já tivemos enquanto adolescentes e acertou nos pontos certos: as inseguranças, as brigas constantes entre amigos, as pazes, os mal-entendidos e, claro, a ternura de ser adolescente e a ingenuidade. 

Anna é uma personagem bastante querida e Perkins arriscou bastante ao fazer deste primeiro livro um narrador na 1º pessoa. É sempre arriscado escrever livros na primeira pessoa, porque se o leitor não simpatiza com a personagem está o caldo entornado, mas isso não se passa com Anna. Adoramos a miúda, porque ela é um quase-reflexo do que já fomos: apaixona-se, tem vergonha do pai, é insegura, mas leal aos amigos, muito divertida e tem objectivos de vida como todos nós. A sério, até consegui fechar os olhos ao Caps Lock porque estava tão entusiasmada, também a falar em Caps Lock na minha cabeça, do tipo OMG, I KNOW, RIGHT? (sim, isto de falar com personagens fictícias dentro da minha cabeça em Caps Lock não deve ser muito saudável, mas que se lixe). 
Já Étienne St. Clair é um rapaz simples, brincalhão, complexo e dividido mas que faz um par perfeito com Anna. Talvez Perkins mostre que as melhores relações acontecem depois de uma amizade bem cimentada e que nenhuma relação é fácil, mesmo entre jovens com sonhos. As personagens secundárias estão bem desenvolvidas, embora Perkins use uns clichés manhosos típicos das escolas americanas com uma miúda má como as cobras e gajos idiotas que inventam rumores (ok esta dos rumores também aconteciam nas nossas escolas).

“Anna e o beijo francês” recuperou o brilho que eu tinha quando jogava RPG’s e no fim o herói beijava a heroína e era esse o clímax romântico: um beijo! Apenas um beijo e entravamos em delírio porque depois de tanta coisa, eles ficavam juntos! Não era preciso ir mais longe porque aquele gesto significava que eles iam ser felizes para sempre e o livro fez com que sentisse uma saudade enorme desse pequeno toque. Se têm sobrinhas, filhas, netas, irmãs adolescentes – este livro é para elas. Para elas saberem que todas nós já tivemos caidinhas por rapazes e que já fomos como elas, ou então para rir com o quão trengas eramos quando tínhamos a idade de Anna! Afinal podemos pensar que o mundo nos odeia e o karma está contra nós, mas no fundo esta história ensina-nos que tudo se resolve mais cedo ou mais tarde.

Off-topic:
Estou viva… barely! Ou a gastrite voltou, ou estou quase a falecer… Em ambos os casos, tenho aqui imensos livros para ler e esta semana, se entretanto não falecer, faço reviews deles todos.

Monday, 9 September 2013

Como dinamizar um livro?

Agora que a sessão de lançamento da Antologia "Amores contados" está aí, (●´∀`●) começo a ter ideias para dinamizar a antologia:

  • Colocar um excerto: Ao colocar um excerto, o leitor pode ler um pedacinho do que vem aí e ficar interessado para comprar. Os excertos costumam estar disponíveis no site da editora ou na Wook. Pessoalmente adoro este tipo de "pseudo"divulgação, porque se o livro for realmente bom, o início agarra o leitor!
  • Oferecer livros/e-books para recensão: Outra forma de tentar atrair o público é enviar o e-book ou um exemplar do livro para os blogues poderem dizer de sua justiça. Os prós é o livro ser falado, os contras são que ficamos sem exemplares e não ganhamos nada (sem ser publicidade, claro);
  • Blog tour: Oferecer um exemplar e fazê-lo correr por blogues para que em cada semana, o livro esteja em destaque num blogue (em vez de haver 5 reviews numa semana e depois toda a gente esquece o livro), ou então enviar o e-book. O lado positivo de um blogue tour é que o livro será falado entre blogues com bastante espaço temporal!
  • Criar um website: ok, isto talvez é ir longe demais, mas se for um autor bastante prolifero, um site nem que seja no wordpress vale bem  a pena. É bastante importante entrar em contacto com os leitores, ouvir críticas e saber como evoluir e, claro, manter os leitores curiosos :)
Qual acham que é a melhor técnica para conseguir dinamizar um livro? ( ・◇・)?

Friday, 6 September 2013

Tidy Friday #20! Chegamos ao 20!

Primeira mensagem relevante do dia:
- O meu pc está a morrer! Se algum dia me virem aos berros no Facebook é porque a maquineta decidiu pifar de vez!
Segunda mensagem relevante:
- Estou em negação! Quero ler livros, mas não quero escrever críticas! Porquê? Porque estou em negação. Sinto falta de ler livros pesados, daqueles que fico uma semana enjoada, mas depois sei que não vou ter vontade de escrever uma crítica. Por outro lado quero ler livros que me apetece daqueles light, mas não quero escrever críticas para não me repetir.
Terceira mensagem:
- Como o meu pc está a dar as ultimas veeery very slowly, saquei o Lord of the Rings online para jogar e a criatura crashou-me toda! Isto para dizer que a review do jogo ainda irá demorar um cadinho, entretanto ando a jogar Little big planet kart e quero atirar coisas contra o LCD que está no quarto do meu homem! 

E agora sim, podemos começar a Tidy!



Esta semana passei-a toda a enfiar manuais no OLX, a receber chamadas e a entregar livros. Entre tirar fotos aos manuais, catalogá-los, pesquisar preços acho que estou pronta para meter no meu CV que tenho experiência em vendas! X) Isto ao mesmo tempo que estou a fazer design do meu CV para algo novo e chique (like they give a damn) e ainda a procurar emprego em tudo que seja AEC, centro de estudos, etc, etc… Ainda quero ir lá para fora trabalhar, mas enquanto não aparece nada, tento para aqui. Continuo, de igual forma, a ler manuscritos e a ler críticas e pareceu-me relevante escrever os 5 piores erros que os autores amadores fazem, vocês sabem, tirando o óbvio: erros de escrita/ortográficos. Vamos lá ao top:

TOP 5 ERROS QUE OS ESCRITORES AMADORES FAZEM:

DISCLAIMER: O pessoal que me disser: hey eu sou um autor amador e não faço isso – leva um murro! Isto é completamente generalista e visto do meu prisma como editora. Não quero dizer que todos os autores amadores fazem isto… mas notei um padrão.

1) Estupidificar a personagem principal para a plot avançar:
Isto nem é um problema dos autores amadores, mas há muitos que sofrem disto. Uma coisa é as personagens cometerem erros e sofrerem as consequências. Outra é a personagem se apresentar como inteligente e tornar-se burra só para a história avançar e criar conflito. Se os autores pensam que nós não notamos: think again!

2) A personagem principal ser um reflexo da autora/autor:
Este é talvez um dos piores erros. Se este for o seu primeiro livro e se você para além de autor é professor, não coloque a sua personagem como professor. Normalmente os autores escolhem a mesma profissão porque se sentem mais à vontade e não têm de fazer pesquisa. Contudo nota-se bem quando se lê que a personagem principal nada é do que um reflexo do que o autor é/foi e estamos a ler uma auto-biografia com fantasia à mistura. Repitam comigo: fazer pesquisa é fixe!

3) Descrever a personagem num romance com narrador na 1º pessoa através de um espelho:
Meh! Quando vejo isto nos livros my eyes roll. Já foi feito milhentas vezes, nobody cares. Especialmente porque é estranho ver alguém a dizer: Quando olhei para o espelho os meus olhos estavam com olheiras e a boca apresentava um tom vermelho. – Eu não sei quem é que fala assim, porque sempre que eu olho para o espelho penso: Credo, mulher estás cá com umas olheiras, ui ui, agora é que vai fugir tudo! Mas um bocadinho de base aqui e ficas a coisa mai linda!

4) Nunca ninguém viu filmes de zombies/ vampiros/ whatever por isso nunca ninguém sabe o que fazer quando encontra um!
Isto deve ser das coisas mais irritantes possíveis, até porque não são só nos autores amadores, mas sim em séries e filmes. Mas lá porque isto se passa em séries não quer dizer que vocês tenham que seguir! Livros que se passam na actualidade e nunca ninguém sabe o que é o Twilight ou o Nosferatu mete-me impressão. Especialmente quando depois as criaturas aparecem, dizem o que são e de um momento para o outro as personagens lembram-se: ah sim vampiros… já sei o que são… ai depois de eles dizerem é que vem à memória? Tsk tsk

5) Estão a ver as personagens secundárias? Pois, vamos esquecê-las e mete-las lá só porque sim!
Algo também bastante irritante é quando temos personagens secundárias, tipo sidekicks que estão lá… só porque sim! Estão lá para a personagem principal só ter com quem falar, mas de resto não servem propósito nenhum de vida. Não têm personalidade, não têm nenhum foco nelas, são apenas figurinos. Se for autor e tiver um role de personagens secundárias tente dar alguma personalidade e uma história paralela, para não ser apenas uma história focada nos dois protagonistas.

TOP 5 ERROS QUE OS BLOGGERS/REVIEWERS/ CRÍTICOS FAZEM:

1) Ignorar o período em que o livro foi escrito:
Escrever uma crítica de um livro do século 14 é completamente diferente do que escrever uma crítica de um livro que saiu o ano passado. Por conseguinte, ler um “Lycidas” do Milton e um livro da J. R. Ward não vai ter o mesmo peso. Muitas vezes os bloggers/reviewers parecem-se esquecer disso e escrevem uma opinião onde parece que escapou 90% do livro. Claro que ler um Lycidas, um Paradise Lost, um Decameron ou uma Divina Comédia não é pera doce, já ler o Anna Karenina não foi – por isso antes de começar a ler um livro, adaptar a critica em função do livro;

2) Dizer que o livro foi escrito no século XIX/XVIII e por isso tiveram dificuldades com a linguagem:
Esta é pior desculpa de sempre. É verdade que já antigamente esta desculpa parecia moda: não está escrito como nos dias de hoje, por isso tive dificuldade. A menos que o livro esteja em old english, até porque se bem me lembro no 10º ano tive de ler poemas medievais em português (que era metade espanhol, metade português), por isso ler livros do século 17/18/19 não é nenhum quebra cabeças e não serve como desculpa!

3) Ocultar traduções de bosta.
Este é o que me mete mais confusão – quando estou à procura de críticas do livro e só leio maravilhas, compro e depois vejo que não consigo terminar o livro devido ao excesso de erros de tradução/ortográficos/sintaxe. Se vocês são aqueles bloggers que denunciam traduções de bosta, I salute you!

4) 1 linha de opinião, 2 parágrafos de sinopse:
Este fiquei eu chocada por ver no Goodreads, 3 opiniões do mesmo livro, onde a dita cuja era uma linha. Alguns bloggers ainda fazem isto, outros já se deixaram, a verdade é que fiquei chocada por ver críticos profissionais lá fora a fazerem isso. Aprendam comigo!

5) Dar erros de conteúdo:
Não há nada pior do que ler uma crítica a um livro de Fantasia e ver o blogger a chamar de distopia, ou um livro sobre abusos e ser chamado por reviewers de romântico… (esta vi eu no Goodreads e fiquei chocada) Pesquisa é mais do que ir à Wikipedia, é pegar em artigos, ler, aprender e depois desenvolver os nossos conhecimentos através da ficção. Lembrem-se, ter um blogue é fixe, damos a nossa opinião, lemos livros que gostamos, mas também estamos a vender um produto e vender um produto com erros não é bom.

Agora ide na paz da vossa alma, enquanto eu faço uma cirurgia "muy" complicada ao meu pc e vou ler umas coisinhas! 

Thursday, 5 September 2013

Novidades literárias... com peixe!

Pois é, meus amores, estou farta de ver imensas novidades sempre as mesmas em blogues diferentes, por aqui não quisemos perder a rentrée literária, mas não sem dar um toque de non-sense... As editoras vão querer estrangurlar-nos, nós entretanto só nos rimos com os títulos que decidimos dar aos livros. Isto porque nada melhor que um peixinho fresquinho para ajudar a degustação das novidades! Decidimos, portanto, enfiar aqui as novidades numa caldeirada de novidades. Em alguns dos títulos podem carregar neles e serão teleportados para os sites das respectivas editoras!


O Olhar do Amor Bacalhau - Uma coisa assustadora... não como o livro que parece fofo!
Bella Andre
Páginas: 192
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896574284

Sinopse
Enquanto fotógrafo de êxito que passa a vida a viajar, Chase Sullivan está farto de mulheres bonitas e sempre que vai a casa, em São Francisco, um dos seus sete irmãos tenta arranjar-lhe outra. Chase acha que a vida que tem é formidável, até que uma noite conhece Chloe que tem o carro atolado na valeta de uma estrada de Napa Valley. O fotógrafo nunca conheceu uma mulher mais encantadora, tanto por dentro como por fora, mas apercebe-se rapidamente de que Chloe tem mais problemas para além do carro acidentado e em breve vê-se a querer remover montanhas para a amar e proteger. Mas Chloe permiti-lo-á?


Dourada Quarta-feira no parque - Grelhada também é boa
Hilary Boyd
Páginas: 308
Editor: Noites Brancas
ISBN: 9789899788039

Sinopse
Jeanie foi uma esposa terna durante mais de 30 anos, uma mãe dedicada e, mais recentemente, uma avó alegre. Mas Jeanie tem um segredo: o marido, George, há muito que não dorme na sua cama. Estará apaixonado por outra mulher? O que terá ela feito de errado? Por mais perguntas que coloque, Jeanie permanece sem respostas.
Neste turbilhão emocional, Jeanie anseia pelas quintas-feiras, o dia mais luminoso da semana. Às quintas, ela leva a sua neta a brincar no parque. E é aí que encontra Ray, também ele a tomar conta do neto. Ray revela-se um homem amável, bonito e bom conversador - exatamente o contrário de George. De repente, Jeanie sente-se de novo atraente e viva, e apaixona-se por Ray. Mas terá ela a coragem para, contra tudo e contra todos, virar a sua vida do avesso e dar uma nova oportunidade ao amor?

A segunda morte sardinha de Anna Karenina - Se ela comesse sardinhas em vez de se meter com comboios...
Ana Cristina Silva
Páginas: 224
Editor: Oficina do Livro
ISBN: 9789897410963

Sinopse
Violante tinha, desde criança, um talento raro para a representação e, com a ajuda de Luis Henrique, um grande actor com quem acabou por se casar, tornou-se uma das mais aplaudidas actrizes portuguesas do princípio do século XX. Contudo, os que a vêem brilhar e afirmar o seu génio no palco dos maiores teatros nacionais desconhecem o terrível segredo que minou a sua vida e levou para longe o marido numa noite que podia ter acabado em tragédia. Agora, que Violante visita, longe da multidão, o jazigo de Rodrigo - um jovem oficial português caído na guerra das trincheiras em França -, espera finalmente sentir o desgosto da mãe que não chegou a ser, mas descobre que o filho que não criou carregava, afinal, no peito um peso tão grande ou maior do que o seu. E, com o espectro das recordações que essa revelação desencadeia, regressa também inesperadamente o próprio Luís Henrique, desejoso de obter, ao fim de tantos anos, a resposta que Violante não lhe pôde dar. O problema é que, numa conversa entre dois actores de excepção, nunca se sabe exactamente o que é verdade.

A Segunda Morte de Anna Karénina é um romance sobre o amor sem limites, a traição e os custos da vingança - e também uma obra arrojada sobre as tensões homossexuais reprimidas, sobre as vidas desperdiçadas de tantos portugueses na Primeira Guerra Mundial e sobre as diferenças - se é que existem - entre o teatro e a vida real.


Uma faneca vida ao teu lado - Com o arroz a mistura

Nicholas Sparks
Páginas: 448
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892324418

Sinopse
Quando Sophia Danko conhece Luke, algo dentro dela muda para sempre. Luke é muito diferente dos homens ricos e privilegiados que a rodeiam. Através dele, Sophia conhece um mundo mais genuíno e puro do que o seu, mas também mais implacável. Ela tem uma vida protegida. Ele vive no limite. À medida que se descobrem e apaixonam, Sophia encara a possibilidade de um futuro diferente do que tinha imaginado. Um futuro que Luke tem o poder de reescrever... se o segredo que o atormenta não os destruir a ambos.
Não muito longe, algures numa estrada escura, um desconhecido está em apuros. Ira Levinson tem 90 anos e acabou de sofrer um acidente de carro. Ao tentar manter-se consciente, Ira sente a presença de Ruth, a sua mulher que morreu há 9 anos, materializar-se a seu lado. Ela encoraja-o a lutar pela vida, relembrando a história de amor que os uniu. Ira sabe que Ruth não pode estar no carro com ele mas agarra-se às suas delicadas memórias, revivendo as tristezas e alegrias que definiram a sua paixão.


Relatório Polvo do Interior - Do melhor que há: ainda estou a espera do Nobel para o sr... não o polvo!
de Paul Auster
Páginas: 288
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892324517

Sinopse
No início, tudo estava vivo.
Os mais pequenos objetos eram dotados de corações pulsantes, e até as nuvens tinham nomes…

Figura cimeira da literatura mundial, Paul Auster escreveu no notável Diário de Inverno as memórias do seu "eu" físico. Em Relatório do Interior, vai mais além ao explorar a sua mente, a sua memória e as influências que fizeram dele o homem que atualmente é.
Do mundo pequeno e protegido da sua infância - na sua essência, o universo -, ao mundo grande que ainda hoje está a descobrir, Paul Auster revela-se corajosamente na sua mais profunda intimidade.

Apesar das provas exteriores, ainda és quem eras, mesmo que já não sejas a mesma pessoa.


Destinos Carapaus cruzados - Uma tentativa frustrada de aliteração
Melissa Hill
Páginas: 416
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897260759

Sinopse
Holly O’Neill tem uma loja de roupas vintage, um filho de dez anos que ama e uma fada madrinha misteriosa que, a cada momento crucial da sua vida, tem um berloque para adicionar à sua pulseira, que assim se torna o seu bem mais precioso. Um dia, quando encontra a pulseira de outra pessoa num dos casacos da sua loja, sente que tem de a reunir com o seu proprietário.
Greg é um corretor da bolsa e tem uma namorada perfeita com quem quer casar, mas decidiu deixar Wall Street para prosseguir a sua verdadeira paixão: a fotografia. Holly e Greg não se conhecem e não têm nada em comum. Vai ser precisa a magia de Nova Iorque, um pouco de sorte e outra pulseira da felicidade para os fazer encontrar…


Delicias do mar (Irresistível) - A ser como o primeiro livro, confirma-se!
Jessica Bird
Páginas: 344
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897260810

Sinopse
A conservadora de arte Callie Burke não está contente com a sua lucrativa nova missão. Restaurar uma obra-prima adquirida pelo implacável magnata Jack Walker devia ter sido o projeto de uma vida. Mas o problema não é o quadro - é que o sensual proprietário é uma obra de arte perfeita de seu próprio direito.
A atração é recíproca, mas Callie sabe que misturar negócios e prazer é má idéia - e não apenas porque ela não pertence àquele mundo de privilégios: ela tem um segredo a esconder… um segredo que deve permanecer enterrado. No entanto, depois de se mudar para a mansão de Jack para fazer o trabalho, a centelha inegável entre ambos transforma-se numa paixão que tudo consome... e o passado oculto dela ameaça destruir qualquer possível futuro para eles.
Ao dar nova vida ao quadro, Callie sabe que o seu tempo com Jack é limitado... a menos que o amor possa de alguma forma encontrar uma forma de transformar um solteirão inveterado no marido dos sonhos dela.


O Voo das AguiasLulas - Não sabiamos que elas podiam voar... mas tudo é possível!
Ken Follett
Páginas: 488
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722350075

Sinopse
O Voo das Águias é um thriller soberbo, baseado numa história verídica que se passou no contexto da revolução iraniana liderada por Khomeini para derrubar o regime ditatorial do Xá Reza Pahlevi. Em dezembro de 1978, dois executivos da sucursal iraniana da EDS são detidos numa prisão de alta-segurança de Teerão. Quando Ross Perot, o fundador e presidente da empresa em Dallas, sabe do que se passa, decide salvar as vidas dos seus dois colaboradores a qualquer custo. É uma missão heroica, extremamente delicada e perigosa, e o desenlace, imprevisível.
Foi o próprio Ross Perot quem contactou Ken Follett para escrever este livro, e o resultado foi uma história extraordinária onde a aventura, o suspense e o desespero são absolutamente reais.


Divina  Enguia por Engano - Dava uma história engraçada: um dia humana, no outro uma enguia!
P. C. Cast
Páginas: 432
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896375676

Sinopse
Shannon Parker é uma professora de Inglês a aproveitar umas muito merecidas férias de verão. Ao fazer compras, encontra um antigo vaso com a figura de uma deusa celta muito parecida consigo. Shannon compra o vaso, mas nem sonha na aventura em que se irá meter.
Sem saber como, vê-se, de súbito, transportada para Partholon, onde assume o papel de Rhiannon, a Sumo-Sacerdotisa de Eponina. E apesar de todas as regalias e do tratamento de luxo - qual a mulher que não gosta de receber uns mimos? - ser deusa envolve um casamento ritual com um centauro e lutar contra os fomorianos, criaturas maléficas que tudo farão para travar o regresso da verdadeira deusa.
Conseguirá Shannon livrar-se deste sarilho e arranjar alguma forma de regressar a casa sem acabar morta, casada com um cavalo ou enlouquecida? É que ser divina, afinal, não é um mar de rosas!

Se sobreviveu até ao fim deste post sem me querer arrancar a cabeça, parabéns! Qualquer novidade que apareça em mais que 5 blogues irá aparecer neste com o titulo completamente alterado para peixe!

Tuesday, 3 September 2013

Eventos literários no Porto


Durante o mês de Setembro, estará disponível a 1º mostra bibliográfica de Fc e Fantasia organizada por Álvaro Holstein e Marcelina Leandro na Biblioteca de Almeida Garrett (ao lado do Palácio de Cristal).
Aberto ao publico no seguinte horário:
2ª feira das 14h às 18h
3ª a Sabado das 10h às 18h


A 2º EuroSteamCon a realizar-se em Portugal, também no Porto, mas desta vez no dia 28 de Setembro. Tal como o ano passado será realizado no Edifício Parnaso, perto da Casa da Música.

Monday, 2 September 2013

Quando estou contigo

Quando estou contigo
Beth Kery
Editora: Saída de Emergência
384 páginas
Tradutoras: Teresa Martins de Carvalho & Nanci Marcelino

Eu bem digo que os cozinheiros estão na moda… mas ninguém se acredita em mim!

Li este livro já há algum tempo, mas como quero torcer o pescoço das tradutoras e se escrevesse a review antes, isto ia ser um exercício de correcção de tradução em vez de crítica, achei melhor esperar um tempo e praticar o meu tiro ao alvo e ter umas sessões de yoga! Por isso passado quase um mês, consigo pensar em “Quando estou contigo” como uma história sobre redenção e confiança.

Lucien Lenault é um herdeiro autoexilado de uma família abastada. Decidido a triunfar sozinho, tornou-se um restauranteur famoso da elite gastronómica de Chicago. O primeiro olhar que lança à arrebatadora chef estagiária que contratou para o seu restaurante deixa-o chocado. Ela é Elise Martin, filha de um abastado estilista francês. Mas ela é também detentora de um segredo que poderá fazer explodir os seus planos cuidadosamente elaborados.

Começo por dizer que o twist final fez com que a minha reacção fosse a equivalente a uma adolescente histérica depois de dar o primeiro beijo… do tipo: OMG, I totally did not see that coming… or was I? Pois, pois. Lucien, um bad boy que tem imensos restaurantes e descobre numa noite que a dispensa foi assaltada quando o seu chef está a tentar seduzir a nova estagiária… Elise, que já conhecia Lucien e pelos vistos odeiam-se. Ele acha que ela é imprevisível e precisa de rédea curta, Elise só quer ser uma chef conhecida e provar a Lucien que é boa naquilo que faz… cozinhar!

Famosa pelo seu flagrante exibicionismo e por insultar a respeitável fachada dos seus antecedentes aristocráticos, a veia selvagem da pequena coquine deixaria quase toda a gente chocada. Mas não Lucien. Para ele é uma tentação. Ela é uma catástrofe iminente, um inferno onde muitos amantes já arderam. Mas Lucien não é um homem qualquer e não se vai deixar manipular. Para controlar a desafiadora beleza de Elise — a fim de a ver submeter-se — ele terá de voluntariamente caminhar para as chamas…

Não sei o que se passa com as autoras para todas descreverem os homens como: “ele quer dominá-la” ou “ele vai quebrá-la.”, como se fossemos bichos que precisássemos de ser controladas. Mas pelos vistos as mulheres gostam disto… bem foi este a única coisa menos positiva: a atitude inicial do Lucien que está sempre a assumir que a Elise é péssima pessoa horrível que o vai trair ou espiar para fazer blackmail. Preferia muito mais que Lucien simplesmente usasse a sedução porque deseja-a, acho mais nobre do que seduzi-la porque não consegue resistir.

Lucien pode causar bastantes suspiros às leitoras femininas, não duvido. Ele é rico, poderoso, bonito e mesmo tendo segredos é uma personagem que muitas mulheres podem considerar atraente, contudo é Elise quem conquista o leitor. Porque é ela que muda de vida, é ela que foca-se no trabalho e na sua carreira apesar de Lucien dificultar-lhe a vida, é ela que quer entender o que se passo com o segredo de Lucien, embora ele não confie nela (mesmo depois de terem dormido juntos várias vezes) e é ela que o seduz (embora pareça o contrário). É Elise que faz a história avançar e que, apesar de permitir os avanços de Lucien no que toca ao bondage. É engraçado notar estas diferenças: Lucien pensa que a está a domar, que ela vai ser a sua submissa porque a castiga, quando na verdade é ela que se deixa castigar, e que o deixa aproximar por curiosidade ou por simplesmente gostar de bondage, ou ambos. A verdade é que, Lucien não consegue ver que Elise já não é a mesma que ele conheceu; cresceu, atinou e isso nota-se nas suas acções, na maneira como fala com paixão do seu trabalho e como, mesmo vivendo num sítio horrível. 

Falava eu no primeiro parágrafo de confiança e redenção. Confiança já se adivinha que seja um dos pilares bases de uma relação. A confiança estabelecida entre Lucien para com Elise para lhe contar o segredo que o persegue, tal como Elise confia em Lucien para ele explorar o seu corpo e a sua carreira sabendo que ele não a traria, nem magoaria. De igual forma a sua relação acaba por ser uma forma de redenção no sentido de se redimirem. Elise redime-se ao esquecer o seu passado conflituoso e começar de novo, tal como Lucien, ao confiar na sua estagiária.

“Quando estou contigo” é um bom livro para descontrair, é um livro de erótica BDSM que pende mais para a submissão psicológica tão em moda, do que para a física. No fundo, acarreta uma mensagem de que a mulher pode mudar o homem através do coração e que, se houver confiança, os heróis têm tudo para acabarem juntos e felizes, depois de ultrapassarem os obstáculos que eles mesmos fabricaram. 

  • Ensina que a base fundamental para um relacionamento é a confiança;
  • Tradução muito má.


Uma nota à parte:
(um pequeno rant)

Agora a tradução… parava de ler o livro página sim, página sim. Let me tell you something, eu não sou tradutora, mas tirei uma licenciatura em inglês e sei inglês para caraças, e também sei português. O facto de as tradutoras traduzirem cock como pila já me mete uns arrepios porque pila em inglês é dick; traduzir “pussy” para pito ou rata já estou como a outra, tanto se me faz – agora traduzirem frases simples como:

I will find him - Eu darei com ele;
I can’t get over how talented you are,”  - Não cesso de me extasiar com o seu talento… 

tipo, estão a brincar comigo, não estão? Isto é o novo livro da Charlotte Brontë ou um livro de erótica light? É que se assim for, eu mudo ali o nome para Brontë em vez de Berry! Especialmente depois de ler coisas como “Vou-te foder no rabo”… Mas são bipolares? Quando uma pessoa dizer a palavra “foder” a seguir não vai ser politicamente correcto e dizer rabo! (E se fossemos MESMO exigentes, embora isto possa suscitar dúvidas não sei até que ponto poderíamos aceitar isto como um diálogo realista em português, visto que não dizemos: vou-te foder o cu, mas sim “vou-te ao cu” – é tramado traduzir erótica, eu sei, mas mais uma vez para ser traduzir é preciso saber.) 

Eu sei que às vezes as editoras fazem pressão para as traduções a nível de calão, mas então não traduzam livros eróticos! E aprendam pelo menos inglês: duas tradutoras e nenhuma consegue traduzir uma frase básica? É que estas duas frases nem sequer têm palavras complicadas ou estrutura frásica doutro mundo! Eu sei que isto passa ao lado de muitos leitores e nas reviews as minhas comadres, elas não mencionaram a tradução, mas quer dizer acho o mínimo eu estar a ler algo como é. Eu já tinha lido um livro da Beth Kerry em inglês, por isso eu sabia que ela não escrevia assim! É uma falta de respeito para com a autora, quase reescrever o livro dela com um estilo que não tem nada a ver. Worst translation ever: não respeitou a voz da autora, tinha erros/gralhas e ainda frases mal traduzidas.

Se mudarem as tradutoras, leio com muito gosto o terceiro livro dela, se forem as mesmas, dispenso.