Saturday, 30 July 2011

Quickies

Desafio do ano: ler 100 livros
So far: 72 livros lidos
Tempo para escrever reviews: muito pouco e sejamos honestos existem alguns livros que não têm muito a dizer, sendo assim aqui vai uma "rapidinha" de livros só para ficarem com uma noção.

Moon Called | Patricia Briggs
Ace books | 340 páginas
Muito resumidamente este livro tem uma história com muito potencial e a heroina é bastante agradável. O grande problema é a escrita sem sal de Briggs, que faz com o que o livro seja intragável e secante. Este livro é a prova viva que nem todas as histórias boas, são bem contadas.

Facebook cem erros | Umbertto
Chiado Editora | 263 páginas
Ganhei este livro num passatempo e Um livro pequeno que devia de ter uma revisão - deve ser o primeiro livro que leio de uma VP que não tem erros ortográficos, nem gralhas absurdas, contudo penso que 100 e tal páginas (visto que as outras 100 eram separadores com os títulos) só com erros de que as pessoas fazem no Facebook torna-se cansativo. O humor do autor é muito bom e a "seriedade" e não alarmismo com o qual enfrenta erros mais graves. Houve alguns que sinceramente duvidei que as pessoas escrevessem assim, mas depois lembrei-me que um blog à pouco tempo publicou opiniões de umas pessoas que continha igualmente tantos erros, que nem soube o motivo pelo qual o autor do blog publicou semelhantes opiniões. Uma coisa é o Windows Live Messenger onde sinceramente a menos que seja com uma professora ou com alguém desconhecido não me importo em não meter acentos no "e" ou vírgulas como se fosse um texto. Outra coisa é o "Facebook" onde apesar de tudo convém ter mensagens legíveis. Se tivesse sido revisto por alguém e tivessem dito ao autor deste livro para fazer mais pausas entre os erros, tinha sido um livro mais desfrutável. Tanto erro cansa a cabeça.

Minha senhora de mim | Maria Teresa Horta
Editora Gótica | 96 páginas
Um livro pequeno de poemas muito bom, cheio de belas metáforas. Um "must-read" para todos aqueles que gostam de escrever poesia. Esqueçam Antero de Quental ou Fernando Pessoa e comecem a ler Maria Teresa Horta!

Flores na Tempestade| Laura Kinsale
O arco de Diana Editora | 560 páginas
Um romance engraçado para o Verão: leve, sentimental, bem escrito. O único turndown é a conversa constante sobre Deus e religião. Bem sei que a personagem principal é uma quaker, mesmo assim penso que a autora abusou ás vezes do assunto da religião.

Monday, 18 July 2011

Girls just want to have fun!

Em todas as épocas, a nossa Literatura tem sido agraciada com vários tipos de livros - uns sobrevivem ao tempo (chamar-lhe-emos clássicos), outro serviram o seu propósito no tempo e desapareceram (muitos destes livros têm a denominação de literatura light). Os primeiros são obscuros, difícil de digerir muitas vezes, enquanto os segundos têm um parto fácil, vendem que nem pãezinhos quentes, contudo de um momento para o outro desaparecem das estantes das livrarias. O ódio que se tem vindo a demonstrar sobre a literatura light é em alguns casos extremista - não é possível desfrutar de um livro, se tivermos em mente a péssima qualidade da escrita, os temas fáceis e o enredo fácil. Nicholas Sparks e Nora Roberts têm sido os dois maiores contributos para dar má fama à literatura light. As suas obras fazem lembrar receitas de bolos: junta-se os ovos ao açúcar, sem esquecer da farinha, a partir desta base acrescenta-se um ingrediente novo e siga bingo! Felizmente existem outros livros que embora pertençam à categoria dos livros light conseguem surpreender e cativar o leitor."Calder Promise" e "Um estranho nos meus braços" são dois livros de autoras diferentes, que foram devorados num dia. Visivelmente cansada do trabalho e da longa época de trabalhos, exames e testes tudo o que fosse mais ou menos de leve leitura seria bem-vindo.


Calder Promise começa mal, num ambiente de festa e luxuria Laura Calder conhece dois homens, um americano do Texas, Boone Rutledge e um britânico Sebastian Dunshill. A atracção pelos dois é imediata, mas Laura terá de decidir se quer um bilionário machista ou um homem com coração de ouro, mas que esconde um segredo. Cada leitura leva-me a pensar em algo. Neste caso foi sobre a promiscuidade de certas atitudes de Laura, mas sobretudo pela "tapadez" da mesma face a Boone. Não sei se é façanha da autora, mas sempre que uma heroina me parece tapadinha ou burrinha mascarada de personagem forte, fico a pensar que tipo de mensagem é esta? No fim acabamos por ler o livro à espera que a decisão certa seja feita, e parece-me que mesmo com o cérebro desligado as personagens parecem têm vida própria mas falta alto. A escrita é agradável, a história prende o leitor e para leitura de Verão ou de transporte é quase perfeito. Não se pode exigir muito mais de um livro que custou 3,50€ daí a crítica entusiasta, mas penso que nem tudo são rosas e que no fundo o resultado advém foi fruto de alguma reflexão após findar a leitura. A mensagem é clara: seguir o coração e o amor, mesmo que isso implique dormir com um homem numa noite e beijar outro no dia seguinte. O importante é que as mulheres apresentem uma certa libertinagem e facilidade em arranjar homens. Que peso tem esta mensagem na realidade? Estaremos talvez a passar o limite do romance/ erótico e da decência em nome da liberdade?


Outro livro lido de um trago só foi "Um estranho nos meus braços" depois de ver que tinha sido adquirido pela biblioteca da minha faculdade decidi ler. O livro é uma mistura de mistério com romance com erotismo e para além de prender o leitor, que espera um romance foleiro ainda consegue ter uma prosa cativante. Como li a tradução houve um aspecto que me irritou bastante, nomeadamente o uso constante do você, que para além de aumentar a distância entre as personagens, causa certa estranheza. A sinopse não auspicia nada de especial:

«Lady Hawksworth, o seu marido não está morto…» Lara não podia acreditar no que estava a ouvir. O seu marido, desaparecido há um ano num naufrágio, com quem tinha vivido um casamento infeliz e desprovido de amor estava vivo e iria voltar para casa. Como era possível? Lara não conseguiu controlar a emoção quando reencontrou Hunter. O homem frio e cruel que lhe atormentou a vida e só lhe deu dor, vergonha e humilhação no leito matrimonial. Agora estava ali. Mais magro, com a pele mais escura, mais velho… mas sem dúvida que era Hunter. Aquele homem conhecia segredos que só o marido podia saber, tinha a sua fotografia guardada numa peque na caixa , a mesma que ela lhe dera há três anos quando Hunter partira para a Índia . Mas, a o mesmo tempo, era um homem assustadoramente diferente. Mais meigo, atencioso aos seus caprichos, decidido a reconquistar o seu amor, a fazê-la sentir-se uma mulher desejada e a esquecer as memórias tristes do passado. Mas será aquele homem realmente o seu marido ou um impostor em cujos braços Lara se entrega em busca da felicidade?

Lara é a típica esposa de conveniência, que não ama o marido e muito menos sabe o que ele quer. Penso que a mensagem principal da obra será para as mulheres seguirem o que Lara conseguiu, despir-se de preconceitos e da imagem da boazinha para conseguir ser feliz no casamento. Longe eram os tempos onde a mulher submetia-se à vontade do homem e rezava para que tudo acabasse. O único problema reside no facto da personagem principal muitas vezes repetir os mesmos erros, de tentar empurrar o seu marido quando ele quer mostrar-lhe afecto. Em jeito de jogo ping-pong Lara salta constantemente de pensamentos: odiando que o marido a toque, mas quando este se aproxima não o consegue repelir. Não só a atracção física é forte em ambos os casos, como a autora consegue criar situações diferentes que privilegiam Hunter.

Wednesday, 13 July 2011

drinking game da "Donzela Sagrada" ou o livro que faz com que "O Filho de Odin" pareça original

Como o livro é demasiado mau, achei injusto fazer uma review. Em vez disso vamos entrar numa de brincadeira e fazer um drinking game com o conteúdo! Não me responsabilizo por comas alcoólicos, se acha que já está bêbado antes de chegar ao fim, pare!

Vão precisar de:
- cerveja;
- vodka;
- água e
- comida para intercalar com a "bubedeira"

Beber um gole de cerveja cada vez que:
- aparece a palavra "Capítulo" sem acento;
- aparecer uma palavra que devia ter acento, mas não tem
- alguém repetir o nome da pessoa:
- Eu sou Páris.
- Páris.
ou então:
- O meu nome é Prue.
- Prue - pensou Hanna.
(neste caso beba um gole)
- acabe um "capitulo" com a Hanna a gritar em caps lock "CCHRRRRRIISSSSSSSS"

intercale as bebidas com comida sempre que:
- aparecer o nome de Hanna (e chega)

beba um shot (e agora sim prepare-se para a piela) sempre que:
- apareça um verbo mal conjugado;
- apareça um verbo que não exista.
- apareça a palavra "teleportar" ou "teletransportar"
- Haja uma vírgula em lugar de um ponto final ou um ponto final em vez de uma vírgula;
- cada vez que haja alguém que morreu em acidentes de viação (seja com carroças, cavalos ou automóveis)

intercale com água cada vez que:
- haja uma repetição inútil:
"Os civis estão na zona dos civis. debaixo do chão e nas caves" (137) ou "O anjo da morte que trazia a sua morte" (18)
- haja um estereótipo associado: inclui trajes pretos muçulmano, governantas gordas irritantes
- apareça uma frase sem sentido do estilo "Hana levantou-se, ficando sentada" (75)

Bebedeiras felizes!
(Esta sugestão foi dada pela Lady Entropy, na sequência da crítica à trilogia Nocturnus de Rafael Loureiro. Não pretendo denegrir o "trabalho" de ninguém, apenas achei que como o livro tinha tantos erros ortográficos, de pontuação, acentuação e de plot que não valia a pena fazer uma review séria! Aos poucos e com humor as verdades são ditas!)