Tuesday, 30 July 2013

Novidades Agosto

A História de Uma Serva
Margaret Atwood
Páginas: 320
Editor: Bertrand Editora
P.V.P.: 17.70€

Sinopse:
Uma visão marcante da nossa sociedade radicalmente transformada por uma revolução teocrática. A História de Uma Serva tornou-se um dos livros mais influentes e mais lidos do nosso tempo.
Extremistas religiosos de direita derrubaram o governo norte-americano e queimaram a Constituição. A América é agora Gileade, um estado policial e fundamentalista onde as mulheres férteis, conhecidas como Servas, são obrigadas a conceber filhos para a elite estéril.
Defred é uma Serva na República de Gileade e acaba de ser transferida para a casa do enigmático Comandante e da sua ciumenta mulher. Pode ir uma vez por dia aos mercados, cujas tabuletas agora são imagens, porque as mulheres estão proibidas de ler. Tem de rezar para que o Comandante a engravide, já que, numa época de grande decréscimo do número de nascimentos, o valor de Defred reside na sua fertilidade, e o fracasso significa o exílio nas Colónias, perigosamente poluídas. Defred lembra-se de um tempo em que vivia com o marido e a filha e tinha um emprego, antes de perder tudo, incluindo o nome. Essas memórias misturam-se agora com ideias perigosas de rebelião e amor.

Casado Até Quarta
Catherine Bybee
Páginas: 200
Editor: Bertrand Editora
P.V.P.:15.50€

Sinopse:
Blake Harrison: 
Rico, de boas famílias, encantador… e a precisar de uma mulher que se case com ele até quarta-feira. Blake pede ajuda a Sam, que afinal não é o homem de negócios que ele pensava. Pelo contrário, Blake depara com Samantha Elliot, uma mulher linda e arrojada com uma voz de fazer perder a cabeça. 

Samantha Elliot: 
Dona de uma agência matrimonial, ela própria não está disponível para o casamento… quer dizer, até Blake lhe oferecer dez milhões de dólares por um contrato de um ano. Não há nada de indecente na proposta dele e, além disso, o dinheiro vai ajudar imenso nas contas do médico da família de Sam. A única coisa que ela tem de fazer é guardar para si a atração que sente pelo marido e evitar a cama dele. Porém, é difícil resistir aos beijos ardentes de Blake e ao seu charme sensual são demasiado difíceis de resistir. O contrato de casamento previa tudo e mais alguma coisa… menos que se apaixonassem. Blake Harrison: Rico, de boas famílias, encantador… e a precisar de uma mulher que se case com ele até quarta-feira. Blake pede ajuda a Sam, que afinal não é o homem de negócios que ele pensava. Pelo contrário, Blake depara com Samantha Elliot, uma mulher linda e arrojada com uma voz de fazer perder a cabeça. Samantha Elliot: Dona de uma agência matrimonial, ela própria não está disponível para o casamento… quer dizer, até Blake lhe oferecer dez milhões de dólares por um contrato de um ano. Não há nada de indecente na proposta dele e, além disso, o dinheiro vai ajudar imenso nas contas do médico da família de Sam. A única coisa que ela tem de fazer é guardar para si a atração que sente pelo marido e evitar a cama dele. 
Porém, é difícil resistir aos beijos ardentes de Blake e ao seu charme sensual são demasiado difíceis de resistir. O contrato de casamento previa tudo e mais alguma coisa… menos que se apaixonassem.

Êxtase
J. R. Ward
Páginas: 468
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897260773
P.V.P.: 17.9€

Sinopse:
Redenção não é uma palavra que Jim Heron conheça muito bem. A sua especialidade é a vingança e, para ele, o pecado é relativo. Mas tudo muda quando se torna um anjo caído e é incumbido da tarefa de salvar sete pessoas dos sete pecados mortais... e o fracasso não é permitido.
Mels Carmichael, jornalista do Caldwell Courier Journal, apanha o maior choque da sua vida quando um homem se atravessa à frente do seu carro junto ao cemitério local. Depois do acidente, a amnésia dele é o tipo de mistério que ela gosta de solucionar, mas em breve descobre que o passado é demasiado misterioso... e que está a apaixonar-se pelo estranho. Enquanto as sombras oscilam entre a realidade e o outro mundo, e a memória do seu amante começa a voltar, os dois aprendem que nada está realmente morto e enterrado. Em especial quando se está preso numa guerra entre anjos e demónios. Com a alma em jogo, e o coração de Mels em risco, o que irá ser preciso para salvar ambos?


Mais forte que o desejo
Cherie Holt
Páginas:
Editor: Quinta Essência
P.V.P.: 15.9€

Sinopse:
Com a família a atravessar uma grave situação financeira, Olivia Hopkins dispõe-se a conseguir uma proposta de casamento do já maduro conde de Salisbury. Contudo, o plano cai por terra quando ela descobre um livro erótico na biblioteca do conde. O livro incendeia o corpo de Olivia, que não consegue pô-lo de lado, até ser apanhada em flagrante pelo diabolicamente bonito filho do conde, um homem que lhe acelera o coração e lhe preenche o imaginário com pensamentos escaldantes…
Phillip Paxton não consegue acreditar na sua boa sorte. O facto de ter apanhado Olivia com aquele livro picante confere-lhe a maravilhosa oportunidade de humilhar o pai que despreza. Servindo-se do livro como isco, Phillip atrai Olivia para uma ligação eletrizante que resulta em ardentes lições de paixão. Phillip não esperava apaixonar-se pela sua encantadora aluna, mas o que começa como um esquema libertino em breve se transforma num romance genuíno e que Phillip protegerá a qualquer custo…


Espada e Cimitarra
Simon Scarrow
Páginas: 416
Editora: Saída de Emergência
ISBN: 9789896375430
P.V.P.: 18,85€

Sinopse:
No ano de 1565, a Europa ameaça desmoronar-se. Dividida, não consegue fazer frente a um implacável Império Otomano em expansão. Quando uma gigantesca frota turca se aproxima, toda a esperança de um continente caído em desgraça está numa minúscula ilha no meio do Mediterrâneo: Malta. E para a defender apenas restam os Cavaleiros da Ordem de Malta. 
Um homem dividido 
Entre os convocados para resistir e morrer está o veterano caído em desgraça, Sir Thomas Barrett. O instinto de honra força-o a colocar a Ordem acima de tudo, mas o seu desejo secreto é o de voltar a ver a mulher que sempre amou. Para piorar tudo, é incumbido de uma missão secreta pela rainha Isabel, que vê nos Cavaleiros uma ameaça ao seu reino. 
Um dia para mudar a História 
Enquanto sir Thomas confronta o passado que lhe custou a honra, um grandioso exército inimigo lança o cerco à ilha. No meio de gritos e morte tudo se decidirá: o destino da fé cristã, o fim ou a glória dos Cavaleiros de Malta, e o futuro de uma Europa que nunca esteve tão próxima da aniquilação total.

A Sagração da Primavera
Alejo Carpentier
Páginas: 500
Editora: Saída de Emergência
ISBN: 9789896375423
P.V.P.: 22,90€

Sinopse:
Alejo Carpentier é um dos escritores mais importantes de todos os tempos. O não-Nobel mais polémico de sempre! 

O conhecido ballet de Stravinski A Sagração da Primavera, com os seus motivos de morte e renascimento como ritos de passagem da natureza, dá título a uma das mais ambiciosas obras literárias de Alejo Carpentier (1904 – 1980), cuja trama gira em torno de dois personagens: Vera, bailarina russa que fugiu do seu país após os acontecimentos de 1917, que atua na companhia de Diaghilev, e Enrique, membro de uma família cubana endinheirada, que, por sua militância contra a ditadura de Gerardo Machado, se vê obrigado a exilar-se no Paris boémio dos anos 30. Uma obra na qual o autor aprofunda alguns dos mais destacados acontecimentos sociais e políticos do século XX, desde a guerra civil espanhola até à revolução cubana, refletindo-se nela o processo de iniciação artística de Carpentier e onde se exalta o vigor colossal das forças da arte e da revolução para renovar e rejuvenescer os processos históricos.

O Amor é Uma Canoa
Ben Schrank
Páginas: 384
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892324098
P.V.P.: 16,50€

Sinopse:
Stella Petrovic é uma ambiciosa editora a braços com uma missão quase impossível: colocar um livro nas listas de bestsellers mais concorridas dos Estados Unidos. Mas não se trata de um livro qualquer e sim do manual de autoajuda O Casamento é uma Canoa, que foi publicado há já cinquenta anos.
Peter Herman é um herói nacional graças a esse mesmo livro, o primeiro e último da sua carreira. Os conselhos sentimentais de O Casamento é uma Canoa inspiraram gerações de americanos. Com um casamento longo e feliz, Peter era a prova da eficácia das suas próprias palavras. Agora, viúvo e sem esperança, duvida de tudo o que escreveu tantos anos antes.
Para Stella, o que está em jogo não suporta dúvidas ou hesitações. A editora está disposta a tudo para convencer o mundo de que O Casamento é, de facto, uma Canoa. E nada melhor do que encontrar um casal em busca de salvação. Emily e Eli estão casados há pouco tempo mas a paixão que os uniu está desgastada pela rotina. São perfeitos para o plano que Stella tem em mente… mas, para isso, ela terá de conseguir o apoio da única pessoa que não acredita no livro: o seu autor.

Modo férias: ON!

Pois é, até sexta não haverá novidades porque estarei longe de qualquer coisa que involva a palavra Internet! Com muitos livros, piscina e sol os posts voltarão no Sábado com muitas reviews dos livros que li enquanto estive fora! Hoje foram enviados os livros ganhos nos passatempos.

A vencedora do passatempo "Estrada para o Céu" foi a Isabel Magalhães (nr. 47)

Vemo-nos então do Sábado :)




Monday, 29 July 2013

34º Maratona literária [1º fim-de-semana)

Estes dois dias marcharam dois livros de duas autoras que gosto bastante:


Este volume refere-se à história de Sissy Mae com o felino Mitch Shaw. Gostei do facto deste par ao princípio ser apenas amigos e bons amigos e a relação deles ter evoluído de uma amizade. Não tem aquelas tretas do amor à primeira vista. É uma relação bem construída e há muito que queria ler a história da Sissy.


O quarto livro da série Magnificent Devices de Shelley Adina. Neste livro, Adina deu menos atenção à personagem Claire e centrou-se mais na história de Alice e a sua quest para encontrar o seu pai. A galinha Rosie apareceu no fim, mas a sua ausência foi sentida durante a narrativa. O quinto livro será lançado ainda este ano e mal posso esperar por ele!


Saturday, 27 July 2013

O quê? Ninguém reclamou que a Tidy estava atrasada? Está tudo de férias!

Oh dear, hoje foi de loucos. Para além de ter amarrado o meu homem à cadeira para me resolver o problema do Skype que levou quase 3h, ter procurado pela colecção dos livros do Correio da Manhã e ter visto o "Pacific Rim"... yeap it was a busy Friday.E ainda tive tempo de reiteirar que The Mortal Instruments sucks! Seriously Cassandra Clare? A chosen one? -.-" História cliché, personagens que cheiram a típicas do YA e meh. Se quero ver monstros vou ver o Hellboy que ao menos tem personagens awesome e cenas gore. Ah well, vamos mas é falar de livros.

Bem, esta semana estive a ler sem parar a Sherryl Laurenston. Eu sei que muitos de vocês não a conhecem, foi a autora Carla M. Soares que me aconselhou e OMG I love her! A autora colmata uma falha enorme nos livros de paranormal de hoje em dia que é: personagens típicas/modelos e worldbuild pouco desenvolvido. As personagens femininas dela são completamente doidas varridas, lindas, respondonas, tão fofas! *.* Oh I love them. Acho que já li 5 livros ou 6 livros dela só estas duas semanas, cheguei ao cúmulo de ler dois por dia! Por isso, experimentem e por favor editoras PAREM de traduzir erotica da caca e foquem-se nesta senhora que ao menos tem a decência de criar personagens com personalidade, situações muito engraçadas e misturar erotica com paranormal. Ai se eu tivesse dinheirinho para apostar em autores estrangeiros...

Erm... Literatura?

O tema de hoje ia ser Saramago, certo? Siiim! Mas para não me chatear muito vou ser sucinta e defender a minha teoria em bulletpoints:
- Saramago não ganhou o Nobel por causa da sua pontuação;
- Saramago ganhou o Nobel devido às suas histórias extraordinárias e grande capacidade criativa;
- Saramago não cometia erros de pontuação;
- Saramago reinventou a pontuação e ainda não encontrei nenhum autor que conseguisse utilizar tão bem aquele tipo de pontuação senão ele;
- Quando os autores dizem que Saramago dava erros de pontuação e por isso eles também podem dar:
a) eu assumo que a pessoa é idiota e não sabe o que fala;
b) eu assumo que a pessoa nunca leu/estudou Saramago;
c) eu assumo que provavelmente a pessoa está a repetir o que os profs. lhe disseram e, ainda pior, a pessoa não tem espírito crítico;
d) eu assumo que a pessoa tem problemas de ego e precisa de se comparar a Saramago para se sentir bem consigo própria.

Por isso, meus amores, quando vocês dizem: Saramago dava erros, seriously shut the f*ck up! Vocês não ganharam um Nobel, não escreveram um livro, escreveram uma caca com erros graves. Tenham respeito pelo homem. Eu não vou alimentar os vossos egos danificados e dar-vos palmadas nas costas. So, peguem no Saramago, estudem umas 5 páginas, leiam em voz alta e depois aí sim, digam o que acharam.

What about personality?

Enquanto estava a ler dois manuscritos, como editora, apercebi-me de uma coisa: oh meu Deus, estas personagens são completamente ocas. Com o desenvolvimento do YA, as autoras começaram a seguir um modelo de personagens: as escolhidas, as perfeitas, as rebeldes, etc. Sendo que a atribuição de personalidade é importante, porque é que alguns autores parecem esquecer esta pequena parte? Porque é que muitas vezes o leitor não consegue criar qualquer tipo de empatia para com a personagem?
Primeiro:
Criar uma personagem principal é MUITO difícil:

Sim, leram bem, é hard as f*ck. Não é só chegar, ok quero uma personagens assim e assado et-voilá. O autor tem de ter em mente como quer a personagem e depois ligar essa personagem à história para se complementarem. Se a história é um policial visto aos olhos de um assassino, temos de saber o que queremos dele. Queremos que o assassino seja construído como se fosse uma pessoa normal para no fim o choque ser maior? Queremos que ele tenha uma personalidade destorcida? Este é o primeiro passo e o mais básico. Se ainda não passou por esta fase, sugiro que o faça.

Segundo:
Ok, já sei o que quero que a minha personagem seja e agora?

Esta é a parte complicada. Nem todas as pessoas têm jeito para escrever certas personagens. Por exemplo, eu não consigo escrever personagens doces e inocentes. Não consigo escrever personagens de romances light típicas. Eu tento, mas não consigo e hey, I'm fine with that. Se me apetece escrever um conto mais light, simples tento meter uma característica unsual para uma personagem típica daquele romance. Normalmente a construção da personagem surge consoante o desenvolvimento da história: and it should. Vocês não querem uma personagem que estagne, querem uma que evolua, uma que esteja em mudança, uma que aprende com os erros ou façam erros mas que não seja tótó. Isso é complicado. Cair no erro do facilitismo é simples. Se escrevo erótica BDSM vou criar uma submissa tímida e ignorante do mundo e um Dom experiente e rico. WRONG! Facilitismo. E vocês dizem: mas Ana, se calhar eles não se preocupam com as personagens, mas ao menos podem-se concentrar na história. WRONG AGAIN. Não existe tal coisa como: eu vou pegar nisto que já está feito e desenvolver o resto. Não funciona, é lazy e podem cair no erro de os leitores detestarem a personagem e isso pesar na avaliação final.

Character is KING... and Queen.

Terceiro:
Como vou adequar a personagem ao meu estilo de escrita?

Bem, sim, essa parte também é tricky e segundo o Stephen King: não há uma winning fórmula de escrita. Se houvesse muita gente já era milionária. Podem perguntar: então a E. L. James está rica, né? Certo, mas quanto tempo dura essa fórmula que ela escreveu e que já era mais que batida? Pensam que a L. James foi a primeira a escrever sobre Doms ricos? No entanto, porque é que pegou? Simples, combinou Twilight com algo tabu e abarcou todas as mulheres desde os 18 até aos 40 anos, e tendo em conta que há mais mulheres que homens... I say that was a winning scheme. Contudo tem um problema. Não se pode voltar a repetir e esgota-se em si própria. Se fosse uma fórmula boa não se esgotava e a verdade é que esgota-se muito pouco tempo depois de se ler.
O problema dos autores é dramático: não conseguir escrever a personagem que criaram. Podem ter uma personagem maravilhosa, fantástica - se escreverem mal, não há personagem que vos safe. Se vocês não tiverem uma história que consiga suportar essa personagem, não há nada que vos safe. E por vezes os autores mais inexperientes cometem esses erros. Não sabem como escrever uma personagem ou não sabem mas escreverem à mesma e acaba por se tornar noutra coisa. Um desses exemplos mais básicos aparecem nos livros light onde a narradora descreve a personagem feminina como forte, no entanto as acções ditam que a personagem é fraca. Este é um claro exemplo de uma autora que quis criar uma personagem com X qualidades, mas acabou por arruinar tudo com as acções na história que a ditaram como fraca.
Piece of advice: nunca caracterizem directamente as vossas personagens. Pelo menos enquanto estão a escrever o vosso primeiro livro. Principalmente porque podem estar a tirar toda a fun do leitor em descrever a personagem dentro da mente deles e segundo porque podem cair nestes erros sem quererem.

Se são autores e acham que não são a pessoa indicada para escrever aquela personagem, têm duas opções:
a) Escrevem outras coisas e quando se sentirem preparados, pegam nela;
b) Mudam a personagem para algo que consigam adaptar e sentem-se confortáveis.

E eu sei que nem sempre é fácil aprender a teoria e depois aplicá-la. Escrita só se aprende com muita prática ou anos a olhar para o manuscrito e para o plano.  Nem todas as pessoas depois disto conseguem ser autores, I am aware of that. Mesmo assim mais vale ter este pequeno feedback que nada.

Agora sim, a Tidy vai de férias e regressa em Agosto!
O google não reconhece a tag: gajos bons, sniff!

Thursday, 25 July 2013

Must watch: The IT crowd


De vez em quando, para complementar as leituras, costumo ver séries. Por vezes são só para descontair, outras servem para analisar partes como estrutura, diálogos etc. "The IT crowd" começou por puro divertimento e acabou por me tirar o ar, fazer-me chorar de tanto rir e ter a minha mãe ao meu lado a perguntar se eu me estava a sentir bem. Quer gostem ou detestem computadores, esta série é para todas as pessoas verem o que o pessoal do IT sente quando ligamos para eles.

The IT Crowd:

Para quem namora com um programador, acompanhar o dia-a-dia de uma equipa de IT (que não significa Internet Things) faz todo o sentido. A série só teve quatro temporadas, cada season com 6 episódios com 24 minutos de duração, aproximadamente.


"Have you tried turn it off and on again?" é uma das principais frases usadas pelos dois actores Chris O'Down e Richard Ayoad (Roy e Moss). Moss que é uma espécie de programador anti-social, esquisito, muito ao estilo de Sheldon Cooper, mas com um toque britânico e nerd. Roy, por seu lado, ainda que seja ambos geek e nerd tenta ser social e tem vários encontros com mulheres que nem sempre acabam bem.



Jen Barber é uma mulher que procura emprego e colocou no CV que tinha uma vasta experiência com computadores, na maioria relacionado com escrever e-mails, enviar e-mails, click, duplo click, etc. Jen acaba por ser a Manager do departamento do IT e nem ela se escapa de ser uma personagem muito pouco normal. Como a sua ignorância face ao mundo dos computadores é enorme, ela acaba por cair em cenas hilariantes e completamente idiotas.


Para além das piadas completamente geeks, momentos embaraçosos, personalidades das personagens completamente doidas, diálogos surreais, The IT Crowd consegue tornar um guião com imensas palavras típicas do britânico e ainda arranja espaço para falar de expressões típicas. Funny and educational.



Esta série tentou estrear nos Estados Unidos com uma versão americana, contudo foi um flop total (estilo Top Gear). Mas a verdade é que a série é mais humorista e menos cliché/esteriptipada que The Big Bang theory, nas piadas, nas personagens, no próprio cenário. Homenageia-se Dungeons & Dragons, a vida em Londres, ao teatro e sobretudo a vida numa empresa e o inferno que ela é por vezes. Por isso, vejam The IT crowd. Vale muito a pena.



Tuesday, 23 July 2013

Sim, já comecei a ler, sim é uma bosta!

Estão a ver como o 50 shades of Grey me deixou à beira da loucura? Este é ainda pior!


- O QUÊ? Pior, Ruiva? Mas como?
Simples, ao menos o Grey não metia os palitos à mulher! E não quero saber, amanhã vou gravar um vídeo a ler a cena mais wtf de sempre! O gajo é um cabrão e ela toda "ai meu deus eu sinto-me segura com ele"... A sério gente, eu soufeminista, eu apoio as mulheres, apoio os seus direitos, defendo igualdade, mas foda-se está dificil defender-vos quando vocês escrevem merdas como esta, porque a única coisa que eu quero, é que a personagem acabe numa valeta qualquer para ver o quão idiota ela é! 
Vejam os vídeos, é hilarious e tem tudo a ver com isto em cima.





Vencedor passatempo relâmpago comentários

Bem 4 pessoas comentaram em 2 dois! Estou tão feliz *.* Entretanto podem continuar a participar no passatempo para ganharem um exemplar de "Estrada para o céu"  Então vamos lá às participações:

Niatra - 1
Elphaba - 3
Inês - 4
Olinda - 2

Estes eram os vosso números e a vencedora foi (sim porque isto foi só pitéu a comentar):


e a menina Elphaba ganhou um exemplar de...


Parabéns! Vais receber uma mensagem para mais informações sobre o envio do livro.

Sunday, 21 July 2013

Série: Club Libertine

Esta série foi lida antes do livro “Claimed by the wolves” e ao contrário deste, o máximo que temos é dois homens para uma mulher (desgraçados). Estes livros seguem uma fórmula sexual que depois de algum tempo fica bastante gasta:

Homem conhece mulher + mulher é tímida/pouco experiente/traumatizada + homem convence-a a entrar no BDSM + TEM DE HAVER butt plugs! Sim em todos os livros há sexo anal + mulher descobre que afinal adora + apaixonam-se = ficam felizes para sempre.

Changing the rules:

O primeiro livro e o mais esquisito de todos. Michelle Edwards precisava de um emprego para pagar os seus estudos e Whelan e O’Mally precisavam de uma assistente que não fosse muito dispendiosa. Michelle e Whelan começam a namorar até que uma noite Whelan convida o seu amigo a juntar-se a um ménage com ela. Criada numa família extremamente religiosa, Michelle foge depois dessa noite. Dez anos mais tarde é chamada ao escritório de Whelan e O’Mally para pagar uma dívida que os seus avós contraíram para salvar a casa. Michelle aceita ser submissa durante um mês. 


O mais estranho nesta meia-noveleta nem é o facto da rapariga ter assinado um contrato onde diz: ok, eu vou ser a vossa submissa (ok, that i salso pretty fucking weird, mas ela já sabia onde se ia meter visto que os conhecia antes), é o facto das personagens masculinas serem totalmente idiotas. Querem vingar-se dela por tê-los abandonado e tratam-na abaixo de cão às vezes e depois notam o que fazem e começam a insultar-se a eles próprios! AI agora? Depois do mal estra feito? Michelle está bem feita e nota-se o contraste entre a sua educação rígida e a vontade que ela tem de quebrar com essa parte dela. Ela fica tão confusa quanto o leitor e age quando o próprio leitor diz: ok, chega, estes gajos são uns idiotas. Como tem de ter um happy ending, pronto os rapazes lá get a grip e comportam-se como seres humanos.

The Librarian and the Dom:
O melhor da série! Depois de um começo onde as personagens masculinas eram parvas, Jake é fantástico! Um viúvo, cuja mulher era uma sub e adorava vê-lo a espancar e a fazer “cenas” com outras subs. Apesar de tudo, Jake sente-se sozinho e quer ter uma mulher que não só seja sua submissa como também o ame. Uma noite ele salva Linda, uma bibliotecária de cair das escadas e fica a pensar nela.

Adorei o facto de Linda não ser assim tão inocente e saber alguma coisa sobre o bondage que leu nos livros, tal como Jake querer separar-se daquilo que fazia no clube para apenas satisfazer a sua mulher. No fundo, nota-se que eles os dois completavam-se e sim, meus filhos tal como disse todos os malditos livros têm sexo anal, seriously what is wrong with the author?

No accounting for love:
Se o anterior tinha uma bibliotecária, este tem uma contabilista conservadora que é contratada para meter as finanças do clube Libertine em ordem. Eddie saiu de uma relação após ter apanhado o seu marido com uma mulher na cama. Ela só quer concentrar-se no seu novo emprego, mas a ignorância sobre o estilo de vida bondage, leva-a a fingir que é submissa de Duncan, o seu parceiro nas contas.

Este terceiro tem mais detalhes de bondage como por exemplo, o uso de um “collar”, que tipo de instrumentos se usam, uma cerimónia com os collars. Tal como Duncan ensina Eddie a ser uma submissa parece que também está a ensinar ao leitor. E, com tanto livro por aí onde há noções erradas, é bom ter um onde ao menos as coisas são feitas mais ou menos dentro dos costumes. Ah e explica finalmente porque raios é que a autora é tão obcecada com sexo anal.
Master, will you take my ass?”
He looked at her, framing her face with his hands, his eyes dark with desire.
"Do you know what you are asking? I’ve barely begun to stretch your ass. It’ll hurt.”
 "I know. But you once told me that’s the ultimate way a sub can show her submission to her master. (…)
Ahhhh, está explicado!

Cin’s secret:
Connor e Liam O’Hara são gémeos e sonham com o dia onde irão encontrar a mulher da sua vida, cujo único requisito parece ser, conseguir distingui-los. Cindy veio pedir desculpas à irmã Lindy por ter fugido todos estes anos e ter sido uma péssima irmã. Quando Connor lhe oferece uma bebida sente uma atracção com ela e testa-a. Pede a Liam que lhe vá entregar outra bebida sem que ela saiba que ele tem um irmão gémeo. Contudo, Cindy consegue-os distinguir bem, deixando perceptível aos irmãos que encontraram a mulher da sua vida… mas Cindy quer regressar a casa e fugir outra vez.

Bem eu só vos digo uma coisa, eu não sei se as fugas das mulheres significam alguma coisa, mas que elas passam a vida a fugir, passam! As últimas histórias da série parecem ser um pouco mais do mesmo e a mulher acaba sempre por levar tau-tau por ter tentado escapar aos rapazes que a única coisa que querem fazer é tê-la como mulher… mesmo que a tenham conhecido nem há um dia!

The Dom, the switch and the sub:
Oh meu deus, finalmente um switcher! É a felicidades, meus amores! Este tema não é muito abordado na literatura não sei muito bem porquê, mas pronto. Perguntam vocês, “Ruiva, o que é um switcher?” *esfrega as mãos* Muito resumidamente, um switcher é uma pessoa que tanto é submissa, como consegue adoptar o papel de Dominator. Nesta história cria-se um clima não tão usual numa relação, onde a mulher tem dois doms e um dom tem um submisso que domina a submissa. Get it? E, the cherry on the top of the cake tem dois homens bis, um não tão confiante quanto a sua sexualidade. Pena que a autora tentou dar densidade psicológica meia artificial no fim para criar um conflito, o que estragou um bocado o livro. Podia ter aproveitado as dúvidas sexuais das personagens.


Resumindo: podem ler um outro melhorzinhos na série para entender um bocado mais sobre este mundo que está tanto na moda, mas que de vez em quando os autores descuidam-se e não fazem uma pesquisa assim tão boa.

Quickies com aus-aus sexys

Como dizia que no Facebook, esta semana foram lidos 10 livros onde 4 deles tinham shapeshifters, ou lobisomens. Esta quickie tem a review de dois livros, have fun!

White wolf
Jianne Carlo
Editora: Loose ld, LLC
188 páginas

Sorcha MacFadden vive com as suas memórias de infância apagadas desde o acidente onde o seu pai matou a sua mãe e atirou contra ela. Regressada à casa da sua avó, encontra o Xerife Gray White enquanto nada no lago. Gray White, o homem que ela andava sempre atrás quando era nova e cuja imagem dele a possuir outra mulher no celeiro nunca saiu da sua mente. Para o xerife, a imagem da irmã do seu melhor amigo completamente nua não lhe consegue sair da cabeça e ele vai ter de a proteger a todo o custo.
Ok já estão a ver, lobos/homens possessivos, mulheres em perigo, etc. Apesar de tudo o que me levou a dar uma nota mais baixinha a este livro foi a forma como ele se arrastou, tendo páginas em que não acontece nada, só conversa que não adianta nada para a história. As personagens são facilmente esquecidas, por não representarem nada de novo num mercado saturado de homens giros que encontram numa mulher a sua: mate for life. Ainda assim, Jianne Carlo consegue escrever cenas eróticas bem construídas com alguns twists engraçados. Giro para descontrair e bem melhor que a série dela dos Vikings, mas no fim não fica na memória.

Claimed by the wolves
Diana Leyne
Editora: Siren Publishing
41,681 palavras

Quando a avó de Samanta Anderson morre, pede à sua neta que viaje até ao Noroeste para entrar em contacto com a herança da sua família. Mas quando Samanta chega à pequena cidade é confrontada com uma atracção a não um, as cinco irmãos que partilham tudo. Quer dizer quarto, pois Gabe quer tudo menos uma companheira humana. Os irmãos decidem que não vão contar a Samanta o que são e Gabe decide transformar-se para visitar Samanta em casa sempre que quiser.

Esta última parte foi a melhor de todas. Pelo facto de Samanta saber que é Gabe transformado, ela decide trata-lo como se fosse um cão, dando-lhe ração e fazendo-o passear na rua com trela. A personagem de Samanta está bem construída, tirando a facilidade com que se apaixona pelos irmãos, dado que a autora dá a desculpa do costume: é mate, por isso eles sentem logo uma atracção imediata. Yeah sure, I can buy that, mas queria mais desenvolvimento de personalidades dos irmãos, visto que Gabe teve demasiado tempo de antena, quando o resto dos irmãos não. Mesmo assim, meninas aprendam, cinco meninos e todos com a mesma mulher. Contém cenas de menáges, gang bang e sei lá mais o quê. Tal como o White Wolf, é giro mas não fica na memória, tirando a pergunta: como raios é que esta mulher vai aguentar cinco homens a vida toda? Bem, esperemos pelo resto da série! Se neste há cinco, quero ver se no segundo a autora mete um homem com seis mulheres! 

Monsieurs in distress e damsels kicking asses

A riveting affair
Candace Havens, Lily Lang, Patricia Eimer
Editora: Entangled: Ever After
339 páginas

A riveting é uma antologia com três noveletas de Steampunk romântico com nomes desconhecidos em Portugal. O melhor aspecto é que podiam ter publicado estas três noveletas em separado e tínhamos gasto imenso dinheiro. Mas em vez disso, good guy editora publica os três num só, me is very happy.

Beauty and the Clockwork Beast
Noveleta bastante engraçada, nomeadamente porque bate numa tecla que eu adoro: homens desfigurados. Rose quer terminar a experiência que o seu pai estava quase a concluir: um transportador. Para isso precisa da ajuda de Sebastian Cavendish, o aluno mais brilhante que o seu pai teve. Infelizmente, depois da guerra civil, Sebastian não é o mesmo que ela se lembrava especialmente fisicamente.
Rose é uma querida, forte, inteligente e a autora usa a sua inteligência para aproximá-la de Sebastian ao contrário de usar apenas a sua beleza. A escrita da autora funciona e a estrutura deixa o leitor com o coração nas mãos durante uns instantes. Ideal para quem gosta de steampunk com mais romance. O worldbuild apesar de não estar muito explorado (visto ser uma noveleta), tem o suficiente para entreter e pensar em algumas coisas engraçadas (como por exemplo o horror que Sebastian cria para com os seus clockwork cleaners).

The Clockwork Bride
O meu preferido da antologia. Com acção, romance, erotismo e steampunk, claro. Aida é uma engenheira que vê-se raptada por Julian Chapsaw, um conde que é engenheiro e que quer seguir os caminhos da ciência e fugir às convenções sociais.
A noveleta teve um je ne sais quoi de Manon Lescaut que faz com que o leitor queira que tudo dê certo para o casal. Durante a primeira fase do seu casamento, a autora conseguiu incorporar bem a desigualdade social entre homens e mulheres. Ao passo que Julian conseguiu emprego, Aida tinha apenas umas comissões que ajudavam o casal a sobreviver. A denúncia social não evita que no fim Aida consiga recuperar o seu papel de heroína e fazer algo que vou começar a apelidar de: monsieur in distress. Ou seja, quando os homens estão em perigo e precisam da ajuda da mulher para escaparem.
Esta noveleta é eye candy para feministas.

Demon Express
O pior conto da antologia. As personagens estão bem feitas, ainda que o romance se alonge e demore, contudo o que deitou por terra foi o fim, ou melhor, a ausência de fim. Para desenjoar das cenas eróticas temos a professora Maisy Clark, uma especialista em caçar demónios, cujo objectivo de vida é apanhar o vilão Julian que é obcecado com ela e com as suas criações demoníacas. Por isso, para Maisy, a entrada do Marshall na sua quest pessoal para derrotar Julian está longe de ser bem-vinda. A história tinha potencial para um romance inteiro onde o romance entre Maisy e Jake fosse bem explorado, tal como a sua relação com Julian. A noveleta entretém, contudo quando chega ao fim, o leitor pensa “como assim acabou? Onde está o resto?” Se calhar, a autora irá escrever uma sequela ou então um romance mesmo sobre a noveleta. Se sim, vou de certeza absoluta ler.

Por fim, A riveting affair é uma boa antologia para quem gosta de steampunk romântico/erótico com acção, worldbuild e pequenos detalhes que fazem a diferença na leitura. Para quem não tem a certeza sobre steampunk e gosta de eróticos esta antologia é ideal e até poderia mesmo ser publicada em Portugal para acompanhar a moda com temas diferentes... Well, at least I can dream!

Saturday, 20 July 2013

Tidy Friday #17


Depois de ter sido ameaçada de porrada (just kidding, I am not that important), e porque deixou de dar Castle, decidi alapar-me e começar a escrever a minha Tidy! Esta semana li erm 6 livros? 7? Por aí – tudo guilty pleasure! TUDO! Não quero saber, vou ler sobre BDSM, sobre lobisomens, gajas a serem raptadas e gajas a darem porrada aos homens, escrever sobre gays, sexo entre gays… ok, sim, estou quase a dar o title… mas não é desta! God, preciso de Verão, de praia, de ler na praia, de durante uma semana não me preocupar em enviar Cvs, em reviews, em nada! E os resultados das listas dos professores saem na segunda… ai Deus. Anyway, esta semana tinha quatro temas para abordar:
a) Mais uma vez a TVI mete nojo com o tema dos videojogos;
b) Mais uma vez poderia ser uma velha do Restelo linda e ruiva, e mandar vir com os autores que OMFG recebem mal as críticas;
c) Falar sobre o encerramento da livraria Sá (que honestly aqui no Norte, not a big thing), mas nhaaaa;
d) Ou então mandar vir com os jornalistas/críticos de bosta que temos em Portugal…
Portanto, dado estes quatro temas, decidi misturar tudo num só artigo!


Antes de prosseguir queria só avisar que amanhã vai haver um passatempo relâmpago. Domingo, dia 21, dia de ir à igreja, almoçar com os papás e tal, irei postar imensas reviews, tipo tóteis, eeee irei sortear um exemplar de um livro a quem fizer comentários nesses tópicos. Nada de spam, só comentários saudáveis e literários. Quem comentar estará habilitado a ganhar um exemplar de um livrinho através do random (irei atribuir a cada um de vocês um número). Em cada comentário por favor deixem o vosso e-mail, por exemplo: illusionarypleasure.gmail.com ou illusionarypleasure.arroba.gmail.com para eu depois contactar-vos com detalhes.
Agora sim, vamos às coisas importantes:
Primeiro:
- Ruiva, o que raios tem a ver videojogos com os autores, com o encerramento de uma livraria e com os jornalistas/críticos?
Tudo, meus amores, tudo!
Já antes falei aqui que normalmente vem em entrevistas autores mais jovens ou novatos a dizerem que se inspiram em filmes, etc para escreverem. E depois vêm outras pessoas dizer: OMG how can you do that? Tens de ler 50 livros antes de escrever. I say: calm the fuck down! Pessoalmente os videjogos sempre tiveram uma influência bastante grande, especialmente os RPGs e MMOs. As melhores ideias que tive foi quando combinei coisas de videjogos com algo que tinha lido e de repente, puf fez-se luz e tive uma ideia completamente diferente. A semana passada estava o meu namorado a terminar o “The Last of us” e enquanto ele jogava, eu estava atenta à estrutura, aos momentos de tell que suportavam o show, de como as personagens e os diálogos casuais aliados aos excelentes cenários de worldbuild conseguiam ligar o jogador ao jogo.



No meio disto tudo pensei: ok, se alguém pegar neste jogo e dissecá-lo, tem uma boa plataforma para criar uma história e estrutura-la. Quando dou conselhos aos autores, normalmente não aconselho videojogos. Aconselho filmes, mangas, livros e muito raramente jogos. Porquê? Porque primeiro, não sei se a pessoa em questão joga, segundo porque os jogos que eu poderia aconselhar podiam não ser do agrado da pessoa. Contudo, sei bem que um jogo estilo Godo f War, The Last of us, Wolrd of warcraft, Monkey Island, Grim Fandago, Mass Effect etc (sim, Xbox, no love for you) poderiam ajudar muitos autores a entrarem em contacto com coisas que usamos nos nossos livros como estrutura, história, personagens e acima de tudo interacção. Infelizmente, isto leva tempo. O que me leva aos autores que não gostam de receber críticas (olhem isto a ficar tudo seguidinho).

Normalmente, o que mais me irrita, tirando grilos, é quando os autores enviam-nos livros a pedirem/implorarem por opiniões, críticas antes de enviarem para as editoras. E nós, bloggers ricas, desocupadas sem NADA que fazer da vida, aceitamos.

Nós na praia, tão giras e sexys

E depois vem o manuscrito… horrível, horrpilante. Estremecemos… oh meu deus, como vamos dizer de forma extremamente fofinha que o livro é uma porcaria? Como vamos dizer que precisa de muito trabalho? Lá arranjamos forma de dizer de uma forma carinhosa que o manuscrito ainda está verde, que precisa de trabalho… e depois vem a resposta FANTÁSTICA do autor a dizer que nós não percebemos a densidade e a refutar todos os pontos que apontamos… e o que nos apetece fazer?



Exactamente, cortar os pulsos, gritar, pegar num machado e partir uma porta! Mas aguentamos. Somos fofas, lembram-se? Por isso sentamo-nos, damos uma resposta seca porque a boa educação que recebemos assim o permite e olhamos a pessoa em questão a ir-se embora com um manuscrito de caca, pavoroso toda feliz porque escreveu um livro. E a primeira coisa que perguntamos foi: se a criatura queria uma opinião PORQUE CARGA DE ÁGUA REFUTOU O QUE EU DISSE? Perdi 10h da minha vida onde podia estar a fazer yoga, ter sexo com um gajo todo bom, ler o melhor livro da minha vida, a ler um manuscrito para a pessoa depois dizer: ok não concordo, adeus? Porquê? Não faz sentido! Ok não concordar com um ou com outro, entendo, mas dizer que o livro para ela está óptimo e que não concorda com o que a blogger disse, então porque caralho é que pediu ajuda? Para a blogger dizer: olha isto está fantástico? Meus filhos, isso não existe, ok? Quando dás um manuscrito a uma blogger/pessoa/cão tens de esperar que haja aspectos negativos e aspectos positivos. Se houver alguém que não gostou e pediu-te para fazer muitas mudanças, pergunta-te primeiro: porquê? Porque é que esta pessoa não entendeu? Porque é que me está a pedir para eu retirar repetições de palavras no mesmo parágrafo?
Por favor autores, se vão enviar o vosso manuscrito, preparem-se para críticas, preparem-se para terem de mudar coisas. Senão, não gastem o nosso tempo. Temos muitas coisas a fazer, se não concordam, agradeçam o trabalho que fizemos e just walk away.

O que me leva ao terceiro ponto, bloggers, livros e livrarias. Ultimamente os bloggers portugueses têm servido de grande meios de divulgações de obras sejam conhecidas ou não–tão-conhecidas. Depois do anúncio do fecho de mais uma livraria centenária, para variar o Português só manda vir com as coisas quando o mal está feito. No entanto, parece-me que o desaparecimento destas livrarias é mais um sintoma da inacção que a nossa cultura sofre. Sejamos honestos, por muito velhinhas que estas livrarias sejam, as pessoas (sem dinheiro) querem é descontos, coisas atractivas, lançamentos de livros, promoções leve 3 pague 2, algo assim que anime o negócio. Claro que a Bertrand e a FNAC são muito mais simples. Se houver num shopping temos estacionamento, podemos comer na zona de restauração e os acessos ficam mais facilitados. Quando há uma livraria o pessoal tem de andar às voltas para estacionamento, alguns em sítios onde o estacionamento é pago o que dificulta (não sei como são os transportes públicos) e para além do mais a FNAC é mais do que simplesmente uma livraria (agora até tem coisas de cozinha). Por isso apelo aos bloggers, livreiros, editoras que por favor não deixem o comércio tradicional morrer. Eu sei que estamos ligados ao conformismo, mas vamos fazer um esforço para ajudar o comércio tradicional! Mesmo que eles não tenham promoções, nem leve 2 pague 1!

O que me leva ao último tema de hoje, os jornalistas/críticos. Existem muitas vozes contra os bloggers crescerem que nem cogumelos onde alguns não sabem do que falam. Tudo bem, existem maus profissionais, existem bons, certo? Sim! Esta semana ao ler uma conversa soube que os críticos ditos de literatura não pegam em livros mais light mesmo que sejam portugueses. A minha questão é: porquê? Só os livros pesados, pseudo-intelectuais é que são bons? Não se pode pegar num livro de alguém não tão conhecido sem ter uma boa cunha só porque podem ser mais light do que aquilo que estão habituados a ler? Têm medo de quê? De ler o livro e de ser tão simples que as vossas mentes-oh-tão-avançadas entrem em curto-circuito? Por isso os bloggers, tadinhos, podem muito bem pegar nesses livritos light e fazer as recensões, né? WRONG!! BUHHH, YOU GUYS SUUCKK, GO BACK TO COLLEGE!  A verdade é que se foi algo que o curso me ensinou foi a dissecar qualquer tipo de livro, seja ele light, livro com densidade do molho da francesinha ou até livros de auto-ajuda. A verdade é que cada vez vejo menos livros a serem criticados nos jornais. São sempre os mesmos autores, sempre os mesmos livros, sempre a mesma treta, sempre as mesmas críticas pseudo-intelectuais em que o pessoal chega ao final e diz “Erm should I buy it?” ou então críticas em que se nota que o crítico já detesta o autor só porque escreveu um género que ele (crítico) detesta. Oh baby, no you did not! Por isso quando os autores publicados vêm ter comigo dizer: “Ruiva, onde é que eu falhei?” É simples – não falharam, tudo neste país falha! Alguns autores falham, as livrarias falham, o marketing falha, os críticos falham… ainda me questiono como raios é que Portugal ainda tem cultura…

See you guys next week. Para a semana falamos de como Saramago era na verdade um escritor incompetente, que não sabia pontuar e cujas histórias eram confusas e não serviam para nada!



Friday, 19 July 2013

O tempo voa

Eu até ia escrever uma Tid Friday, mas perdi-me a ler um livro!


Por isso, a Tidy chega amanhã e Domingo haverá uma chuva de reviews com direito a um novo passatempo! Mais detalhes amanhã (logo de manhã)

Thursday, 18 July 2013

Os exploradores e os cavalos do Além

Os exploradores e os cavalos do Além
Marina Santos
Editora: Alfarroba
208 páginas
Webiste oficial da série

Sinopse:
A convite dos amigos Inês e Ruca, a Elsa, a Fedra, o Tiago, a Joana, o André, a Rita, o Miguel e a Patrícia, na companhia da Gi e do Marty, vão passar os últimos dias do mês de agosto numa quinta perto de Mafra.
Decididos a dar uma folga às aventuras, optam por aulas de equitação, entre outras atividades.
Mas o calor aperta, um dos cavalos adoece e, no meio da noite, os animais começam a desaparecer!
Será obra de alguém ou… do além?


Não sou especialmente admiradora de livros como por exemplo Uma aventura ou os Cinco. Sempre tive um fascínio por literatura juvenil, mais para o infantil (até porque os YA estão na moda e já começa a ser mais do mesmo). Por isso, resolvi dar atenção a esta colecção até porque enquanto o li imaginei que o livro poderia ser estudado por alunos no 5º e 6º ano. 

O único problema são os erros no uso dos artigos definidos. Ao invés de escrever: “Cristina olhou para o amigo.” A autora empregava o uso do artigo definido antes do nome “A Cristina olhou para o amigo.” De vez em quando a autora empregava bem, mas na maioria das vezes não havia necessidade do “o“ ou “a” antes de um nome próprio, visto o narrador estar a narrar na terceira pessoa e o artigo definido seja utilizado neste caso consoante a formalidade. Nos diálogos é mais comum haver a necessidade do artigo por ser um ambiente informal (e nisso a autora usou bem), na narração da terceira pessoa, a formalidade já é maior, por isso não há necessidade nenhum dos artigos.

Basicamente foi este aspecto que me causou maior impressão. A história é engraçada, especialmente porque até segue uma estrutura narrativa que nem sou adepta (apresentar primeiro as personagens e depois a acção), contudo a história foi fluída e desenvolveu-se bem. Tem alguns detalhes interessantes, como por exemplo a linguagem dos p's, que fez com que a minha OCD se manifestasse e alguns detalhes giros sobre equitação. 

Nota-se por vezes a infantilidade de algumas personagens e às vezes falta de personalidade que ajudasse o leitor a ligar-se mais a elas. As personagens comunicavam, exploravam, mas pouco se sabe sobre a vida delas, sobre o que gostam, como reagem a certas situações. Normalmente os livros juvenis tendem a utilizar estereótipos de forma a caracterizar as personagens, por norma não gosto e até critico, no entanto, de forma surpreendente, quis que estas personagens tivessem essas personalidades porque assim conseguia distinguir melhor as personagens. De certa forma, o que fica na nossa memória é a história toda. Para o próximo livro a autora deve apostar mais em desenvolver as personagens para o leitor não ter de ir ao website para saber mais sobre elas (nomeadamente idade, quem é irmã de quem, etc).

Sendo assim, “Os exploradores e os cavalos do Além” até têm uma boa premissa para serem adoptados pelo Plano Nacional de Leitura. Com jeito, as professoras e professores poderão trabalhar o livro com os alunos e explorar a história em conjunto, se não quisermos claro estar sempre com as séries mais conhecidas.

Tuesday, 16 July 2013

Eu quero, eu quero!

Eu não costumo manter uma wishlist, até porque seria impossível com tanto livro a sair para o mercado inglês e português. Mas de vez em quando aparecem novidades que me fazem salivar. Estas três foram as deste mês:

O Reino
José Manuel Marques
Editora: Marcador
500 páginas
P.V.P.: 18.95€

Sinpose:
Honra, Coragem e Glória
Sinopse: O Reino é um romance histórico baseado nos conhecimentos atuais sobre os factos que estiveram na origem da formação de Portugal. O livro retrata a vida de Dom Afonso Henriques e a complexa teia de relações que levou ao nascimento e reconhecimento de Portugal como um novo reino.
É também de um olhar novo sobre a vida de Dom Afonso Henriques e através dele se propõem novas interpretações históricas sobre muitos dos episódios que estiveram na origem de lendas que ainda hoje conferem um estatuto de mito àquele que foi o primeiro rei de Portugal.
A história de Dom Afonso Henriques e a grande aventura da criação do reino de Portugal. Um romance notável.


Inferno e Paraíso
Peter S. Hawkins
Editora: Saída de Emergência
240 páginas
P.V.P.: 15.98€

Sinopse:
Onde acaba a realidade? Onde começa a ficção? Saiba todos os segredos da vida de Dante. O criador da obra mais épica de todos os tempos. 
Durante mais de sete séculos, Dante e a sua obra-prima, A Divina Comédia, ocuparam uma posição especial na cultura ocidental. O poema é simultaneamente uma viagem vívida através do Inferno até alcançar o Paraíso, uma tocante história de amor e um retrato do relacionamento da humanidade com Deus. É tão ricamente imaginativo que uma primeira leitura poderá ser avassaladora. Em resposta, Peter Hawkins escreveu uma introdução inspirada ao poeta, à sua maior obra e à sua influência continuada. O seu conhecimento de Dante e o entusiasmo sentido pela sua visão tornam-no um guia exímio para o leitor interessado.


O meu programa de governo
José Gomes Ferreira
Editora: Livros d'hoje
480 páginas
P.V.P.: 16.60€

Sinopse:
O livro que mostra aos portugueses que há soluções para sair da crise e o que devemos fazer para evitar a repetição dos erros do passado. A minha vida pessoal e o meu percurso profissional deram-me a possibilidade de analisar a sociedade portuguesa, a economia, a governação e a realidade europeia e mundial com algum grau de pormenor, permitindo-me sistematizar um conjunto interpretações sobre a complexa situação a que chegámos e formular um conjunto de propostas para a alterar, que tenho transmitido frequentemente em intervenções públicas, em televisão, em conferências ou debates. Não sou candidato a nada, nem sou político, sou jornalista, mas aqui está O Meu Programa de Governo - que é muito mais do que isso, é um conjunto de propostas de renovação da sociedade portuguesa, não certamente uma proposta exaustiva, mas com um grau de pormenor suficiente para convidar a reflectir quem tem os vários poderes de decisão, politico, económico, social, cultural e para promover as mudanças de fundo de que Portugal precisa. Se são propostas úteis ou não, será vosso o julgamento!

Friday, 12 July 2013

Passatempo "Estrada para o céu"

Bom dia, meus amores! Hoje em vez da Tidy Friday decidi fazer um passatempo :) Está em jogo um exemplar do livro "Estrada para o céu" de Rosa Paulo patrocinado pela Editora Chiado.

  • O exemplar será enviados por mim através dos CTT; 
  • Apenas será válida uma participação por pessoa; 
  • O passatempo é válido para Continente e ilhas; 
  • O passatempo começa hoje dia 12 de Juho e terminará a 26 de Julho. O vencedor será anunciado a 29 de Julho. 
  • Caso o vencedor (que será contactado por e-mail) não responder no prazo de 4 dias, será sorteado um novo vencedor.
AVISO: Caso não consigam aceder à plataforma do formulário, podem enviar para o e-mail illusionarypleasure.arroba.gmail.com as respostas. Eu vou listar depois as entradas por ordem cronológica como no Google drive.

Boa sorte ;)

Thursday, 11 July 2013

The Silver chain

The Silver Chain
Primula Bond
Editora: AVON
400 páginas
Publicação: 15 de Agosto 2013

Sinopse:
Bound by passion, she was powerless to resist.
One dark evening in London, photographer Serena Folkes is indulging her impulsive side with a night-time shoot. But someone is watching her – mysterious entrepreneur Gustav Levi. Serena doesn’t know it yet, but this handsome stranger will change her life forever…
Serena is fascinated by Gustav, the enigmatic owner of the Levi Gallery, and she soon feels an irresistible pull of attraction. The interest is mutual, and Gustav promises to launch Serena’s photographic career at his gallery, but only if Serena agrees to become his exclusive companion.
To mark their agreement, Gustav gives Serena a bracelet to wear at all times. Attached to it is a silver chain of which he is the keeper. With the chain Gustav controls Serena physically and symbolically – a sign that she is under his power.
As their passionate relationship intensifies, Gustav’s hold on the silver chain grows stronger. But will Gustav’s dark past tear them apart?
A seductive and beautifully written novel for erotic romance fans. The Silver Chain is the first in the sexy, passionate and addictive Unbreakable Trilogy by Primula Bond.


Os livros de erótica sempre representaram um nicho de mercado bastante pequeno, até que a editora Quinta Essência decidiu apostar no romance feminino, alguns com incidência neste tema. Talvez seja por isso que as cinquentas sombras de Grey se tornaram tão popular num mercado português completamente seco de livros sado-masoquistas e neste momento a invasão de livros com a mesma temática esteja a fartar os consumidores que querem eróticos mas diferentes. Para quem acompanhava o mercado estrangeiro não sofria dessa sede de livros eróticos masoquistas, visto que o mercado anglo-americano sempre deu lugar para a erótica se mostrar. Assim, “The Silver chain” vem misturar certos temas que se tornaram clichés com algo de novo e no fim o cliffhanger deixa-nos à espera de algo mais. Sendo uma trilogia, o momento final do livro não deixa ver como será o próximo volume da série, no entanto como leitores deste primeiro livro só podemos esperar que não siga a mesma estrutura que o 50 shades ou a série Crossfire.

“The silver chain” tem um ponto extra que os livros da moda não têm, uma espécie de trunfo que algumas reviewers estrangeiras decidiram ignorar – a escrita britânica e descritiva da autora, que está longe de ser aborrecida. Na verdade é algo que funciona muito bem neste livro, é um dos poucos elementos novos numa moda saturada. Primula Bond vive em Winchester, UK e faz das suas frases elementos emotivos para capturar o leitor. 
As personagens ainda que sigam o cliché mudam e evoluem: Gustav, ao contrário de Grey, quer mudar e não quer continuar viciado na vida masoquista. Ele vê em Selena, uma aliada que o pode ajudar a concentrar-se no amor e numa relação saudável ao invés de uma relação baseada apenas em sexo, desejo e poder. Ele quer ser “curado” deste meio tóxico de exagero, mesmo que isso leve algum tempo e possa perder Selena de seguida. Selena é uma mulher com alguma experiência sexual mas que deseja algo mais e Gustav vê nela uma fotógrafa excelente e uma mulher que não o irá abandonar. Os diálogos entre os dois são muitas vezes estranhos, o que pode provocar alguma confusão nos leitores habituados a livros românticos, mas que no fundo caracterizam bem o estado de Gustav. 

I’m not your anything.’
‘You are. You nearly were just then. You got me worked up like some kind of horny teenager! Perhaps it’s a good thing that we didn’t – that wasn’t exactly the setting I had in mind when I drew up that contract. But we’re off-piste now. I’m trying to tell you how captivating you are. You always have been, you little sprite. Your photographs are magical enough, but it’s you that grabs me.’ He takes the silver chain out of his pocket and clears his throat. ‘It’s you.’
I take a sip of chocolate. The sugar hits me immediately and decisively. ‘I thought I was just another scared, pained, angry woman. You prefer us vulnerable, don’t you?’
‘Yet again I’ve expressed myself clumsily.’ He frowns down at the silver thread. ‘Because that sounds as if I revel in causing you pain. (190)

A comunicação entre o casal é um factor importante. Muitas vezes Gustav mostra a sua dificuldade em expressar-se por palavras, que leva Selena a interpretá-las de outra forma. O casal apenas pode ser feliz quando ambos estão em sintonia e se sintam confiantes um no outro de forma a expressarem-se sem medos ou limites.

Ainda que seja um romance BDSM, o sexo não ocupa um espaço muito importante. Durante a narrativa, Selena questiona-se porque é que Gustav não a beija e o beijo representa um acto intimo, apaixonado que sela a relação ao invés do sexo.

“The Silve chain” tem um início bastante promissor, especialmente para quem está farto da mesma estrutura e quer algo mais profundo com uma escrita mais elaborada. Provavelmente nunca venderá o suficiente para chegar a Portugal, mas muitos livros internacionais não chegam às nossas prateleiras.

Sunday, 7 July 2013

TAG 11 perguntas, 11 respostas

1. Gostava de morar na Inglaterra e basar daqui;
2. Sou perita em começar livros que nunca acabo;
3. Embora este ano esteja a ler mais do que no ano passado, sinto que o meu ritmo de leitura está mais irregular;
4. Embora seja supostamente funcionária pública, acho que o pessoal abusa bastante nas greves;
5. Se tivesse um cão era um cão com rugas ou um pom-pom;
6. A única coisa que sei cozinhar mesmo bem são almondegas com bacon e bacalhau com natas – tudo o resto será um desastre;
7. Não sei fazer smokey eyes e isso atormenta-me o espírito;
8. Sim, sou mesmo ruiva... sim em TODO o lado!
9. Posso estar muito bem-disposta, mas se ler um livro/manuscrito mau fico logo mal disposta para o resto do dia;
10. Este ano li 4 livros da Vivi Anna e 3 da Jax Garren. O ano passado a autora que li mais foi a Karen Moning e a sua saga do Highlander.
11. Não consigo cozinhar em casa porque a minha mãe manda sempre vir.

As perguntas da Cata:
1. Não sais de casa sem…?
Roupa! Às vezes esqueço-me do telemóvel, outras vezes das chaves… ao menos nunca me esqueci das cuecas…
2. Tens alguma mania? Se sim, qual?
Acho que não… se tenho nunca ninguém me disse nada ^^
3. Qual a tua mais recente paixão? [Pode ser um objecto ou um hobbie... não sou esquesita xD]
O meu gato! Quem é o miau-miau mai lindo?
4. És supersticiosa?
Renúncio a Satanás!
5. Falas/ lês/ escreves mais que uma língua? Se sim, qual?
Inglês e alemão. Não leio em francês porque sou uma preguiçosa.
6. Qual a coisa mais louca que fizeste?
Não posso dizer… estão adolescentes a ler e seria um péssimo exemplo.
7. Tens algum vício? [Não tem que ser algo necessariamente mau]
Roer as unhas… desde os 4 anos.
8. Tens alguma fobia? Qual?
Em inglês chama-se Chelonaphobia e é basicamente fobia a tartarugas/cágados… bem tudo que seja dessa família.
9. Define-te em 3 palavras
Linda, inteligente e nada esquisita…
10. Época do ano preferida?
Não tenho :( No verão estou cheia de calor a morrer, no Inverno estou cheia de frio a acumular calor no corpo.
11. Já estás cansada de responder a esta TAG?
Siiiiiiim ;__;

A quem passo:
Bem se o pessoal quiser responder na boa :) Isto agora de ir ver 11 blogues é uma trabalheira do caraças e está muito calor.

As minhas perguntas:
1. Se pudesses ter algum talento qual seria?
2. Se pudesses adoptar algum animal selvagem qual seria?
3. Quantas cadeiras reprovastes na faculdade?
4. O que é que mais detestas num livro?
5. Qual é a tua música favorita?
6. Qual é o teu ditado favorito português?
7. Se pudesse atribuir o Nobel a um autor, esse autor seria:
8. De que cor são as tuas unhas dos pés?
9. Qual a melhor forma de conquistar uma rapariga?
10. Qual é a resposta para o mistério do Universo?
11. Que livro gostarias de ver adaptado no cinema?

Friday, 5 July 2013

Tidy Friday #16


Avisei no Facebook que este post será mais pessoal e pode ser um bocado susceptível para algumas pessoas. Um blogger que tenha um blogue de literatura pode muito bem ler a sinopse e escolher não ler o livro. Numa editora isso não funciona. Ok funciona, mas podemos ter fé que o manuscrito seja melhor que a sinopse e pensar que se passado X capítulos a coisa não for boa podemos sempre dizer não. E para dizer não a um manuscrito não é fácil. O editor tem de ler o manuscrito, ver a história, como esta se desenvolve, como é que o autor trabalhou as personagens, o tipo de prosa utilizado etc. Se o manuscrito conter muitos erros gramaticais/ de ortografia pouco de adianta ter 3 ou 4 revisores: um mau manuscrito não pode ser remendado. 

Tuesday, 2 July 2013

The League of Illusion: Destiny

Destiny
The League of Illusion
Vivi Anna
Editora: Carina Press

Sinopse:
Five years ago, Sebastian Davenport tried to go back in time to reverse a fatal mistake, but found himself trapped in another reality. Unaware of the jeopardy facing his family and the League of Illusion, he gave up his magic for a quiet life as a blacksmith. Quiet, until a monstrous three-headed goddess of war called the morrigan comes to town…
Seeing Sebastian poised to charge the goddess, healer Drea Blairwood has no choice but to hit him over the head to stop him. Nursing the mysterious outsider back to health afterward is just an added benefit. She knows he's hiding something about his past, but has no idea what kind of adventure awaits them both.
Sebastian has no desire to risk the life of anyone else, let alone someone as enticing as Drea. But after militant elves kidnap Drea, Sebastian needs to find a way to reclaim his magic. The fate of the League—and the world—hangs in the balance.

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Vivi Anna termina com a história de Sebastian a sua primeira trilogia Steampunk. Embora o primeiro livro tenha laivos de steam, este último não tem nenhum elemento característico. Ainda assim "Destiny" acaba por ter um fim satisfatório para uma saga que começou bastante tremida.

Uma das coisas que mais agrada na ficção de Vivi Anna é a sua constante acção aliada ao romance e descrições eróticas. Não existem momentos mortos e está tudo cuidadosamente planeado para que nada faltasse ao leitor. Ainda assim este terceiro livro peca mais por algumas partes serem demasiado apressadas, tal como o romance. 

Normalmente Vivi Anna tem o dom de nos fazer corar nas descrições mais intimas, e nisso ela até o fez bem, no entanto soube a pouco. Sendo o livro bastante pequeno, o romance de Sebastian e Drea foi apressado e a única cena de sexo passou demasiado rápido para logo dar espaço à acção. Parece que a autora apercebeu-se que se calhar os seus livros com acção satisfazem mais os leitores do que se for só sobre sexo: o que até concordo. Drea é uma mulher bastante corajosa que arrisca, enquanto personagem feminina vai de encontro ao típico de Anna: forte, destemida e ruiva! Sebastian por outro lado é o típico macho, forte, bonito, muito bom na cama. Sinceramente apreciei mais o casal inimigo por achar que apesar de tudo tinham química e que a autora os deixou de parte para dar enfoque ao casal principal. Gostava de ver mais cenas de sexo como Vivi Anna me habituou noutros livros.

Acho que a autora é fantástica em arriscar novos terrenos (ela já escreveu fairy tales, fantasia urbana, erótica e agora steampunk), ainda assim um bocadinho mais de cenas eróticas não ficava nada mal! (What? I'm a sucker for sex!... ok isto não era para sair assim de forma tão ... tarada!) A autora foi mesmo ao ponto de utilizar Elfpunk no seu livro, que para quem não sabe Elfpunk é pegar em elfos ou fadas e metê-los num setting contemporâneo. Basicamente Vivi Anna pegou no Elfpunk e casou-o com um pouco de Steampunk de forma a vender mais (visto que o público ainda é ignorante do Elfpunk e podia estranhar ter elfos). Foi uma escolha inteligente, mas que não satisfaz nem por sombras uma fã assumida de Steampunk que esperava mais do Worlbuild. 

A história está bastante boa, a acção também, as personagens Vivi Anna já fez melhor e o Worlbuild precisava de bem mais pesquisa e desenvolvimento. Como final de uma série dá-lhe uma conclusão bastante boa e ficamos com um sorriso nos lábios. Claro que continuo a adorar a autora ainda que esta série tenha sido média. Irei acompanhar agora a sua nova série "The Vampire affair" que é bastante mais sexual.