Wednesday, 31 August 2011

Feministas wannabes

O protector
Madeline Hunter
Editora: Edições ASA
Páginas: 288

“O protector” está dividido em duas partes: a primeira metade em que a personagem principal Anna de Leon tem toda a potencialidade para ser uma heroína poderosa e a segunda parte onde Anna de Leon é assassinada pela autora em prole de um final feliz que satisfaça as parvinhas das românticas. Anna de Leon é uma mulher não muito típica do período medieval. Poderosa, gosta de se vestir de homem, maneja bem o arco e não se quer casar tão cedo... aliás não se quer casar ponto. Pessoalmente não entendo porque é que as personagens femininas para serem “rebeldes” têm de ser tão extremistas. Podem considerar Anna de Leon talvez feminista, contudo e apesar da independência no seu carácter ser um ponto positivo, não entendo porque é que a autora exagerou tanto na personagem. Ela podia vestir-se de homem e manejar bem o arco e ter como ideal escolher um marido ela própria. Até aqui apesar de haver alguns pontos extremistas, digam lá que Anna de Leon não parece ser uma personagem feminina apetecível? Óbvio que se o livro foi o best-seller a autora tinha de estragar tudo. E estraga através da personagem masculina: Morvan – um homem possessivo, que só pensa em sexo basicamente e que não aceita a condição de Anna e só pensa em protege-la. Morvan é a maior falha de Hunter. Se a Anna é um estratega brilhante e usa bem as armas porque raios precisava ela de um cavaleiro? Ainda por cima um que só quer saltar para debaixo das saias. Madeline Hunter estragou todo o potencial ao oferecer às leitoras um final feliz. Traiu os ideais da sua personagem ao fazer com que ela aceite aquele homem na sua vida. Uma personagem como esta na época medieval só teria dois fins possíveis: manicómio ou suicídio. Penso que um final trágico dava outro ambiente. Anna de Leon tornar-se-ia uma personagem trágica, uma vítima do seu tempo e do comportamento machista. Em vez disso tornar-se-á uma dona de casa com muitos filhos e um marido para a proteger... Thank you mrs. Hunter por ter tentado escrever algo feminista, mas no thanks.

Tuesday, 30 August 2011

Gostava de ter lido este tipo de livros quando tinha 16 anos

Shiver
Maggie Stiefvater
Editora: Presença
Páginas:448
Preço: 17,90€

Sinopse:
Sam e Grace são dois adolescentes que vivem um amor sublime e aparentemente impossível. Todos os anos, quando chega a Primavera, Sam, abandona a sua vida de lobisomem e recupera a forma humana, aproximando-se de Grace, mas sempre que regressa o Inverno, vê-se obrigado a voltar à floresta e a viver com a sua alcateia. Conseguirá o seu amor vencer os muitos obstáculos que ameaçam separá-los para sempre? Uma história cheia de aventuras e descobertas, mágica, original, que desafia a mente e enternece o coração.

Um livro para adolescentes que prova que o sucesso do Twilight só abriu portas a algumas autoras que merecem mesmo a pena serem publicadas. As personagens são decentes, a história embora a plot principal se baseie apenas na relação amorosa entre Grace e Sam, esta nunca se torna aborrecida. O amor, a amizade são as principais preocupações dos adolescentes e é sempre bom ter alguns livros de fantasia para acompanharem esses períodos. A maneira como Stiefvater dividiu os capítulos por perspectiva e por temperatura ajuda bastante a que o leitor sinta a relação entre os protagonistas. Foi algo inovador e diferente. Outro aspecto positivo foi a relação de Grace com os seus pais ausentes e por vezes negligentes. O tema da relação entre pais e filhos especialmente na adolescência é algo delicado. Existe uma conveniência para que a história avance e a relação entre Grace e Sam fique mais intensa, se os pais foram afastados. Shiver é um livro fácil de digerir, com um especial cuidado em relação a temas sensíveis que os adolescentes enfrentam e não é de todo desmiolado. Embora haja ainda muito lixo nas prateleiras, penso que Shiver é um bom livro para cativar um adolescente a ler, cada vez mais nos adaptamos às necessidades de acordo com a faixa etária, o que é bom, visto que existem tipos de maturidade diferente. Notei de igual forma, que muitos dos meus alunos na Universidade Júnior não gostavam de coisas que tivessem a ver com fantasia. É pena. Espero que a geração seguinte (a da minha irmã) não se importe de sonhar com lobisomens, vampiros, fadas, Barbas azuis ou cientistas loucos com goggles.

Thursday, 25 August 2011

History

Sometimes I feel like the only person I know who finds reading history fascinating. It’s so full of amazing-yet-true stories of people driven to the edge and how they reacted to it. I keep telling friends that a good history book (as opposed to some of those textbooks in school that are all lists and dates) does everything a good novel does–it grips you with real characters doing amazing things.
Am I REALLY the only person who feels this way? When is the last time you read a history book? Historical biography? You know, something that took place in the past but was REAL.

I can actually present a couple of books I am reading right now about History ;)







Tuesday, 23 August 2011

If I use the word "fuck" and "cock",can I consider it an erotic novel?

Like a wisp of steam
Edited by: Cecilia Tan and J. Blackmore
Ebook By: Circlet Press Editorial Team

“Like a wisp of steam” is a short-story collection of erotica steampunk. The premise is good enough: Victorian girls with tight corsets in a world full of gadgets and adding a bit of spice to steampunk world seems only a nice step further. Only that “Like a wisp of steam” fails in everything they try to deliver to the public.

The Innocent’s Progress
Peter Tupper

An incomprehensible piece of work. Too rough, it has nothing characteristic of steampunk, the reader must gather strength to understand what this short-story is all about. They talk about “beast and pedant, innocent, fatale and virago” and don’t give an explanation of what it is. Characters don’t have enough space to develop and breathe. It’s all too complex for the reader who should just enjoy a good story and instead is trying to find a logic thread to it.

An Extempore Romance
Jason Rubis

The main issue regarding the short-stories of this volume is the fact that most of the stories are not well developed. They failed to convey any sense or objective to it. Although “An extempore romance” seems legit both erotic and steampunk sides, the reader feels quite neutral in the end, failing to understand why there was a need to write such story.

Hysterical friction
Thomas S. Roche

This one had a good erotic compound, yet it has little of Steampunk. A woman who hasn’t been touched by her husband goes to a doctor in need of treatment to, what her husband think is hysteria. Although the cure process has a little of steampunk, the set and story itself feels empty. The characters have little depth as they are not entirely explored.

In the flask
Vanessa Vaughn

A funny story with scientific experiments although not the best of the anthology, but also not the worst. The fun part is the description of Dr. Aubrey (a man though with a girl’s name) and the fact that his/her assistant named Nicholas has both female/male words associated to him/her. . The usual word associated to woman such as wanton makes the reader believe that perhaps Nicholas is a woman “I could act as shameless and wanton as I wished and no one would question my actions”, but then the author uses the word chest which implies a male assistant: “exposed nipples of my chest”. Nearly the end the reader’s doubts are gone with the description of the assistant orgasm “Warm white liquid spilled from me and drizzled over his fingers.” turning “In the flask” a homoerotic steampunk short-story.

Steam and Iron, Musk and Flesh
Kaysee Renee Robichaud

The best short-story presented here. Robichaud present us a real steampunk environment and a fair heroine, Trisha, who happens to be a lesbian. There is a mix of adventure, erotic and steampunk, this was the type of stories I wanted to read and it took a long time to reach it.

Thursday, 18 August 2011

Booking Through Thusrday - Fluff


You’ve just had a long, hard, exhausting day, and all you want to do is curl up with something light, fun, easy, fluffy, distracting, and entertaining.

What book do you pick up?

- L. J. Smith and "The Night World" series; (review coming next week)
- Henry Miller's books. Any of them are a nice choice, they're not exactly light and fluffy, but they are entertaining;
- The hitchiker's guide to the Galaxy: funny, small, easy to carry.
- Shiver: Maggie Stiefvater (review coming soon, prolly this weekend)

Dagon 1

Aspecto geral da revista: De início a Dagon parecia um livro, o seu formato A5, capa resistente, folhas amareladas e mais grossas que as de revista. O design é extremamente simples, mas o importante é ler os contos. A verdade é que mal consigo ler os contos na revista da BANG! Demasiadas cores, imagens e os olhos não se focam no texto. Aqui não há distracções. O texto é o principal, as ilustrações ficam à parte. Parece pobre ao início, contudo não paramos de ler a revista porque nada nos distrai. O preço é um pouco caro, não sei se pagaram aos autores/ ilustrador (Miguel Ministro), mas tendo em conta a tiragem de 100 exemplares pensei que iria ficar mais em consideração.


Dormindo com o inimigo:
Luís Filipe Silva

Uma ideia que tem pernas para andar e ser mais desenvolvida. Um cenário pós-apocalíptico onde um homem encontra a ultima mulher à face da Terra e tenta domá-la segundo a sua vontade. A ideia por detrás do conto estão bem apresentadas, mas este tem tanta potencialidade que poucas páginas deixam um sabor amargo no fim. Não sei se o conto teve como inspiração o filme “Sleeping with the enemy” onde a própria personagem masculina é violenta e controladora, contudo penso que o conto podia-se transformar numa noveleta ou num livro pequeno com mais detalhes e (ainda) mais densidade.

A Balada do Executor:
Carla Ribeiro

Uma das coisas que me enerva nas leituras são palavras complicadas. Normalmente a Carla Ribeiro costuma usar diálogos forçados ou palavras/ sinónimos não muito habituais, que nos levam a procurar o significado no dicionário. Felizmente este conto não tem essas falhas. Um pouco previsível, mas a leitura é acessível e a frase final é deliciosa, carregando a catarse. Outra coisa que levou-me a torcer o nariz foi os nomes dados às personagens Scorpio e Sylvanna. Embora não seja tão assustador ter uma vilã chamada Alice ou um homem chamado Nuno, será pedir muito ter nomes portugueses na fantasia?

No Bucks, no buck Roger:
Pedro Ventura

Como não pude deixar de me identificar com este texto. Sendo provavelmente a “escritora” mais desorganizada de sempre (muitas folhas escritas, muitos .docs no computador, muitas notas no Moleskine), nunca consigo passar de umas míseras 20 páginas. Há sempre algo que acontece, a inspiração foge. Os exames, os livros para ler, a vontade que é pouca. Invejo sinceramente as pessoas que conseguem planear um livro e levar esse plano até ao fim. Demoro dois anos a planear uma história, começo com uma ideia e tento passar para o papel. Passados dois meses volta a reler. Odeio. Está horrível! Mudo a história. Três meses mais tarde volto a reler, tive uma ideia nova. Retiro uma personagem, coloco outra. O manuscrito que tinha 10 páginas fica reduzido a metade... Passou-se meio ano e não tenho quase nada. Ao meu lado vejo pessoas a dizerem “Escrevi o meu livro em meses...” e eu só tenho cinco páginas. Desisto. Elimino tudo. Daqui a uma semana tenho outra ideia... e o ciclo repete-se. Não sei se os escritores deviam de ser críticos literários, sei que quando tentamos ser nós próprios os críticos das nossas obras, o resultado final demora muito tempo.

Brasereiros:
Nir Yaniv

Perturbador, magnifico e muito bem escrito (apesar de ser tradução). A revista valeu o preço só por este conto. Uma boa aposta num autor desconhecido ao público português, que prova uma grande competência.

A FC Internacional e Problemas de Identidade
Larry Nolen (tradução de Luís Filipe Silva)

Ando a tentar disciplinar-me para ler mais FC e também Steampunk, especialmente anglo-americana. Como mencionei no último “Booking through Thursday” gostava de ver mais livros de Ficção Científica em português sem ser do João Barreiros. Não tenho nada contra o senhor até porque publico aqui a minha opinião do conto dele e assisti a conferências dele e tive o gosto de participar numa discussão com ele. Contudo a falta de nomes mais jovens nas prateleiras é bastante incomodativo. Especialmente quando se vê uma prateleira da FNAC cheia de Sherryln Kenyon (cujas capas têm homens todos bons para aquelas mulheres que obviamente têm um neurónio a menos) e livros “copy/paste” que enjoa. Fico a pensar que uma prateleira tão grande podia ter pelo menos cinco livrinhos portugueses de Ficção Científica.

Um dia com Júlia na Necrosfera (parte I)
João Barreiros

Primeiro comentário: finalmente nomes portugueses num conto de FC/ Fantasia.

Segundo comentário: escrita muito atenta, agarra o leitor, deixa-o a salivar por mais e depois vem a crueldade de um conto – acaba! A segunda parte é prometida ao 2º número da Dagon.

Terceiro comentário: A excelente caracterização da personagem de Júlia e do ambiente podre, sujo e infernal em seu redor. Tudo o que é descrito, mesmo sem grandes detalhes, o leitor consegue imaginar na perfeição. A prosa de João Barreiros neste conto faz com que FC até pareça fácil de escrever, é tudo tão simples e ao mesmo tempo tão complexo.

Em suma a Dagon1 vale a pena ser adquirida (aliás penso que ainda têm alguns exemplares disponíveis – o meu foi 8€ e não paguei portes) pelo menos pelos contos do João Barreiros, Nir Yasiv e a reflexão do Pedro Ventura.

Thursday, 11 August 2011

Booking Through Thursday – Semana Nacional do Livro

It’s National Book Week. The rules: Grab the closest book to you. Go to page 56. Copy the 5th sentence as your status.

Shiver: Maggie Stiefvater
"I wasn't really worried about getting home; it was close enough to walk."

Monday, 8 August 2011

There is something wrong with me... it may be not you, it may very well be me

Já consegui ler livros de autores que não gostei para aí além, espectativas demasiado elevadas levavam-me a pegar neles e a esperar algo de muito bom. Isto passou-se com Anne Bishop e George R. R. Martin. Onde muitas pessoas viam uma história linda, um escritor brilhante eu não vi nada demais. Pensei que as desilusões na fantasia estavam concluídas até que um amigo meu (muito querido) adorou o Aprendiz de Feiticeiro da Robin Hobb e decidiu emprestar-mo. O início é lento, muito lento. A Robin Hobb não sabe como cativar uma pessoa para a história, demora-se, a história nunca mais avança e quando algo acontece, esse algo é repetido ad naeuseum. Se me pediriam para resumir o livro numa frase diria que o primeiro volume da Saga do Assassino consiste num rapaz bastardo (e tudo roda à volta dele) que é ensinado por várias pessoas. A descrição do mundo que a Hobb criou é bastante reduzido pelo menos até às páginas que aguentei. O único motivo pelo qual aguentei até mais de metade do livro foi devido à escrita da autora. Bonita, cativante, infelizmente não acrescenta nada de novo ao mundo da Fantasia. É só mais um livro nas estantes... Não sei se devo fazer uma pausa no ramo da Fantasia e dedicar-me a outros géneros (FC/ romance histórico), não quero ser injusta nas críticas, simplesmente parece-me que os livros que tenho lido de fantasia têm sido descuidados a nível de sentido e depth. Pode ser que ao voltar a livros mais antigos, encontre algo que me satisfaça...

Tuesday, 2 August 2011

Top Ten Trends I'd Like To See More/Less Of

Although it's somehow hard for me to make tops, I can relate to this one.

5 books I would like to see more:

1. (Portuguese) steampunk books: I know there are lots of them in English, but the steampunk fever hasn't reached Portugal yet and it makes me sad that writers only follow trends. We didn't have many Portuguese fantasy writers until Stephanie Meyer and suddenly there was a boom and everyone decided that fantasy was a good way to start their adventures in the Literature world. I would love to read a Steampunk novel written by a Portuguese author.

2. (Portuguese) Myths/ Legends told as fiction: I have read so many books about Irish myths, Norse myths and Grimms fairy tales, that when I think about Portuguese myths, what do I have? Few. Most of our Historical Fiction sucks terribly. It is either about our kings or viscounts, the authors don't seem to bother to create a good story pre-Afonso Henriques and it would make me quite happy to read a book where it would have myths about MY country.

3. (Portuguese) Feminist books: It is no shame to admit that one person is a feminist and when it is sad that here in Portugal, people actually look at you aside when you admit that you are one of them. They laugh and ask "What? You burn your bras in public?" So stand up, write something that is feminist and screw the others.

4. (Portuguese) Science Fiction that is not about aliens and wars in other worlds: I can name three Portuguese science fiction writers and all of them have many years on top of them. I would love to read something Portuguese that reminded me of Ursula Le Guin or Philip Dick. Not the same style, but the same depth. A book that you read and you feel like "that is SF, but somehow I can also feel that the themes were universal."

5. (Portuguese) Erotica: Yes it is extremely hard to write good erotic stuff in Portuguese. I have been there, done that, yet I feel that you either fall in a grotesque style and use words such as "cunt", or you end up using words like "vagina" which will cause your readers to abandon the book. The reason why I would love to see more erotic novels on the Portuguese shelves is due to the pleasure that you have when you know you are reading a good book. Translations are usually pretty bad and it would be nice to have more choice.

5 books I would like to see less:

1. Twilight-cover-based: When you see a nice cover art, you better step away. This relates to all YA fantasy books out there. You see a nice cover and you expect the book to be great! Well when you open to read it, you're like "fuck this is like Twilight... I was fooled!". If you write to be the new S. Meyer, I pity you!

2. Books where the male figure has a huge penis and muscular body: I find that women who enjoy these books are not happy with their marriage/ relationship. Honestly why would I want a God for a husband? He'd be too perfect and probably leave me for a Hollywood actress. I prefer my chubby, geek boyfriend, who might not pay me all the attention in the world or turn him on just by walking inside the room, but guess what? It's life! I'm glad my boyfriend doesn't get a boner every time I am naked, that would be hell! Seriously stop writing fiction like that, you are just creating women who want unreal men.

3. Books where the female figure does not have a brain: What gets to my nerves is the fact that these types of women are actually created by women! Where is your pride?

4. Fantasy series books: I enjoy some series "Sevenwaters", "The mists of Avalon" and I am currently enjoying Shiver. But when the series are suppose to have 4 books and in the end it's like 8 or 10, you just realise that the author wants to suck all the money. This happened to me with "A game of thrones", when I reached to the end of the first volume my main thoughts were "The guy wrote 4 more books with 1000 about this?" Write more stand-alone, not all fantasy books must be series!

5. Tolkien-fantasy-based: Tolkien wasn't original, he was a brilliant teacher and he did great research on medieval studies, but seriously by copying him, you are copying myths and legends that are medieval. When people put Tolkien as their main influence, I doubt they read what he wrote in essays. The fact that you like Tolkien and you copy him, is not influence, it’s just copy/paste. If I see another interview from a Portuguese author that says Tolkien is his/her main influence, I will shoot myself. It is either him or Fernando Pessoa or some other famous author that everyone knows and they probably just read a couple of things.